Um pen drive pra carregar seu mundo se acabar a luz

Pen drive, o chaveiro do século 21

Pen drive, o chaveiro do século 21, é o minúsculo objeto azul-claro e branco sobre o celular

Sem energia elétrica por CINCO horas, não há bateria de notebook que aguente a jornada. E um celular inteligente, o famoso smartphone, suportaria a lida com um teclado sem fio, ou wireless. Como preferirem.
Mas vamos ao que interessa. Antes de a Eletropaulo estacionar seu caminhão na porta de casa e cortar a energia da rua para trocar um transformador, o desespero foi tamanho.
Luiz saiu correndo para copiar suas pastas de trabalho no pen drive. Manuela, a filha mais velha, esbaforida também ficou desesperada para disputar o servidor com o pai e  gravar fotos e textos em seu MP3 para levar à escola. Como não o achava, claro – qual adolescente sabe onde estão suas coisas-, emprestei um pen drive que estava preso em uma das minhas mochilas. Todos na pressa para levar seu mundo no pen drive.
Motivo principal: como não fôramos avisados do reparo da companhia elétrica, os três mais velhos da casa queriam gravar tudo às pressas em seus pen drives. A caçula de 6 anos, que está praticamente lendo e se interessa pelos recuros extras de camerafones,  transitava tranqüila. Mal sabe o que a espera em breve.
Pen drive, para quem nunca ouviu falar, é um chaveirinho minúsculo, capaz de armazenar milhares de textos, fotos, vídeos e toda sua vida digital. Em outros tempos, era o disquete que fazia esse papel. Claro, em outros tempos não havia foto digital, muito menos música ou vídeo transitando em zeros e uns. Então tudo se restringia a um disquete, que começou com um tamanho gigantesco de 5 1/4 polegadas e, em seguida, diminuiu para 3 1/2 polegadas.
Hoje há pen drives vários gigabytes. Os que costumam ser distribuídos em convenções são de 1 Gigabyte,  2 Gigabytes, 8 Gigabytes etc. Tudo depende do poder de lobby de quem faz as vezes da casa.
Naquela tarde descobri que não são apenas textos, músicas ou filmes que devem ser carregados no seu chaveiro do século 21.
O ex-publicitário, autor de livros de tecnologia e blogueiro Carlos Cardoso, que escreve para uma legião de leitores no MeioBit e mantém o Contraditorium, me aconselhou a levar meus aplicativos todos no chaveiro digital.

Isso mesmo, você instala no seu pen drive os programas básicos e imprescindíveis na vida de um nômade: o navegador, o editor de textos e o que mais achar importante.

E por quê? Resposta simples: é um horror entrar em qualquer máquina de um cybercafe e não poder abrir o seu navegador favorito, leia-se Mozilla Firefox. O que o pen drive faz é reproduzir tudo o que você faz no seu computador. Equivale ao seu computador portátil.

Ok, toda minha vida está na web, grande parte das minhas fotos, meus textos, gravações de podcasts, entrevistas em áudio, a pauta das revistas que edito, os telefones de todas as assessorias de imprensa, os telefones dos amigos  Escrevo no blog pelo WordPress. Os endereços favoritos no Del.icio.us, e até os endereços para controlar o que sai da sua conta bancária. E, por último, todo o conteúdo da revista Windows Vista, cuja equipe toda trabalha online pelo sistema Blafoo.
Ah, a dica do Cardoso é mil. Entre no Portable Apps e escolha o seu.

3 Comentários

Arquivado em Comportamento

3 Respostas para “Um pen drive pra carregar seu mundo se acabar a luz

  1. Renato,
    vou serguir à risca os seus conselhos. Você tem razão sobre a história do disquete. Mas, quando me referi ao de 5 1/4, estava relatando aqui que foi o primeiro a fazer parte da minha vida doméstica. Isso foi lá em maio de 1990, quando casei com o feliz proprietário de um Hot Bit.
    Nem PC era. O primeiro XT aportou em casa no final do ano. Quer saber se tínhamos disco rígido? Não.
    O primeiro custou na época 300 doletas e tinha inacreditáveis 30 Megabytes. Pergunte quanto usamos? Mal chegou a 40%.
    Abraços digitais.

  2. Muito bacana seu artigo. Levo minha vida nos meus dois pendrives de 16GB da Kingston e já estou querendo partir para um de 32GB pra completar a família🙂
    Apenas para efeito informativo, o primeiro drive de armazenamento de “disquetes” para PC´s (1971) não tinha 5 1/4, tinha 8 polegadas e armazenava imensos 80Kbytes!😉
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Disquete

    Beijo nas crianças, use camisinha e se for dirigir, não beba; mas se for beber, me chame!

  3. Myris

    Supervaleu a dica!

    bjs