Arquivo do mês: maio 2008

A vida celular

O que seria um prosaico ato cotidiano, a comunicação remota com base em telefonia móvel, é na verdade um elemento de transformação das relações entre governo, mercado e sociedade. Nesse cenário são mobilizadas forças tecnológicas, industriais e econômicas e trazem mudanças estruturais no comportamento e relacionamento humano.

A discussão desse ambiente e seus impactos nas diversas esferas da sociedade é o mote do Mobile Life Events, que acontece de 15 a 19 de setembro no balneário de Antalya, na Turquia.

Dois eventos paralelos marcam o encontro: o mSociety 2008 _ International Conferences on Mobile Society e o EURO mGOV 2008 _ European Conference on Mobile Government.

No caso do segmento mSociety 2008, o que se encontra em foco são os fenômenos de uma sociedade cada vez mais organizada e regida por redes digitais, telefones celulares e outros dispositivos móveis. A ambição desse fórum é ser um ambiente de convergência de idéias, aplicações e serviços em uma sociedade pautada pela mobilidade.

Atenção pesquisadores: enviem seus papers para a organização, que está aberta à produção tanto de pesquisadores de universidades e centros de pesquisa.

Já o EURO mGOV 2008 irá reunir representantes do setor público, para compartilhar suas experiências além de discutir a implementação de serviços públicos baseados em tecnologia móvel. O conceito de Mobile Government envolve novas abordagens para modernização do setor público no continente europeu pela utilização das tecnologias móveis por diversos órgãos de governo.

Entre os parceiros e patrocinadores do evento estão grandes companhias de tecnologia, telefonia, universidades e centros de estudo.

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PARECE QUE O TWITTER TOMOU LSD

O Twitter é apenas um dos sites de social networking (redes sociais) em ascensão. E a discussão sobre o papel dessas redes continua. Façam suas apostas.

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nômades da motocicleta

fluxos velozes em duas rodas, encapuçados pela viseira do capacete, cruzam, quase autônomos, às vezes selvagens, o inteligível caos das grandes metrópoles: Buenos Aires, Rio de Janeiro, Cidade do México, São Paulo…

nômades movimentados pela logística organizacional das redes de negócios, empresas e pessoas, na qual velocidade e mobilidade são imperativos, os motoboys encontraram no celular, mais do que uma ferramenta de comunicação, um instrumento de expressão estética e plataforma capaz de potencializar um outro negócio dentro da sua atividade primária como andarilhos urbanos.

mais do que uma subcultura de grupo, com valorização de atitudes e códigos próprios, uma experiência iniciada em São Paulo vem compondo um dos fenômenos de cybercultura dentro do qual esses trabalhadores têm uma inserção. canal*Motoboy é um coletivo formado por esses profissionais que inserem um conjunto de narrativas no território da expressão artística, geradas a partir das vivências e do olhar de cada um dos integrantes do grupo-rede.

mas do que falam essas pessoas? qual é exatamente a sua perspectiva? no limite, caberia mesmo a pergunta de Eleilson Leite, se existe de fato uma cultura motoboy, no artigo “A revolução cultural dos motoboys”, publicada no Le Monde Diplomatique Brasil.

ao abordar o tema, fugindo dos estereótipos e preconceitos comuns, o autor aponta a dura realidade desse grupo estimado em 300 mil motociclistas, apenas na capital paulistana.

um novo domínio do território
menos importante do que a cultura de grupo, a expressão do conjunto de singularidades por diferentes canais de manifestação estética é o ponto central da questão. essa dinâmica ficou marcada na 1ª Semana de Cultura Motoboy, que teve espaço no Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC), em São Paulo, entre 12 e 17 de maio.

o canal*Motoboy nasceu de uma experiência do artista espanhol Antoni Abad, que passou por São Paulo em 2007 e estimulou a criação de um grupo com 12 motoqueiros para que eles, através de celulares com câmeras integradas, produzissem fotos, vídeos e entrevistas contando o dia-a-dia na capital paulista, relata Eliezer Muniz dos Santos, curador da mostra.

Depoimento gravado com Nokia 6110 Navigator e editado no Windows Movie Maker

o próprio Eliezer conhece de perto a realidade sobre a qual se debruça hoje como pesquisador, mas que experienciou por mais de 15 anos como profissional.

essa apropriação dos motoboys do seu próprio cotidiano, agora deslocado em uma abordagem estética, reflete bem a dinâmica de fluidez contemporânea, em uma dinâmica que o pesquisador da UFBA, André Lemos, analisa no artigo Ciberespaço e Tecnologias Móveis.

Luiz Fernando Santos

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O papel do celular nas redes sociais – chamada para discussão

Este post, por ora, é uma chamada à discussão. O artigo “The future of social networking: moble phones“, publicado no Times Online, é o mote.

