As promessas do iPhone 3G na telefonia móvel

Na sexta-feira, dia 11 de julho, mal as portas foram abertas e lá foram milhres de pessoas em 21 países atrás do objeto de consumo mais falado do últimos tempos: o iPhone 3G.

Setenta e duas horas depois, a Apple comunicava ao mundo que vendera 1 milhão de unidades do iPhone 3G. Os acionistas agradeceram. Pudera, as ações registraram alta de 2 pontos percentuais.

Segundo Steve Jobs, presidente da empresa, a primeira versão desse telefone, lançada em junho de 2007, registrou 270 mil unidades vendidas em dois dias. A marca de 1 milhão do primeiro iPhone foi alcançada em setembro.

Apesar de não suportar mais ouvir e ler sobre esse assunto, tão bombardeado, por ossos do oRifício (como diz uma amiga), entrevistei Luis Minoru Shibata, diretor-executivo da empresa Ipsos, que deu um parecer interessante sobre o impacto do iPhone 3G nas empresas e na sociedade.

Falei também com Henrique Martin, co-autor do blog Zumo, e atual editor do site MacWorld Brasil. Martin participou de um podcast do IDG Now, no qual foi bastante crítico em relação a esse hype. Foi exatamente isso que me chamaou a atenção.

As duas entrevistas fazem parte de uma reportagem que será publicada no jornal Economia Interativa, do qual sou colaboradora semanal.

Afinal, o iPhone 3G é tudo o que dizem? Martin acredita que ele tem recursos atraentes, mas será preciso esperar pela versão 3.0, 4.0 e por aí vai. Alguns itens, que ele faz questão de frisar: até agora a Apple não se deu ao trabalho de colocar uma câmera frontal no iPhone, imprescindível para videochamadas. Mais: ele também não permite filmar. Outro detalhe importante: não permite criar e enviar mensagens muiltimídia, MMS.

E a mídia continua babando, falando das maravilhas desse aparelho. Mesmo os mais experientes, ao citar os números oficiais da Apple, usam aquele velho discurso incorporando as informações, conferindo-lhes ar de verdadeiro. Ao se referirem à concorrência, mudam rapidamente para o velho e bom “diz a empresa que…”, colocando a afirmação na declaração do outro.

Mas um jornalista conhecido nos EUA e no The New York TImes, David Pogue, (versão traduzida pelo Link, do Estadão) parece um dos primeiros a escrever algo mais crítico.

Enquanto isso…

Bom os brasileiros terão de esperar até o final do ano, mas já há quem ofereça iPhone 3G desbloqueado. Alguém aí se candidata a me contar se já pôs as mãos nele?

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