Parem as máquinas – twitaram a notícia

Stop the presses - the death of the newspaper industry

Stop the presses - the death of the newspaper industry

Li no Facebook da Luciana Moherdaui, que retuitara o filósofo e pesquisador  Pierre Levy. É indiscutível. Aliás, ouve-se falar que a mídia impressa estava com os dias contados desde priscas eras, quase pré-internet. Um dos autores dessa máxima era Bill Gates, o fundador da Microsoft, que vaticinara em seu livro A Estada do Futuro (1995; Companhia das Letras), que em 2000 não haveria mais bancas para vender publicações em papel.
Ao passear por bancas, vê-se exatamente o contrário, no Brasil, nos EUA ou em alguns dos países da Europa. Essas publicações dependem diretamente de anunciantes que ainda querem ver seus produtos repercutidos pela mídia. Pagam páginas de anúncios, cobrados a peso de ouro pelas agências que os produzem, os jornalistas experimentam os produtos (vale desde computador e celular, passando por cosméticos e automóveis, a filosofia e literatura) e o balizam. Pronto, a publicação chega às bancas ou é entregue na portaria do leitor. Será ainda jornalismo? Dizem por aí que é o tal do jornalismo de serviço. Mas pode também ser uma mídia de relacionamento: traduzindo, o anunciante compra a publicação para falar com o seu leitor.

Só quero destacar que acredito piamente que a geração de 20 anos já não consome informação pelo papel. Não lê o jornal que os pais recebem em casa. Tudo chega pela tela do computador ou pela telinha do celular. Pergunte a um garoto classe média, que estuda cinema na Faap ou história na PUC ou engenharia na Poli ou Comunicação na ECO – UFRJ ou em algum outro canto destas plagas. No máximo, você vai encontrar algum que lê jornal gratuito distribuído em semáforos ou entradas de estações de metrô. Por sinal, eles vivem fechando redações na Europa. O Metro foi um deles que encerrou suas atividades na Espanha.

O lugar do papel na história pode estar a caminho do museu, tal qual o pergaminho. As evidências de que o papel está em crise devem ser conferidas em The Death of Newspaper. As fontes, pelo menos, são críveis: Bloomberg e da NAA (Newspaper Association of America).

As empresas de comunicação estão de olho na web há um bom tempo. Recentemente Silvio Genesini largou a presidência da Oracle para ocupar o cargo de CEO no grupo Estado. Seu discurso é todo permeado na aposta na transição para o meio digital.

DE OLHO NA PLATAFORMA DIGITAL – No PropMark, o jornalista Paulo Macedo escreveu: “Contemplar o digital não significa que o papel está por um fio, nem que a internet será igual no futuro como se conhece hoje”.  Para o presidente do Grupo Estado, a interatividade é imprescindível.

RESTA SABER – se as redes sociais vão engolir de vez o atual conceito dos portais de notícias. Essa é a aposta de Luciana Moherdaui, jornalista e doutoranda pela PUC-SP, autora do blog Contra a Clicagem Burra.

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