Arquivo do mês: janeiro 2009

Flash mob: vale dançar no metrô para vender celulares

Os flash mobs surgiram no início do século 21, lá por 2003. Eram manifestações despolitizadas, combinadas por SMS e email. Lembro-me de uma das primeiras, em São Paulo, na avenida Paulista, em que todos combinaram de tirar um calçado do pé e atravessar o sinal, ali em frente ao Conjunto Nacional. A mídia foi cobrir, é claro, e depois os organizadores “reclamavam” que não era para espalhar a brincadeira no meio jornalístico. Como assim? Uma das que propôs a tal da manifestação instantânea, por acaso, tinha – e tem um blog – e é jornalista do meio televisivo.

O mercado publicitário apropriou-se sabiamente da ideia e usa para anunciar celulares. No dia 15 de janeiro, às 11h em Londres, a operadora T-Mobile contratou 350 profissionais de várias idades, que começaram a dançar na estação de metrô Liverpool. Não chegou a durar três minutos a suposta espontânea brincadeira . Segundo a mídia que cobriu o evento, já havia avisos na televisão, marcando a data, o local e o horário.

O objetivo: compartilhar. No final do filmete, todos saem como se nada tivesse sido combinado e começam a falar nos seus celulares.

A agência que assina “Life is for Sharing” é a Saatchi Saatchi London. A campanha utilizou câmeras de TV ocultas na estação britânica para captar as reações dos passageiros ao assistir a performance dos dançarinos.

O comercial, ou reclame, como se dizia em priscas eras, foi para a televisão, faz parte de uma campanha que abrange outdoors digitais e impressos, rádio e salas de  cinema, e deve ficar no ar até 16 de fevereiro.

E POR FALAR EM POLITIZAÇÃO – Em 15 de novembro de 2008, Sérgio Amadeu, cientista social e professor na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, promoveu um flash mob, via Twitter,  na avenida Paulista em “defesa da liberdade da internet, pela liberdade de expressão, privacidade e livre criação e pesquisa na rede mundial de computadores”.

Dica do Leonardo Xavier do Mobilizado Blog.

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A foto da semana

Charles Ommanney - Barack Obama, porque conectar-se é preciso

© Charles Ommanney - Barack Obama, porque conectar-se é preciso

Logo após a posse, o conectado Barack Obama, na Casa Branca.
Conectar-se é preciso. Deu na Newsweek e na Wired.

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1984 nunca será igual a “1984″

Dia 24 de janeiro passou batido para os escribas de Nomadismo Celular. Eis que Claudio Versiani, co-autor da revista eletrônica PicturaPixel, escreveu e postou, lembrando a todos o dia do lançamento do primeiro Macintosh: a grande invenção da Apple, capitaneada pelo visionário Steve Jobs, que fundou a empresa em 1976 (Jobs, por motivos de saúde, afastou-se da empresa em janeiro e publicou uma carta sucinta).

O filme publicitário assinado por Ridley Scott, que, em 1982, ousou e impressionou o mundo com “Blade Runner“, foi premiadíssimo e merece ser visto, revisto e comentado. A emblemática frase “1984 nunca será igual a ‘1984’” é autoexplicativa. Se não for, vale a pena ler “1984“, de George Orwell. Tudo sobre o big brother está lá.

Passado um quarto de século, o Macintosh fez muito mais do que história. Sites não faltam relatando todos os modelos lançados ao longo de 25 anos. The Apple Museum não é oficial. De qualquer forma, merece leitura. Do lado esquerdo, há versão traduzida para o espanhol em El Museo de Apple.

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Obama: “O BlackBerry vem comigo”. Será?

© Doug Mills Barak Obama leva seu BlackBerry para a Casa Branca. O celular entra ou sai?

© Doug Mills - Barak Obama leva BlackBerry à Casa Branca. O celular entra ou sai?

Ok, Barak Obama já assumiu o cargo. Todos viram, leram e ouviram sobre sua posse em Washington. No primeiro dia, sua agenda já está lotada. Mas a pergunta que não quer calar: o BlackBerry vai ou não vai frequentar o Salão Oval?
Em tudo quanto é canto, discute-se se o seu BlackBerry será totalmente encriptado, terá segurança total (alguém aí acredita em duendes ou gnomos?).  Mas a questão é a seguinte: o presidente Obama está determinado a levar o seu smartphone para a Casa Branca. Gostem ou não.

Para um sujeito que passou sua candidatura plugado na rede, com notebook a tiracolo e celulares nas mãos, fazendo campanha por redes sociais, como Facebook e Twitter, em busca de eleitores, como impedi-lo (o homem mal assumiu e entrou no ar um site novo da Casa Branca.E com direito a blog)? Afinal, a segurança do presidente vai ou não vai conseguir driblar as supostas e eventuais invasões ao seu celular?

Enquanto isso, espalha-se por aí que seu novo BlackBerry será mais poderoso ainda, com recursos de GPS e tudo mais. As frases “onde há fumaça há fogo” e “o povo aumenta, mas não inventa” cabem bem nesse arsenal de diz-que-não-diz.

