Arquivo do mês: dezembro 2007

Net-etiqueta em vôos – para pensar

Executive at flight equipped with a

Foto: Mark Lennihan / AP

Será que as regras de etiqueta vão funcionar nos ares? Cena 1: a 33  mil pés de altitude, o passageiro do assento 17D bate um papo furado em uma interminável ligação telefônica via internet, cujo custo, para quem não sabe, limita-se à mensalidade paga ao provedor. No asento de trás, outro internauta tecla incansavelmente com seu interlocutor. O sujeito ao lado está muito ocupado surfando em sites de pornografia para se preocupar com a vizinhança. E o passageiro da poltrona 17C quer apenas dormir. Corta.
Cena 2: no meio da noite de um longo vôo que atravessa o oceano Atlântico, um celular toca insistentemente. O dono do aparelho atende e, sem cerimônica alguma, fala como se estivesse em sua casa.
O artigo “In-flight Internet raises etiquette concerns” , difundido pela Associated Press, levanta alguns pontos interessantes sobre esses cenários.
Se o cidadão tem o direito de estar em um vôo e abrir na tela do seu computador o que lhe der na telha, e os defensores da rede são contra quaisquer restrições, será que haverá margem para o famoso e discutido bom senso?
O que é afinal bom senso? Que eu saiba, vive-se em uma sociedade em que cada um prega e pratica o seu. Em suma: 6,5 bilhões de supostos bons sensos.
Pode apostar: muita gente vai torcer o nariz. Imagine uma família espalhada em vários assentos e o garotão de 12 anos senta-se justo ao lado de um passageiro que navega por sites pornôs. Ok, trata-se de uma curiosidade secular, mas muitas  mães vão ficar de cabelo em pé e reclamar com a tripulação.
Além disso, é notório que hoje menores de idade viajam desacompanhados com mais freqüência.
No quesito mobilidade, a Air France planeja permitir ligações telefônicas em vôo. Não há, por ora, nenhuma regra estabelecida.
Provavelmente, em breve, veremos as companhias aéreas e os provedores de acesso criando códigos de conduta ou mesmo formas de bloqueio a sites inadequados, ou, quem sabe, a serviços de ligações via internet (VoIP), forjando assim a sua própria net-etiqueta para usuários da web em vôo.
Afinal, o que acontece quando um passageiro abre seu laptop e assiste a um DVD? Ou, então, folheia uma revista de conteúdo inapropriado para menores.
No final do artigo, o porta-voz da Aircell LLC, Jack Blumenstein, acredita que “a decência, o bom senso e comportamento normal vão prevalecer”.

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Pingüim no celular

O Linux Phone Standards Forum, LiPS para os íntimos, anunciou, no dia 10 de dezembro deste ano, a conclusão da primeira especificação para Linux móvel. A iniciativa do grupo, consórcio fundado por operadores de telefonia, fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de software com foco no Linux, pretende cobrir todos os principais componentes para construir um celular ou smartphone.A conclusão dessa especificação de padrões inclui componentes como APIs para telefonia, mensagens, calendário, mensageiros e funções de presença, assim como novos componentes de interface.Entre esses, a API de telefonia é em particular importante, uma vez que permite a criação de aplicações sobre a funcionalidade de voz.Mas, como lembra o patrício português Pedro Cavaco, outros consórcios também estão empenhados na mesma busca, gerando um risco de dispersão de esforço.E já que o assunto é memória, a Motorola, em 2003, já havia lançado o modelo A760, totalmente baseado no sistema operacional Linux e de tecnologia Java.O futuro dirá sobre o confronto final da indústria de plataforma aberta e das soluções proprietárias.

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Celular compartilhado na Índia e na África

Phone Use Shared Essay

O antropólogo Jan Chipchase sabe o que diz. Em suas andanças por arrabaldes, esquadrinhando cidades em todo o mundo, ele conclui que o crescimento da indústria da telecomunicação acontece hoje em mercados emergentes. Verificou in loco que para os novos consumidores da Índia e países da África, a primeira experiência do celular é de uso compartilhado. Em seu blog, leia o artigo “Shared phone use”, que analisa o compartilhamento nessas regiões, nas quais o termo compartilhar significa emprestar e pedir emprestado, diferentemente do sentido de compartilhar para mostrar as fotos da última viagem. O que acontece quando as pessoas dividem um objeto que foi concebido uso pessoal, questiona Chipchase. A pergunta que paira no ar é: se o telefone móvel foi feito para utilização individual e é compartilhado, ele deveria ser redesenhado?

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Menor aldeia do mundo tem celular

Não dá mesmo para duvidar de que os tentáculos da tecnologia se espalham hoje por todos os cantos do planeta. A agência Chinanews registrou que desde dezembro a menor localidade da China, uma aldeia com 27 habitantes na cadeia de montanhas do Himalaia, tem agora telefonia móvel.
A aldeia de Yumai, na província de Lhunze, no Tibete, conta com apenas sete casas, que costumam ficar isoladas do resto do mundo com as nevascas de inverno. O serviço oferecido à minúscula comunidade pertence à China Mobile, empresa de telefonia com 300 milhões de usuários.

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Aos fatos

6,5 bilhões de habitantes no planeta. Quer mais?
3,25 bilhões de linhas de telefonia móvel?
A pergunta que não quer calar: o que fazer com as baterias usadas e os aparelhos velhos?

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Literatura no celular: febre no Japão

Enquanto a indústria do livro discute e ainda não encontrou um formato apropriado para distribuir, em mídia eletrônica, o tradicional conteúdo impresso, no Japão os romances de celular, ou em japonês keitai shosetsu, são mais uma nova tendência.Sucesso entre adolescentes e jovens, o novo “gênero” literário é caracterizado por narrativa ágil, com influência direta dos mangás, histórias em quadrinhos japonesas, além de serem marcados por frases curtas, próprias para o formato de leitura na tela do celular.Em geral os admiradores das histórias baixam os capítulos em seu celular, mas é comum que o público, alunas do ensino médio e mulheres na faixa dos 20, leia o romance na própria web. Nesse caso o site de referência é o Maho i-Land, atualmente com 6 milhões de membros por volta de 1 milhão de títulos.O fenômeno de audiência e de público não é desprezível, uma vez que, de cada dez obras de ficção mais vendidas no primeiro semestre de 2007 no Japão, cinco começaram como “romances de celular”, com tiragens médias que chegam a 400 mil exemplares.

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