Ontem entrevistei a jornalista, escritora e pesquisadora Ana Carmen, que postou o texto “Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter“, na semana passada, e me relatou sua experiência nos últimos anos, acompanhando essa grande mudança que vivemos e experimentamos com essas tecnologias mudando o nosso cotidiano.

Ainda falta conversar com outros participantes da primeira e segunda edição do programa, entre eles Pedro Doria, Lu Freitas e Inagaki, e conseguir agendar entrevista com a direção e/ou produção do Roda Viva, da TV Cultura.

Minha idéia, além de levar a discussão para o blog, é produzir matéria para GSMmania (site em reconstrução), na qual sou editora.

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links for 2008-05-22

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Gilberto Gil no fechadíssimo Zeitgeist Europe 2008 Google

Ok. Sem desmerecer a importância do Zeitgeist Europe 2008, que reuniu a fina flor do mundo web, mas o melhor desse evento, organizado pela empresa Google, propositalmente sem cobertura da mídia, ainda é o compositor e ministro da Cultura, Gilberto Gil.
O artista/ministro deu uma canja ao cantar “Banda Larga Cordel” do novo álbum, que chega em junho, com direito a música baixada a granel.
Copyleft?
Acima, a palavra cantada do mestre Gil.
Abaixo, 38 minutos de discussão com Gil, Erick Hachenburg e Eric Baptiste. Se quiser ir direto para a fala do artista/ministro, corra para o 24º minuto.
A escolher.

Dica do MAMK.NET, do Mark Kramer, via Twitter.

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CHÁ VERDE EM TARDE NÔMADE x TWITTER

O Twitter está lerdo hoje e falha no carregamento o tempo todo. Enquanto isso, na leitura fragmentada do século 21, que tal os artigos “Breaking news, Twitter style“, no site da Reuters, e “Why Twitter Matters“, publicado na Business Week, que trata da explosão desse serviço, questionando se ele é páreo para o Social media at FacebookFacebook?

Leitura recomendável para os que discutem e pensam em redes sociais, em tempos de web 3.0.

Vale lembrar e repetir que a TV Cultura iniciou sua cruzada para angariar telespectadores que pertencem a uma categoria bastante desejada e, aparentemente, fora do alcance da televisão: os internautas.

A iniciativa do programa Roda Viva -aliás a página está vetusta e merece urgente uma atualização, mas dá para acessar o blog da TV Cultura– é inédita.

Há duas edições, o programa tem chamado blogueiros/twitteiros para participar da platéia.
Pelo que entendi, eles não podem perguntar nada ao entrevistado. Aliás, quem assistiu pela TV relatou que a câmera mal registra a presença dos blogueiros. Pelo Twitter, eles comentam o que acontece durante a roda viva de perguntas e respostas e informam os internautas. Um resumo que se atualiza com frases de 140 caracteres, o máximo que o serviço permite. O Tweetscan e outros servem para rastrear o que foi dito na web sobre um assunto, bastando, por exemplo, digitar #rodaviva.

É uma forma de chamar os internautas para ligar a TV? Ainda é cedo para responder a essa questão. Afinal, quem não quiser desgrudar do seu monitor pode assistir a transmissão do programa pela web ao vivo.

Trata-se da segunda experiência e essa forma pode e deve mudar. Por que não incluir os blogueiros na turma dos entrevistadores?

Na última segunda-feira, a blogueira, jornalista e escritora Ana Carmen foi uma das convidadas a participar da platéia composta de três blogueiros/twitteiros, durante a entrevista com o bailarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo. A jornalista e blogueira HelenaN, do Prateleira.net, e o jornalista Alexandre Inagaki, do Pensar Enlouquece, completaram o grupo.

Nada é por acaso. Paulo Markun, presidente da Fundação Anchieta – Centro Paulista de Rádio e TV Educativa, está muito bem assessorado. Aliás, parabéns ao responsável por nova mídias. E Markun revela seu lado interneteiro em entrevista ao Link, do Estadão. Sem deixar de arrematar que tem um filho da geração Y, Pedro Markun.

Seria injusto esquecer que a Fundação Padre Anchieta já tem outras iniciativas na web. O Radar Cultura é uma rede social que começou a engatinhar e deve ter engatado, espera-se, mesclando a Rádio Cultura AM com web. Merece visita, cadastro e experimentação.

P.S. Já agendei entrevista ao vivo com Ana Carmen e estou tentando falar com HelenaN e Inagaki. Também vou atrás do responsável por novas mídias da TV Cultura. A idéia é escrever um texto com depoimentos para a revista GSMmania (site em reestruturação), na qual sou editora.

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