as cartas já foram dadas: façam as suas apostas

De um lado, Steve Jobs, presidente da Apple. Do outro, os fabricantes de celulares. Leiam: Nokia, Samsung, Motorola, LG e Sony Ericsson.

Há poucos dias, o presidente da Apple sacudiu a platéia em San Francisco ao mostrar o futuro iPhone 3G. Como é de praxe, o público aplaudia esboçando os “ohs” e “ahs” a cada revelação de novas funções e habilidades do aparelho.

Jobs é competente no que faz. Promete oferecer em julho um celular de belo design com todas as funcionalidades exigidas pelo mercado a um preço bastante camarada: US$ 199. Não se engane. Esse suposto chamariz estará atrelado a um contrato de assinatura com operadoras em 70 países, anunciados pelo executivo, que obrigarão o cliente a ser fiel por no mínimo 18 meses. Quem disse que existe almoço gratuito? Ou quase?

O que quer Jobs jogando o preço de um telefone com tantos recursos a US$ 199? Nada mais do que fechar o ano com 10 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Nos últimos 12 meses, ele diz ter vendido 6 milhões de aparelhos com a primeira versão do iPhone. Quem quiser que acredite nas estatísticas.

Nesse jogo pesado, os fabricantes de celulares vêm se digladiando há um bom tempo. E Jobs sabe quem é quem.

Durante sua apresentação, ele não hesitou em fazer comparações de velocidade de acesso à web entre o futuro iPhone 3G com o N95, da Nokia, e o Treo 750, da Palm.

Desde que o iPhone saiu, todos disseram que a indústria de telefonia móvel correu atrás de um suposto prejuízo: afinal o telefone da Apple inovou com a tela sensível ao toque, oferecendo uma tecnologia mais avançada para abrir programas e funções.

LG, Samsung e HTC teriam, segundo especialistas, se adiantado com seus novos modelos com telas para acessar com os dedos.

Modelos com o KF755, um celular com tela sens�vel ao toque e câmera de 5 Megapixels

Segredo – Aliás a LG, que ostenta o quarto posto mundial em vendas de aparelhos -de acordo com o Gartner-, deu-se bem ao criar um conceito com celulares sofisticados, batizando uma de suas linhas de Chocolate. Milhões de unidades vendidas depois, lançou outra linha, a Shine. E agora chega com seu novo segredo. Apelidado de Secret, o LG-KF755 quase faz jus ao futuro iPhone 3G. Segundo a empresa, no final de maio, quando aconteceu o lançamento europeu, foram vendidas 200 mil unidades em duas semanas.

O Secret desembarca em São Paulo nesta semana ancorado em grande campanha de marketing. Tem 11,8 milímetros de espessura, câmera fotográfica de 5 Megapixels e uma porção de características para edição de vídeo, além de servir para navegar na web ainda com a tecnolgia Edge. Segundo a empresa, há outros três modelos, entre eles o MU500, destinados a surfar pela rede com a nova musa do momento: 3G.

9 Comentários

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9 Respostas para “as cartas já foram dadas: façam as suas apostas

  1. Pingback: PICTURAPixel - Bloco de Notas » O iPhone é um barato! Mas sai caro.

  2. Ali, sou meio cética na escolha de celulares. Tudo depende de quanto você está disponível a investir/gastar. Lembre-se de que a promoção está atrelada a vários senões. Os US$ 200 do iPhone custarão na sua conta mensal. Ou seja, plano de assinatura de dois anos, de centenas de minutos, além de uma assinatura de web/móvel 3G de no mínimo 160 reais. Noves fora, a conta da sua operadora virá bem salgada. Em troca, você terá um belíssimo aparelho com design e status da marca Apple. Como você pode perceber, o barato vai sair caro. Agora, se você está disposta a gastar, ok. É por aí.

  3. Ali

    Na “tampa”: qual 3G vc compraria? ;.)))) Obrigada!

  4. Ali

    Mary Jô!!! Show!!!
    Parabéns pelo tesouro de conteúdo do blog! Cada texto “bão”… ;.))))
    Estava na mira do iPhone que chega por aqui em julho. Agora aparece a dúvida… melhor optar por um secret 3G? Ou outra carta na manga?
    Na sua opinião, quais indicadores devem ser considerados na relação custo e benefício?
    Mercy!!
    beijos!

  5. O que a Apple vende não é o iPhone e sim produtos no iTunes (música agora e programas num futuro próximo). Assim como é com os videogames, onde os fabricantes subsidiam o console para que os usuarios comprem os jogos.

  6. E a gente trabalha feito loco pra torrar a grana c eles, né? Parabéns pelo post!

  7. Rita

    Não existe comércio inocente. Todos sabem jogar suas cartas. Hoje o consumidor que se deixar seduzir pelo apelo de marketing corre o risco de se tornar escravo de tendências e de operadoras.

  8. Olha, até agora o iPhone me mantém fiel a ele. Nunca me acostumei a PDAs (o único que tive foi um Palm Professional que comprei de segunda mão) e nunca pensei no celular da maçã como organizador pessoal, embora pudesse me atender em vários quesitos.

    Mas me contento o suficiente em carregar pra lá e pra cá algumas centenas de músicas, tirar fotos de registro com 2 MP bastante honestos e ter o melhor sistema de navegação web já lançado até hoje, embora – sem wi-fi – seja através do lento Edge. =)