Provocação: redes sociais devem ser regulamentadas?

Os britânicos dizem que sim. A União Européia está considerando. E os Estados Unidos? Um estudo realizado na Grã-Bretanha revelou que a maioria tem um forte desejo pela regulamentalção de redes sociais, como MySpace e Facebook. Nove entre dez entrevistados disseram que deveria haver uma regulamentação mais rígida. Quer conferir? Em inglês, deu no The Guardian.

Mais: 89% disseram que deveia haver um conjunto de regras para ajudar a evitar o uso indevido de informações pessoais.

A pesquisa foi realizada pelo PCC (qualquer semelhança é mera coincidência). O Press Complaints Comission é um órgão britânico regulador da mídia, com representantes das principais publicações.

Com a ampliação do seu papel, o PCC monitora agora internet e conteúdo de vídeo produzido por jornais.

Eis a questão – Uma das preocupações é: meter ou não o bedelho com regulamentações nas redes sociais.

As inscrições estão abertas. Como se diz por aí: bora discutir.

5 Comentários

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5 Respostas para “Provocação: redes sociais devem ser regulamentadas?

  1. Cristina De Luca

    Vamos nessa. Eu Topo. A propósito, viu o texto do Sérgio Rosa no Globo? “TSE, não seja amigo da Onça” (http://www.softwarelivre.org/news/11518). Vale ler.

  2. Cris, seguramente, voltamos ao mesmo ponto. Eu quis postar essa discussão, aproveitando a deixa da matéria que saiu no The Guardian.
    E já que estamos a poucos meses das eleições municipais, quero mais é provocar a discussão sobre o papel dos blogs/redes sociais nas eleições. Sergio Amadeu já topou, agora falta nós três sentarmos para alinhavar detalhes. Bora?

  3. Cristina De Luca

    Marijô,
    Voltamos ao mesmo ponto: é necessário uma regulamentação específica para a Internet?Não seria melhor jirisprudências sobre casos envolvendo a rede à luz das legislações existentes? Afinal de contas, a rede nada mais é do que um espelho da sociedade. Algumas vezes, distorcido. Concordo com o que ouvi o Demi pregar ontem: será preciso evitar sempre que os abusos ameacem o uso legítimo da Internet.

  4. Os países (e suas ordenações legais) não estão preparados para a Internet (ainda). A extensão das inter-relações que a rede permite esbarram – sem esforço algum – em franjas legais e culturais de vários matizes, provocando atitudes regulatórias para lá de desconectadas com a realidade local (qualquer que seja esta).
    O grande debate não está na regulamentação das redes sociais, mas na regulação social da rede. A internet é, sem sombra de dúvida, a materialização do estado mundial. E como um novo tecido sócio-econômico-cultural, carece de regulações mínimas independentes dos estados regionais. A internet é extra-país, mas o cidadão possui nacionalidade.

  5. Ser regulamentadas não deveriam ser além do que já está na lei, mas infelizmente acho que é inevitável uma regulamentação mais forte.

    Infelizmente boa parte dos executivos de empresas de internet acreditaram demais em baboseiras e fecharam os olhos ao fato de que a internet, afinal, faz parte do “mundo real”; p.ex. injúria é injúria, na internet, num jornal, numa TV ou ao vivo, não existe diferença.

    Aí você tem atitudes como a do Google Brasil, que durante muito tempo tentou se esquivar de “limpar” o Orkut dizendo que isso era responsabilidade do Google Inc e tal e coisa e deixava a pedofilia comer solta.

    Do resto, a grande mídia e os políticos fazem o trabalho deles: uma esperneia dizendo que a internet é um campo de maldades e os políticos vão lá e inventam uma regulamentação. Tudo isso sob o aplauso da “opinião pública”, essa invenção em cima do éter.