Impacto socio-econômico do celular na América Latina II

Na África do Sul, 80% da população tem celulares. Eles são mais presentes que computadores por motivo óbvio: o preço.
É bom recapitular que empresas do porte da Microsoft, Motorola, Nokia e Siemens têm investido em países emergentes do continente africano, subsidiando infra-estrutura de rede e uso para que a população possa ter acesso à mobilidade. Um termo de apropriação do celular foi criado ou recriado pelo professor François Bar, da Univerisity Southern California: creolização ou canibalização do celular.

Abaporu Project

Totem do Abaporu Project, que se apropria do quadro de Tarsila do Amaral, que inspirou o Manifesto Antropofágico

Trata-se do seguinte: apropriação do aparelho para outras aplicações não criadas pelos fabricantes ou operadoras. Um exemplo: em alguns países da África, o celular virou orelhão. Ou seja, é um telefone comunitário. Trata-se de um paradoxo, uma vez que o celular foi pensado e desenvolvido para ser de uso pessoal. Outro exemplo: na África, é possível usar o celular como se fosse um caixa eletrônico. Em outras palavras, o dono de um celular pré-pago usa seus créditos como moeda e os transfere para outro usuário.

2 Comentários

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2 Respostas para “Impacto socio-econômico do celular na América Latina II

  1. Kerly

    Oi Marijô, só para dizer que acompanho o seu blog e gosto muito. Até estou começando a achar essa coisa de smartphone interessante. E olha que eu fiquei sem celular por um bom tempo. Não queria mais saber dessa coleira…🙂

  2. Achei você pelo comentário no blog do Azenha e passei para dar uma visita rápida. Depois me adentrarei. Bjs. Cida