Flash mob: vale dançar no metrô para vender celulares

Os flash mobs surgiram no início do século 21, lá por 2003. Eram manifestações despolitizadas, combinadas por SMS e email. Lembro-me de uma das primeiras, em São Paulo, na avenida Paulista, em que todos combinaram de tirar um calçado do pé e atravessar o sinal, ali em frente ao Conjunto Nacional. A mídia foi cobrir, é claro, e depois os organizadores “reclamavam” que não era para espalhar a brincadeira no meio jornalístico. Como assim? Uma das que propôs a tal da manifestação instantânea, por acaso, tinha – e tem um blog – e é jornalista do meio televisivo.

O mercado publicitário apropriou-se sabiamente da ideia e usa para anunciar celulares. No dia 15 de janeiro, às 11h em Londres, a operadora T-Mobile contratou 350 profissionais de várias idades, que começaram a dançar na estação de metrô Liverpool. Não chegou a durar três minutos a suposta espontânea brincadeira . Segundo a mídia que cobriu o evento, já havia avisos na televisão, marcando a data, o local e o horário.

O objetivo: compartilhar. No final do filmete, todos saem como se nada tivesse sido combinado e começam a falar nos seus celulares.

A agência que assina “Life is for Sharing” é a Saatchi Saatchi London. A campanha utilizou câmeras de TV ocultas na estação britânica para captar as reações dos passageiros ao assistir a performance dos dançarinos.

O comercial, ou reclame, como se dizia em priscas eras, foi para a televisão, faz parte de uma campanha que abrange outdoors digitais e impressos, rádio e salas de  cinema, e deve ficar no ar até 16 de fevereiro.

E POR FALAR EM POLITIZAÇÃO – Em 15 de novembro de 2008, Sérgio Amadeu, cientista social e professor na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, promoveu um flash mob, via Twitter,  na avenida Paulista em “defesa da liberdade da internet, pela liberdade de expressão, privacidade e livre criação e pesquisa na rede mundial de computadores”.

Dica do Leonardo Xavier do Mobilizado Blog.

2 Comentários

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2 Respostas para “Flash mob: vale dançar no metrô para vender celulares

  1. Dri lemos

    Mary,

    Danço, canto, durmo, me alimento, enfim, vivo, mas com meu celular por perto, é claro.

    A palavra é compartilhar…
    Ontem, meu marido foi a uma rede de lanchonetes americana (não farei merchan), com meu filho Pedro, 5 anos, e ele quis tirar uma foto “irada” no escorrega do lugar. Meu digníssimo bateu a foto e em segundos recebi via MMS a imagem do meu pequeno com uma carinha de arteiro e um semblante muito feliz. Mas muito feliz, mesmo. A tecnologia é capaz de nos proporcionar momentos assim.
    Eu chorei porque estava megaocupada, com muito trabalho em cima da mesa e vê-lo assim(tão perto e tão longe) em plena tarde de trabalho e preocupações, foi muito gratificante.
    Então, vamos compartilhar.
    Bjo.
    Dri

  2. Amiga, esse vídeo é muto legal. Dançar, compartilhar e mobilizar é preciso!

    Vender e comprar um bom celular, quase é preciso.

    Bjo.