Um olhar sobre a féerica feira Campus Party na Bienal do Ibirapuera com números oficiais e extra-oficiais.
Pouco importam as estatísticas. O registro é válido.
Fotos: Fernando Cavalcanti
Na imagem acima, na mesa, Sérgio Amadeu, diretor de conteúdo, Marcelo Branco, diretor-geral, e Paco Ragageles, co-fundador, do Campus Party, durante coletiva no final da tarde da segunda-feira, dia 11
Rosa e azul
Ministro da Cultura Gilberto Gil em ritmo de Campus Party
Gil na mesa da dupla espanhola Reac Table
A rainha da bateria Roberta Kelly e ritmistas da escola de samba Nenê da Vila Matilde contagiam campuseiros na abertura oficial do Campus Party Brasil
O robô Quasi balbucia a contagem regressiva pouco antes da meia-noite
No primeiro dia oficial, com os campuseiros já devidamente instalados, Heather Champ, diretora-geral de comunidades do Flickr, viciada em fotografar, confessa que prefere câmeras com filmes às digitais
Marcelo Tas, Miranda e Luiza em tentativa de debate, que acabou sendo monopolizado pelo diretor-geral do evento, Marcelo Branco.
Ok, no problem.
Durante o bate-bola, Branco foi contundente. Convocou todos para um protesto contra a criminalização do download P2P.
A platéia delirou. Tas tratou de pôr panos quentes.
Foi bárbaro. Mais tarde, houve quem achasse que aquela fala era “coisa de comunista”. Preconceito de quem não sabe lidar com a diferença. Seguramente. Todos sabem que Branco é ativista. Militante até o último fio de cabelo. Com toda sua militância e pragmatismo, ele conseguiu fazer um evento, com uma grande equipe, no qual ninguém dava o menor crédito.
A imprensa saiu correndo atrás do prejuízo, quando viu as filas que se formavam na segunda-feira. Nem mesmo os organzadores, nervosos com razão, imaginavam o que estava para acontecer.
A fala de Branco é incendiária. Palmas para ele. É necesário bancar essa hipocrisia que as gravadoras deitam e rolam no jornalismo chapa branca bancado pela mídia impressa e 0nline.
Aliás, como lembrou o blogueiro Marcelo Tas, com sua hipótese, “as gravadoras acabaram porque todos têm gravadores em casa”.
















