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Barack Obama com ou sem o seu BlackBerry?

Entre outras questões, Barbara Walters pegunta na lata: “Como você vai se acostumar sem o seu BlackBerry?” E o presidente eleito responde que está em negociações com o serviço de informação. Ela acrescenta depois que ele está perdendo nas negociações.

Quer entender mais? O blog bacana do Sérgio Dávila, correspondente da Folha de S.Paulo, em Washington, explica bem o que acontece com qualquer email enviado por um presidente. Em suma, sujeito ao Presidential Records Act. O post do Dávila é “O e-mail como janela da rua”: leitura obrigatória para sacar o que acontece com a correspondência de um presidente nos EUA, que tem de ser arquivada.

Essa discussão veio à tona em meados de novembro, quando faltavam pouco mais de 60 dias para a posse de Obama à presidência. The New York Times abriu com o título: “Lose the BlackBerry? Yes He Can, Maybe” e a foto de Obama, durante a campanha, lendo relatórios no papel se atualizando pelo celular.

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Em tempos de zeros e uns, papel ainda vale para mandar bilhetes. Pela web, rastreia-se tudo. E se for com a terminação “.gov”? Bom, a informação pode ser tornar pública. Mas também há maldita questão de segurança.

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Nokia larga mercado de celulares no Japão

Produção de celulares da Nokia, na Finlândia

Produção de celulares da Nokia, na Finlândia © Divulgação

Foi o navegador Claudio Versiani, do PicturaPixel, quem mandou o link que deu na Reuters quinta-feira, dia 27. No mesmo dia em que a maior fabricante de celulares em todo o mundo anunciava o início das vendas do 5800, um aparelho com tela sensível ao toque, que o mercado tratou de dizer por aí que nada mais é do que uma resposta ao iPhone da Apple.

É sempre bom recapitular que o conceito do 5800 XpressMusic não se restringe a um aparelho com tela sensível ao toque. Ele é, na verdade, um portal para baixar música gratuita por um ano ou 18 meses.
De graça? Ops, nem tanto. As músicas a que o consumidor terá direito não são tão gratuitas assim. Afinal, o preço está embutido na assinatura que ele terá de fazer ao comprar o aparelho.

Mas voltando à notícia do fim das vendas de aparelhos Nokia no mercado japonês, ao que tudo indica, os resultados da empresa não justificam mais investimentos no local. E olhe que o Japão representa o quarto maior mercado de telefonia móvel no planeta. Perde apenas para EUA, China e Índia.

Em comunicado oficial, o vice-presidente executivo da Nokia informou que os negócios da empresa ficarão concentrados a pesquisa e desenvolvimento nesse país.

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“I Just Called to Say I Love You” – celular no cenário do espaço público

"I just called to say I love you" © Motulz

Ilustração de Motulz para uma análise do celular na esfera do espaço público © Motulz

O escritor e romancista Jonathan Franzen faz um corte semiótico analisando o espaço público e seu declínio. Em seu ensaio I just called to say I love you”, (“Sem Pudor”“Sem pudor”, PDF do artigo traduzido por Clara Allain para o caderno Mais! da Folha de S.Paulo), o autor faz um paralelo interessante sobre o papel que o cigarro ocupava havia dez anos e que foi substituído pelo celular.

Vale a pena uma comparação entre as estratégias usadas pela indústria de tabaco e pela tecnologia móvel para chegar ao público.

E por que não pensar na cultura do automóvel? Aí vai um convite para refletir no paralelo entre o celular e o carro. Fica a sugestão da leitura do conto “La autopista del sur”, do escritor argentino Julio Cortázar, que narra pedestres motoristas e passageiros presos durante dias em um engarrafamento ao voltar para Paris após um final de semana no campo. Esse conto faz parte do livro “Todos os fogos o fogo”, publicado no Brasil pela Civilização Brasileira.

Blindness - Ensaio sobre a cegueira © Ken Woroner

Blindness - Ensaio sobre a cegueira © Ken Woroner

E para continuar nos links, “A auto-estrada do sul” talvez seja uma metáfora muito próxima de “Ensaio sobre a cegueira“, de José Saramago, que levanta igualmente a questão da civilização. Saramago escreveu e Fernando Meirelles o filmou. “Blindness” é polêmico, agradou e desagradou a críticos. Os autores deste blog gostaram. A escriba desta nota aqui o achou excelente. O livro de Saramago merece e deve ser lido. Idem para o filme de Meirelles.

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Eae? Para onde vamos com tantos celulares?

Seu celular velho vale ouro

Foto: Richard Barnes
Seu celular velho vale ouro

Já foi dito e re-dito. Não custa repetir. Em um planeta habitado por 6,5 bilhões de pessoas com 3,2 bilhões de celulares, e os números de vendas bombando.
As estatísticas estão aí: no dia 25 de janeiro, saiu a notícia de que mais de 1,1 bilhão de aparelhos foram vendidos ao longo de 2007, registrando um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. O estudo foi realizado pelo instituto de pesquisas Strategy Analytics, que prevê a mesma porcentagem de alta em regiões como África e Oriente Médio.
A finlandesa Nokia continua liderando o mercado com participação de 39%, em suma, 437 milhões de aparelhos vendidos.
A indústria comemora a troca constante de aparelhos a cada seis meses pelo consumidor com poder de compra.
O que fazer com a avalanche de equipamentos antigos, velozmente substituídos por reluzentes objetos de mídia, comunicação e desejo, em que se transformaram esses dispositivos móveis?


Enquanto isso….
Partes dos celulares que serão recicladas
Fotos: Richard Barnes

Teclados e restos de celulares que serão reciclados

Nos EUA, 60% dos aparelhos vendidos substituíram os anteriores em 2006. A CTIA divulgou nota em que de cada cinco cidadãos norte-americanos, quatro têm um celular.
A pergunta que não quer calar…
O que a população que compra novos modelos faz com os antigos? Em 2006, os americanos simplesmente jogaram no lixo 3 milhões de aparelhos eletrônicos. É o conhecido e-waste, traduzindo, desperdício eletrônico, um problema para o bem-estar no hemisfério norte. No sul. No planeta.
Ok, então atenção para o artigo The afterlife of cellphones, publicado, em meados de janeiro na revista do The New York Times, cujas fotos tomo a liberdade de pegar emprestado do fotógrafo Richard Barnes. Há empresas como a belga Umicore, focada em tratamento de materiais, que extrai metais de televisores, computadores e celulares.
O autor do artigo, Jon Mooallem, imaginou, in loco, a TV preto-e-branco de sua mãe, jogada no porão, e o seu primeiro celular azul ardendo no local.
Segundo informações oficiais da empresa, os celulares são valiosíssimos no mercado e-waste, chegando a valer US$ 1por conta dos metais preciosos. Aliás, o executivo da empresa mostrou ao autor um quilograma de ouro “verde”.

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