Arquivo da tag: “banda larga”

Banda larga para todos

Quênia: educação à distância para 850 alunos © www.safaricom.co.ke

Quênia: educação à distância para 850 alunos © http://www.safaricom.co.ke

Por Luiz Fernando Santos

3G é a nova fronteira de democratização da informação no mundo

Tão importante quanto a saúde ou a educação, o acesso à banda larga será decisivo para participação e desenvolvimento de cada indivíduo nas sociedades do século 21. Mais ainda. Em países como o Brasil, a banda larga móvel deverá ser o principal meio pelo qual a população terá acesso à rede mundial de computadores. Essa estimativa é de Ricardo Tavares, executivo da GSM Association, entidade global que representa mais de 750 operadoras móveis GSM em 218 países e territórios.

Vice-presidente para políticas públicas e regulação de mercados emergentes, Tavares possui uma visão privilegiada do fenômeno de acesso à web via celular, tanto para voz quanto para dados, em todos os países em desenvolvimento. Afinal, apenas os membros da associação representam mais de 3 bilhões de conexões GSM e 3GSM – algo da ordem de 86% das ligações de telefonia móvel em todo o mundo.

No caso brasileiro, Tavares considera que o 3G já é um sucesso. De novembro de 2007 a novembro de 2008, a base instalada atingiu 500 mil usuários de 3G/HSPA, que ao todo concentrava até o final do ano passado mais de 2 milhões de usuários.
“O HSPA que é hoje a principal tecnologia 3G no mundo e vai continuar evoluindo para permitir velocidades de até 50 Mbps (Megabits por segundo).” Ao mesmo tempo, Tavares alerta que existe um grande desafio para as operadoras. Ele observa que a demanda está acima do que inicialmente as empresas previam, por conta do fenômeno da demanda reprimida por banda larga.
“Essa demanda reprimida é muito parecida quando a telefonia celular chegou ao país e criou um mercado de massa de acesso a voz. Agora existe uma demanda reprimida por banda larga que é muito alta.”

Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase
Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase

www.janchipchase.com/blog/archives/uganda/kampala/

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares, é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.

Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.

“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”

BOA INICIATIVA  – Tavares elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”

Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.
Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.
“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”
BOA INICIATIVA
Ele elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”
Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

Comentários desativados em Banda larga para todos

Arquivado em Análises, Mercado

Post de um celular smartphone 3G

Com um celular Nokia E71, que chegará em breve ao mercado brasileiro para o mercado corporativo, escrevo este post usando a conexão 3G, que contratei da TIM.

O plano de dados é de 1 Gigabyte por R$ 69,90. A questão não chega, exatamente, a ser o preço. O problema consiste em calcular o tráfego de dados. Afinal, quando você fica conectado na web, perde a noção de quantas horas navega por sites, escrevendo em blogs como o Twitter, checando e-mail, subindo fotos para o Flickr ou conectando-se em redes sociais. E você perderia a cabeça se quisesse calcular o tráfego de dados. É inviável.

Então contratar um serviço com tráfego determinado por um preço “x” não vale a pena. Principalmente se a idéia é conectar-se à web pelo seu celular sempre que quiser.

Tente fazer uma equivalência: você contrata o serviço de TV paga por alguns canais e aceita o preço. Se assistir apenas um canal algumas horas por dia ou deixar sempre o televisor ligado, vai pagar o mesmo preço.

O mesmo vale para a internet fixa. Paga-se por banda larga e não importa se ela é utilizada ou não, se você trafega milhares dados, equivalentes a gigabytes.

A internet móvel com tráfego de dados ilimitado por ora é cara para o consumidor comum. Ela é acessível quando a empresa paga a sua conta, e isso somente acontece quando a corporação quer seus executivos conectados 24 horas por dia.

Ou então o reles mortal vai ter de encontrar uma rede pública com conexão gratuita aonde for. No Brasil, os comerciantes não querem nem saber disso. Se eles têm rede Wi-Fi, cobram pela conexão, na verdade terceirizada pela Vex ou outro concorrente. Parques e praças com conexão gratuita, por ora, só para quem estiver em Paris ou Nova York.

Comentários desativados em Post de um celular smartphone 3G

Arquivado em Análises, Mercado, Notícias, Testes/avaliações

Gilberto Gil no fechadíssimo Zeitgeist Europe 2008 Google

Ok. Sem desmerecer a importância do Zeitgeist Europe 2008, que reuniu a fina flor do mundo web, mas o melhor desse evento, organizado pela empresa Google, propositalmente sem cobertura da mídia, ainda é o compositor e ministro da Cultura, Gilberto Gil.
O artista/ministro deu uma canja ao cantar “Banda Larga Cordel” do novo álbum, que chega em junho, com direito a música baixada a granel.
Copyleft?
Acima, a palavra cantada do mestre Gil.
Abaixo, 38 minutos de discussão com Gil, Erick Hachenburg e Eric Baptiste. Se quiser ir direto para a fala do artista/ministro, corra para o 24º minuto.
A escolher.

Dica do MAMK.NET, do Mark Kramer, via Twitter.

4 Comentários

Arquivado em Notícias

Estatísticas de terças

Wireless Intelligence Database

Um pouco de cifras para os que vivem a contar números – É sempre bom relembrar: o planeta é habitado por 6,5 bilhões de pessoas e há 3,3 bilhões de linhas de celulares.

Quer mais estatísticas? Aí vão: o Instituto Wireless Intelligence divulgou recentemente que a marca de um primeiro bilhão de celulares vendidos em todo o mundo levou 20 anos para ser atingida, precisamente em 2002.

O segundo bilhão de aparelhos despejados no mercado aconteceu em quatro anos, e o terceiro bilhão foi amealhado em dois anos pela população mundial.

ITU Corporate Annual Report 2007

Uma comparação para dar uma dimensão ao leitor: o planeta levou 125 anos para somar um bilhão de linhas fixas. Esse dado é da International Telecommunication Union, que oferece ao interessado o ITU Corporate Annual Report 2007, recheado de cifras.

Se até a metade de 2007 o planeta já atingira a cifra de 3 bilhões de linhas, vale também destacar que o número de usuários de internet no mundo todo alcançou 1,2 bilhão no final de 2006, com 280 milhões de assinantes mundiais de banda larga. Desse total, 70% está localizado em países com PIB decente.

A ITU também revela que no final de 2006, 68% dos assinantes de telefonia móvel eram de países emergentes. Isso talvez explique porque os governos em países na África e na Ásia começam a deixar de lado os investimentos na construção de redes de telefonia fixa, incentivando o surgimento de novas torres.

A infra-estrutura para a construção de uma rede de telefonia móvel parece bem mais atraente do ponto de vista econômico: é cara a construção assim como a manutenção rede de telefones fixos, além de exigir um endereço do assinante e uma taxa mensal pela linha.

1 comentário

Arquivado em Análises, Notícias