Arquivo do dia: 9, maio, 2008

Celular = giz = lápis = a qualquer ferramenta?

Ok, o celular é uma ferramenta. O computador também. A chave de fenda, idem. Assim como o lápis, o giz e a lousa.
Educadores têm se perguntado se o celular não é apenas mais uma ferramenta para o ensino.
Afinal, o que importa é apenas o conteúdo, além da didática do professor?
Concordo em parte.
Os bilhetinhos trocados em papeizinhos por alunos em sala não têm de longe a dimensão de um filmete gravado enquanto o professor comanda sua aula. Em questão de minutos, o conteúdo sobe ao YouTube. Em questão de horas, dependendo da mensagem, ela se espalha e vai parar nas mídias. Impressa, televisiva, eletrônica.
O que prova que o celular invade o espaço antes restrito ao comando do professor, criando um paradoxo entre o público e o privado.

Learning Sciences Research Institute

Para discutir esse tema polêmico, fui atrás de Mike Sharples, um dos maiores especialistas em mobile learning. O professor Sharples dirige o Learning Sciences Research Institute da University of Nottingham e tem um currículo extenso nessa área.

Suas pesquisas incluem design de novas tecnologias para o aprendizado e, entre os trabalhos concluídos, merecem destaque A Theory of Learning for the Mobile Age, em parceria com Josie Taylor e Giasemi Vavoula, e o Handheld Learning Resourse, um projeto com a Kodak e a BT para desenvolver tecnologias móveis para o aprendizado.
Um dos resultados de suas pesquisas é o My Art Space, um serviço interativo, que permite que visitantes de museus e galerias coletem informações das expocições com seus celulares.
A entrevista com Mike Sharples foi gravada pelo Skype e será editada, com direito à tradução, para virar podcast no VoIT, dirigido pelo jornalista Orlando Guido, que, gentilmente, me convidou para um trabalho em parceria.
Ouça aqui a íntegra da entrevista.

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