Arquivo da tag: “André Lemos”

2010 com mobilidade by James Théophane Jnr

A agência de publicidade online LBI encomendou, e James Théophane Jr, ou simplesmente Theo, tocou o projeto com sua equipe A história, com direito a making ofs está aqui. Imagino que o povo da HTC e do Windows Phone, leia-se Microsoft, tenham colaborado bastante com o projeto.

mobile mobile é uma árvore de natal singular, e você pode dedilhar a partir do seu teclado a melodia que lhe der na telha. Se não dá pra ir ao vivo, por que não pular a fila diante da sua tela? xmas.lbi.co.uk. A dica veio do professor André Lemos via Twitter ou Facebook, já não me lembro exatamente em que emaranhado dessa quântica rede li.

1 comentário

Arquivado em Comportamento, Diversão e arte, WindowsPhone

Abóboras no GPS do celular, o tal do geotag

Abóboras a escolher, originally uploaded by Mary Jo Zilveti.

Alguém aí gosta de abóboras? A questão não é bem essa. Mas a partir de um celular com GPS e câmera fotográfica, você instala um programa que, ao capturar a imagem, já carrega as informações de onde a fotografia foi tirada.
O Location Tagger pode ser baixado gratuitamente no site da Nokia. O fotógrafo sai por aí, clica e na foto ficam registradas as coordenadas.
Logo em seguida, ele pode enviar diretamente do celular a imagem ou via computador para postar no Flickr, no Picasa ou em outros serviços.
O internauta interessado vai ao mapa e localiza até de que modelo de celular a foto foi capturada. Vê no Flickr, sem muita precisão uma foto de satélite. É o tal do geotag.

Seria o auge do Big Brother? Ou uma necessidade de compartilhar a esmo o registro da imagem?

Nada melhor do que Andre Lemos, da UFBA, que anda esquadrinhando o Canadá, fazendo suas pesquisas, rastreando, refletindo, pensando para poder discutir sobre o assunto.
Leitura obrigatória é o seu blog Carnet de Notes http://www.andrelemos.info/, com documentos, ensaios e informações.

A dica do Location Tagger é do Cardoso, do Contraditorium e MeioBit.

1 comentário

Arquivado em Comportamento

nômades da motocicleta

fluxos velozes em duas rodas, encapuçados pela viseira do capacete, cruzam, quase autônomos, às vezes selvagens, o inteligível caos das grandes metrópoles: Buenos Aires, Rio de Janeiro, Cidade do México, São Paulo…

nômades movimentados pela logística organizacional das redes de negócios, empresas e pessoas, na qual velocidade e mobilidade são imperativos, os motoboys encontraram no celular, mais do que uma ferramenta de comunicação, um instrumento de expressão estética e plataforma capaz de potencializar um outro negócio dentro da sua atividade primária como andarilhos urbanos.

mais do que uma subcultura de grupo, com valorização de atitudes e códigos próprios, uma experiência iniciada em São Paulo vem compondo um dos fenômenos de cybercultura dentro do qual esses trabalhadores têm uma inserção. canal*Motoboy é um coletivo formado por esses profissionais que inserem um conjunto de narrativas no território da expressão artística, geradas a partir das vivências e do olhar de cada um dos integrantes do grupo-rede.

mas do que falam essas pessoas? qual é exatamente a sua perspectiva? no limite, caberia mesmo a pergunta de Eleilson Leite, se existe de fato uma cultura motoboy, no artigo “A revolução cultural dos motoboys”, publicada no Le Monde Diplomatique Brasil.

ao abordar o tema, fugindo dos estereótipos e preconceitos comuns, o autor aponta a dura realidade desse grupo estimado em 300 mil motociclistas, apenas na capital paulistana.

um novo domínio do território
menos importante do que a cultura de grupo, a expressão do conjunto de singularidades por diferentes canais de manifestação estética é o ponto central da questão. essa dinâmica ficou marcada na 1ª Semana de Cultura Motoboy, que teve espaço no Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC), em São Paulo, entre 12 e 17 de maio.

o canal*Motoboy nasceu de uma experiência do artista espanhol Antoni Abad, que passou por São Paulo em 2007 e estimulou a criação de um grupo com 12 motoqueiros para que eles, através de celulares com câmeras integradas, produzissem fotos, vídeos e entrevistas contando o dia-a-dia na capital paulista, relata Eliezer Muniz dos Santos, curador da mostra.

Depoimento gravado com Nokia 6110 Navigator e editado no Windows Movie Maker

o próprio Eliezer conhece de perto a realidade sobre a qual se debruça hoje como pesquisador, mas que experienciou por mais de 15 anos como profissional.

essa apropriação dos motoboys do seu próprio cotidiano, agora deslocado em uma abordagem estética, reflete bem a dinâmica de fluidez contemporânea, em uma dinâmica que o pesquisador da UFBA, André Lemos, analisa no artigo Ciberespaço e Tecnologias Móveis.

Luiz Fernando Santos

1 comentário

Arquivado em Análises, Comportamento