Net-etiqueta em vôos – para pensar

Executive at flight equipped with a

Foto: Mark Lennihan / AP

Será que as regras de etiqueta vão funcionar nos ares? Cena 1: a 33  mil pés de altitude, o passageiro do assento 17D bate um papo furado em uma interminável ligação telefônica via internet, cujo custo, para quem não sabe, limita-se à mensalidade paga ao provedor. No asento de trás, outro internauta tecla incansavelmente com seu interlocutor. O sujeito ao lado está muito ocupado surfando em sites de pornografia para se preocupar com a vizinhança. E o passageiro da poltrona 17C quer apenas dormir. Corta.
Cena 2: no meio da noite de um longo vôo que atravessa o oceano Atlântico, um celular toca insistentemente. O dono do aparelho atende e, sem cerimônica alguma, fala como se estivesse em sua casa.
O artigo “In-flight Internet raises etiquette concerns” , difundido pela Associated Press, levanta alguns pontos interessantes sobre esses cenários.
Se o cidadão tem o direito de estar em um vôo e abrir na tela do seu computador o que lhe der na telha, e os defensores da rede são contra quaisquer restrições, será que haverá margem para o famoso e discutido bom senso?
O que é afinal bom senso? Que eu saiba, vive-se em uma sociedade em que cada um prega e pratica o seu. Em suma: 6,5 bilhões de supostos bons sensos.
Pode apostar: muita gente vai torcer o nariz. Imagine uma família espalhada em vários assentos e o garotão de 12 anos senta-se justo ao lado de um passageiro que navega por sites pornôs. Ok, trata-se de uma curiosidade secular, mas muitas  mães vão ficar de cabelo em pé e reclamar com a tripulação.
Além disso, é notório que hoje menores de idade viajam desacompanhados com mais freqüência.
No quesito mobilidade, a Air France planeja permitir ligações telefônicas em vôo. Não há, por ora, nenhuma regra estabelecida.
Provavelmente, em breve, veremos as companhias aéreas e os provedores de acesso criando códigos de conduta ou mesmo formas de bloqueio a sites inadequados, ou, quem sabe, a serviços de ligações via internet (VoIP), forjando assim a sua própria net-etiqueta para usuários da web em vôo.
Afinal, o que acontece quando um passageiro abre seu laptop e assiste a um DVD? Ou, então, folheia uma revista de conteúdo inapropriado para menores.
No final do artigo, o porta-voz da Aircell LLC, Jack Blumenstein, acredita que “a decência, o bom senso e comportamento normal vão prevalecer”.

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