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A foto da semana

Charles Ommanney - Barack Obama, porque conectar-se é preciso

© Charles Ommanney - Barack Obama, porque conectar-se é preciso

Logo após a posse, o conectado Barack Obama, na Casa Branca.
Conectar-se é preciso. Deu na Newsweek e na Wired.

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Barack Obama com ou sem o seu BlackBerry?

Entre outras questões, Barbara Walters pegunta na lata: “Como você vai se acostumar sem o seu BlackBerry?” E o presidente eleito responde que está em negociações com o serviço de informação. Ela acrescenta depois que ele está perdendo nas negociações.

Quer entender mais? O blog bacana do Sérgio Dávila, correspondente da Folha de S.Paulo, em Washington, explica bem o que acontece com qualquer email enviado por um presidente. Em suma, sujeito ao Presidential Records Act. O post do Dávila é “O e-mail como janela da rua”: leitura obrigatória para sacar o que acontece com a correspondência de um presidente nos EUA, que tem de ser arquivada.

Essa discussão veio à tona em meados de novembro, quando faltavam pouco mais de 60 dias para a posse de Obama à presidência. The New York Times abriu com o título: “Lose the BlackBerry? Yes He Can, Maybe” e a foto de Obama, durante a campanha, lendo relatórios no papel se atualizando pelo celular.

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Em tempos de zeros e uns, papel ainda vale para mandar bilhetes. Pela web, rastreia-se tudo. E se for com a terminação “.gov”? Bom, a informação pode ser tornar pública. Mas também há maldita questão de segurança.

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As estatísticas do mundo móvel

Americanos enviam e recebem mensagens de celulares nas situações mais perigosas. É o que constata  pesquisa divulgada no dia 21 de outubro, revelando que 77% dos entrevistados já usaram seus celulares para digitar textos enquanto dirigiam. E 41% disseram que já mandaram emails de celulares do tipo BlackBerry enquanto andavam de bicicleta ou a cavalo. Surreal, não?

Mais: 11% revelaram ter usado seus celulares para passar mensagens de email durante um encontro romântico, enquanto 79% afirmaram ter enviado mensagens do banheiro.

O levantamento tem o dedo da Neverfail, uma empresa de software para proteção de informações. E para quem se sente entediado em casamentos, saiba que 18% usaram seus celulares para escrever emails durante essas cerimônias, e 16%, durante um enterro. Em formaturas de faculdade, 37%.

Segundo a pesquisa, a proporção de usuários com dispositivos de mensagens de email vai crescer 40% até 2010. Em tempos de crise econômica, por conta da pressão, os donos de celulares devem postar mais. Quem afirma é Michael Osterman, presidente da Osterman Research of Black Diamond, que conduziu o estudo para a Neverfail. “Os trabalhadores terão de se dedicar mais”, disse. Ele acrescenta que com o aumento de demissões, os que ficam têm de dar conta, pois a responsabilidade da empresa é a mesma. Sei. Tá legal. Conheço esse papo furado de muito longe.

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 26 de agosto com 147 pessoas que responderam online. Ah, é bom recapitular que um maquinista ignorou um sinal vermelho, causando um acidente com 25 mortes. Robert Sanchez teria enviado mensagens de texto. Isso foi no início do mês.

Enquanto isso – O American College of Emergency Medicine alertou para que as pessoas não enviem textos enquanto caminham, pedalam ou andam de skate. Segundo o órgão, registrou-se um aumento de ferimentos e mortes relacionados a usuários que enviam textos inadequadamente.

Um outro levantamento da AAA (American Automobile Association) constata que metade dos adolescentes nos EUA enviaram mensagens enquanto dirigiam.

Distração por uso indevido de traquitanas?

Distração por uso indevido de traquitanas?

Indecente – Um senador estadual de Nova York propôs lei para impedir que pedestres atravessem ruas com seus iPods e similares, com multas de US$ 100! Pode? O nome do sujeito é Carl Kruger, e na proposta dele incluem-se outras traquitanas, leia-se BlackBerries e celulares, mas o senador citou a marca iPod. Fazer o quê! Isso foi em fevereiro do ano passado e o logo acima saiu pela  Methodshop.

O legislador se dá ao luxo de mencionar, sem base estatística alguma, que o uso de gadgets está adquirindo proporções endêmicas. O senador relatou o caso de um rapaz de 23 anos que foi atropelado porque ignorou o sinal, enquanto escutava música. “Uma evidência da praga de nossas ruas.” Esse tipo de distração já ganhou o apelido de “iPod Oblivion”. Gente de cabeça oca existe aos montes. E, nesse mundo de ode ao consumo, culpar os MP3-players por isso chega a ser patético. E duvideodó que o lobby da indústria de celulares e traquitanas deixaria.
O inventor do Walkman, Akio Morita, há mais de 30 anos, não imaginaria isso.

Campanha de gosto duvidoso da policia australiana

Campanha de gosto duvidoso da polícia australiana

Quer mais? – Em janeiro deste ano, a polícia australiana (New South Wales) encomendou à agência de publicidade DDB uma campanha para sensibilizar a sociedade pelo uso de traquitanas no ouvido. Ok, mas cadê as estatísticas de atropelamento por distração? E quem disse que todos que andam com seus celulares no ouvido ou tocadores de música são distraídos. E os caras não brincam em serviço. No site, há os preços das penalidades para pedestres que saírem da linha. Literalmente.

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