Na Wired, saiu que Obama teria afirmado em entrevista a CNN: “Eu quero mais do que a informação das pessoas que trabalham diretamente comigo, quero mandar e receber mensagens sobre o que acontece na América”.

Também rolou na web que assim que Obama começasse a dar expediente, o Serviço Secreto forçaria o presidente a abrir mão de seu BlackBerry. Isso porque, teoricamente, qualquer hacker poderia invadir seu aparelho e obter informações confidenciais, entre elas sua localização.

A frase “Deixa o homem ficar com seu BlackBerry”, uma tradução livre para
“Let the man have his BlackBerry.”, foi cravada por John D. Podesta, um dos assessores de Obama, que vem trabalhando com o homem antes das eleições. Quer mais argumentos do que a importância de estar conectado? Só lendo o texto de Podesta.

No Globe and Mail, saiu que o celular de Obama seria um 8830. A conferir.

Enquanto isso…, o serviço secreto proíbe que um presidente carregue qualquer tipo de celular. Sem falar na lei que dita o seguinte: emails de todos os presidentes devem ser gravados e podem vir a ser públicos, se necessário.

Mesmo assim o home é duro na queda. Apesar das questões de segurança, é provável que ele leve o seu BlackBerry para o Salão Oval.

Afinal, Obama deve ficar com o seu BlackBerry? Vote a favor, contra ou muito pelo contrário.

Essa história volta depois de um post lá do PicturaPixel, capitaneado pelo navegador Claudio Versiani.
Addendus
E não é que Obama já violou uma das regras básicas impostas por George W. Bush para adentrar o Salão Oval? Tirou o paletó. Nada como começar quebrando regras. Deu no G1.

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Lisa Simpsom and Steve Mobs

Uma homenagem a mister Jobs, com o humor dos Simpsons. Assisti à versão completa lá no PicturaPixel.

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Garçom, uma garrafa de celular, por favor

Um celular para ecochatos, oops, ecológicos de plantão

Um celular para ecochatos, oops, ecológicos de plantão

Ecochatos de plantão, oops, sorry, ecológicos de carteirinha, eis uma notícia para agradar os militantes da causa. A Motorola aderiu à onda da sustentatibilidade, termo usado por “11 entre 10” pessoas que acreditam em reciclagem.

Durante a Computer Electronic Show, a feira de eletrônicos mais importante dos EUA, que acontece anualmente em janeiro na terra da  jogatina, a empresa anunciou o W233, com revestimento em material reciclado a partir de garrafas plásticas.

Seguindo a linha do politicamente correto, o tamanho da embalagem foi reduzido em 22%, e o papel impresso é 100% reciclado.

Parabéns pela iniciativa. Bacana, mas vamos aos fatos: essa máscara de sustentatibilidade nada mais é do que economia na ponta do lápis. Aos cálculos. Quanto custa reduzir o tamanho da embalagem em 22%? A resposta pode vir diretamente da gráfica.

Em um planeta, em que o consumo permeia o indivíduo, vamos a uma pergunta: o que você faz com o seu aparelho velho?

a) Joga no lixo do vizinho;

b) Encosta na gaveta com os outros mais antigos ainda;

c) Encontra em qualquer loja um recipiente de algum fabricante que se preocupa em fazer coleta para reaproveitar os aparelhos.

Ok, a brincadeira não tem status para nenhuma estatística. Então vamos à foto abaixo.

Celular velho = ouro verde © Richard Barnes

Celular velho = ouro verde © Richard Barnes

Há cerca de um ano, deu no The New York Times a seguinte manchete: “The Afterlife of Cellphones“, em tradução livre, a vida após os celulares. No primeiro parágrafo, o autor constata que, em 2006, os cidadãos dos EUA despejaram 3 milhões de toneladas de eletrônicos no lixo comum. O artigo merece leitura, e o autor se deu ao trabalho de visitar uma indústria que reaproveita os metais de eletrônicos.

Não se trata de questão ecológica. Business. Negócio puro. É grana mesmo. Motivo simples: a empresa trabalha com tratamento de materiais, extraindo metais de televisores, computadores e celulares.

Em suma, parte do metal do telefone móvel vai para a fundição e, em temperaturas altíssimas, vira ouro. É o chamado ouro verde.

O umbigo é mais embaixo ainda. Porque esse segmento da indústria não consegue obter material necessário para produzir o ouro verde. Bom em uma cadeia, é meio óbvio que todos precisam fazer sua parte.

Eu diria, que a indústria de telefonia móvel não faz o suficiente. Isso mesmo. Não faz o seu papel. Porque as campanhas em sites, promovendo reciclagem são puro marketing, para deixar claro ao visitante que estão cumprindo sua obrigação.

Se o consumidor não é estimulado a se livrar de seus aparelhos para que outro segmento da indústria possa reaproveitá-los, ele o encosta na gaveta e pronto. Ou joga no lixo do vizinho. E mesmo com algumas práticas da indústria de reciclagem, o lixo continua aí.

Você tem idéia do que significa TRÊS MILHÕES DE TONELADAS de lixo de eletrônicos? Impossível conceber ou dimensionar.

Então, de que adianta produzir um celular bacana ecologicamente correto, feito de material reciclável se, mais adiante, ele vai parar na lata do lixo?

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