2008: ano do mundo móvel na web?

Quem gosta e acredita em estatísticas prevê que milhões de celulares estarão conectados na web nos próximos anos.
E no Brasil? Se depender dos preços cobrados pelas operadoras, o tempo de adoção promete ser maior. A não ser que haja uma revolução na cobrança desses serviços. Explico: você já experimentou navegar pela internet do seu celular?
Minha conta já dobrou de valor. Fui incauta. Motivo principal: falta de pacote vantajoso para navegar pela web.
A TIM criou recentemente uma promoção de 40 Megabytes de tráfego, ao longo de 30 dias, por R$ 10,  nas conexões TIM Connect Fast e TIM Wap. Há também no portal da TIM outras ofertas, que começam em 40 Megabytes e chegam a 1 Gigabyte.
No site da Vivo , o cliente tem direito a trafegar 500 Kbytes de dados do plano Vivo Escolha 5o ao Vivo Escolha 180. Nos seguintes, sobe para 2 Megabytes e essa taxa se estende até o Vivo Completo. Há ainda um serviço de acesso à web na Vivo  para quem usa o smartphone BlackBerry, por R$ 69,90. Só não consegui checar ainda se ele é válido para quem usa outras marcas de celulares em conexões WAP e/ou GPRS. Há ainda um serviço para tráfego de dados no portal da empresa, com promoções de 40 Megabytes a 1 Gigabyte.
No portal da Claro, parece haver mais ofertas para quem precisa ou quer navegar pela internet.
Se a onda é twittar, enviar mensagens pelo MSN Windows Live Messenger , GoogleTalk, falar pelo Skype, puxar e-mail, acessar blogs, sugiro aderir aos pacotes com a maior oferta de tráfego possível.  Que o digam os twitteiros que não se desgrudam de seus celulares e mandam todos os seus passos em frases de 140 caracteres. Não importam onde estejam: aeroportos, no trânsito das metrópoles e até em festas na casa da sogra. Já li exemplos no Twitter reveladores.
Dilema
As operadoras no Brasil continuam em um entrave: a porcentagem de linhas que utilizam o sistema pós-pago não crava nos 20 pontos.
Querem aumentar a fatia de usuários migrando para o pós-pago? Deve ser o sonho diuturno de cada um dos diretores de marketing e quetais e suas respectivas equipes.
Os preços proibitivos impedem. E não há estatística que me convença que o acesso à web será predominante nos próximos anos neste país.
Mesmo que os portais noticiem números e mais números, fabricados por institutos de pesquisa, afirmando que o iPhone lidera o acesso à internet no Brasil. Bom, só se for entre os publicitários e profissionais liberais que importaram seus aparelhos, ok. Daí fica mais crível.

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