Arquivo do dia: 2, outubro, 2009

Everybody loves Rio – Olimpíadas 2016

Porque o Rio de Janeiro merece. Porque o Brasil merece.

O vídeo acima veio por conta do twitter de Magazine Brazil e de Nogueira Jr. Tomo a liberdade de repostar abaixo o artigo do jornalista Leandro Fortes, do Brasília, eu vi.

Leandro Fortes, Brasília, eu vi

“Lula poderia ter agido, como muitos de seus pares na política agiriam, com rancor e desprezo pelo Rio de Janeiro, seus políticos, sua mídia, todos alegremente colocados como caixa de ressonância dos piores e mais mesquinhos interesses oriundos de um claro ódio de classe, embora mal disfarçados de oposição política. Lula poderia ter destilado fel e ter feito corpo mole contra o Rio de Janeiro, em reação, demasiada humana, à vaia que recebeu – estranha vaia, puxada por uma tropa de canalhas, reverberada em efeito manada – na abertura dos jogos panamericanos, em 2007, talvez o maior e mais bem definido ato de incivilidade de uma cidade perdida em décadas de decadência. Vaiou-se Lula, aplaudiu-se César Maia, o que basta como termo de entendimento sobre os rumos da política que se faz e se admira na antiga capital da República. Fosse um homem público qualquer, Lula faria o que mais desejavam seus adversários: deixaria o Rio à própria sorte, esmagado por uma classe política claudicante e tristemente medíocre, presa a um passado de cidade maravilhosa que só existe, nos dias de hoje, nas novelas da TV Globo ambientadas nas oníricas ruas do Leblon.

Lula poderia ter agido burocraticamente a favor do Rio, cumprido um papel formal de chefe de Estado, falado a favor da candidatura do Rio apenas porque não lhe caberia falar mal. Deixado a cidade ao gosto de seus notórios representantes da Zona Sul, esses seres apavorados que avançam sinais vermelhos para fugir da rotina de assaltos e sobressaltos sociais para, na segurança das grades de prédios e condomínios, maldizer a existência do Bolsa Família e do MST, antros simbólicos de pretos e pobres culpados, em primeira e última análise, do estado de coisas que tanto os aflige. Lula poderia ter feito do rancor um ato político, e não seria novidade, para dar uma lição a uma cidade que o expôs e ao país a um vexame internacional pensado e executado com extrema crueldade por seus piores e mais despreparados opositores.

Mas Lula não fez nada disso.

No discurso anterior à escolha do Comitê Olímpico Internacional, já visivelmente emocionado, Lula fez o que se esperava de um estadista: fez do Rio o Brasil todo, o porto belo e seguro de todos os brasileiros, a alma da nacionalidade. Foi um ato de generosidade política inesquecível e uma lição de patriotismo real com o qual, finalmente, podemos nos perfilar sem a mácula do adesismo partidário ou do fervor imbecil das patriotadas. Lula, esse mesmo Lula que setores da imprensa brasileira insistem em classificar de títere do poder chavista em Honduras, outra vez passou por cima da guerrilha editorial e da inveja pura e simples de seus adversários. Falou, como em seus melhores momentos, direto aos corações, sem concessões de linguagem e estilo, franco e direto, como líder não só da nação, mas do continente, que hoje o saúda e, certamente, o aplaude de pé.

Em 2016, o cidadão Luiz Inácio da Silva terá 71 anos. Que os cariocas desse futuro tão próximo consigam ser generosos o bastante para também aplaudi-lo na abertura das Olimpíadas do Rio, da qual, só posso imaginar, ele será convidado especial.”

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Redes sociais: o que estudantes querem

A pesquisa revela dados interessantes: 70% dos estudantes entrevistados são contra o uso de redes sociais (Twitter ou Facebook) por empregadores. O levantamento foi realizado para TMP Worldwide e Targetjobs, que concluíram que estudantes em busca de trabalho não querem que essas agências lhes “vendam” empregos. Acreditam ainda que “empregadores não deveriam explorar redes sociais para seu benefício próprio”.

O estudo mostra, no entanto, que 79% dos entrevistados consideram as redes sociais elementos-chave para que os empregadores entrem em contato com os interessados.

Segundo a pesquisa, estudantes usam bastante redes sociais para pesquisar empresas e checar se as mensagens dos empregadores são realidade. O estudo detectou que quase metade dos estudantes utilizam redes sociais para bater papo com seus pares no processo de recrutamento.

Mais: cerca de 30% dos entrevistados conversam com os empregados de empresas para checar se suas expectativas no trabalho foram atendidas.

Vale a pena ler o restante em inglês em The Economic Times, a partir de onde o texto acima foi traduzido.

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