Me dá meu chip, Pedro

Na pródiga rede, parece que essa história rolou na sexta-feira, 18 de setembro. Ok, reconheço. Ao longo desse dia, fiquei presa a um texto e, vez por outra, ia ao Twitter. Para não perder a concentração, fechei os navegadores e me restringi ao editor de textos.

No sábado, à noitinha, fuçando o Twitter, aleatoriamente, caí n’O Esquema. O que a curiosidade não faz. A minha e a de quem foi obrigado a ouvir o escândalo em uma porta vizinha. O melhor, ou pior, de tudo: a gritaria foi filmada.
E daí? Para o YouTube, outro pulo.

Mais: e por que não transformar o urro em funk! A criatividade da galera deu cria. Não a um, mas a alguns funks. Conferir é preciso.

Perguntas que não calam: o que é privado? E público? A internet transformou-se no canal ideal para a espetacularização?

Leitura obrigatória: A Sociedade do Espetáculo – Guy Debord. Uma versão traduzida para o português de Portugal, generosamente disponível em PDF aqui.

7 Comentários

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7 Respostas para “Me dá meu chip, Pedro

  1. Leonardo

    alguem tem apenas o audio desse video … não consigui achar e a versão de audio que achei e em funk …. se aguem tiver ou sabe um site que tenha me aviza por favor

  2. Lola

    Eliana !!!
    vc nem sabe de nada…
    A mulher é loca e pronto tem nada de vitima n porra !

  3. ELIANAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ME DÁ MEU CHIP!!!!

  4. Daniel

    Se essa questão era privada não sei, mas a moça bem que tentou fazer alguns ouvidos de penico.

  5. vivemos num mundo cheio de correria , lutando pela vida . esse vídeo veio numa hora muito boa …
    más pelo amor de Deus descubram o que há nesse chip, pra deixar a mulher tão doida…

  6. Bem, nao entendi bem o que tem a ver o Twiter com essa historia nem exatamente a importancia do “chip de 31 anos”. Que qué isso?
    Quanto ao escândalo propriamente dito, é claro que tanto Pedro quanto a moça perderam a noçao da diferença entre espaço publico e privado e sobretudo aquela outra, de domicilio. Pedro nao pode fechar à moça a porta do domicilio dela. O escândalo mostra também que a perda do conceito de espaço publico faz com que as pessoas fiquem desamparadas. Aqui em Paris, por exemplo, no nosso andar, fomos muitas vezes testemunhas de um caso semelhante mas com desenlace muito diferente. Na porta diante de nos, um casal de alcoolatras ( que felizmente saiu do prédio), frequentemente brigava na rua. E quem chegava em casa primeiro trancava a porta e deixava o outro gritando e esmurrando a porta e acordando todo o edificio.
    Bem, a diferença é que, quando o “expulso” nao ia diretamente à policia, os vizinhos que queriam dormir a chamavam. Vinham os comissarios fardados, sempre dois ou três, batiam na porta com autoridade e, apoiados no direito que tem o cidadao a penetrar no seu domicilio, obrigavam quem estava dentro a deixar entrar quem estava fora. E olhe que domicilio nao tem nada a ver com propriedade. No caso paulistano, Pedro podia ser o proprietario do apartamento mas se a moça tinha as coisas dela la nao podia ser deixada na rua.
    Se a policia merecesse crédito creio que algum vizinho a teria chamado. Queria ver se Pedro abria ou nao abria.
    Por outro lado, creio que valeria a pena uma queixa contra o condominio, dirigida ao sindico, por perturbaçao da ordem publica. Ele apertaria o tal Pedro que aprenderia a resolver seus problemas em particular, sem perturbar a ordem publica. E a deixar de ser machista e cruel.
    Realmente fiquei chocada com esse video. Claro que a moça nao tem postura nenhuma mas isso nao justifica o que ela sofreu.
    Beijo,
    Eliana