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2010 com mobilidade by James Théophane Jnr

A agência de publicidade online LBI encomendou, e James Théophane Jr, ou simplesmente Theo, tocou o projeto com sua equipe A história, com direito a making ofs está aqui. Imagino que o povo da HTC e do Windows Phone, leia-se Microsoft, tenham colaborado bastante com o projeto.

mobile mobile é uma árvore de natal singular, e você pode dedilhar a partir do seu teclado a melodia que lhe der na telha. Se não dá pra ir ao vivo, por que não pular a fila diante da sua tela? xmas.lbi.co.uk. A dica veio do professor André Lemos via Twitter ou Facebook, já não me lembro exatamente em que emaranhado dessa quântica rede li.

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Números da Anatel: 168 milhões de celulares no Brasil

© Motulz

Estatísticas para quem precisa.

O órgão soltou na sexta-feira, dia 20, via assessoria de imprensa a seguinte cifra: o Brasil conta com 168 milhões de linhas de telefonia móvel. É um número assombroso, mas há de se tomar cuidado. Motivo. Menos de 18% corresponde a linhas pós-pagas. Precisamente:  17,73% ou 29.795.754.

Os conhecidos pais-de-santo, que recebem ligações, oficialmente os pré-pagos, equivalem a 82,27% ou 138.241.276.

Dá para entender por que as operadoras querem a todo custo disputar essa legião de quase 30 milhões de clientes? São eles que pagam uma taxa fixa mensalmente por pelo menos um ano. Não é uma cifra pra jogar fora.

A agência revela que o crescimento em outubro foi de 1,15%, e a densidade corresponde a 87,6 linhas por 100 habitantes. Em suma, a teledensidade.

Do site da Agência Nacional de Telecomunicações, eis a reprodução da tabela dos estados que registraram maior crescimento.

UF (Teledensidade) Crescimento em outubro (%) UF (Teledensidade) Crescimento de janeiro a outubro (%)
Maranhão (42,52) 1,89 Tocantins (73,73) 23,17
Piauí (55,03) 1,57 Amapá (78,81) 23,05
São Paulo (104,37) 1,53 Rondônia (84,51) 20,56
Paraíba (67,67) 1,41 Maranhão (42,52) 20,30
Minas Gerais (86,97) 1,39 Roraima (69,8) 18,12

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10 programas para o seu celular

FAÇA MAIS – MOBILIDADE
Programas que não podem faltar no seu celular
Testamos cinco aplicativos imprescindíveis para quem usa telefone com Windows Mobile ou Symbian. Por Mari-Jô Zilveti
Computador móvel. Essa é a melhor definição para os celulares de hoje, que já ganharam apelidos de smartphone, multimídia, QWERTY, camerafone e outros tantos. Vendidos a preço de banana, ou quase, os aparelhos hoje, por acaso, servem para fazer e receber ligações. O que vale mesmo é a quantidade de tarefas, úteis ou inúteis, que você pode executar no seu dia a dia. A lista é extensa, podendo partir de um simples aviso de meteorologia e busca de passagens aéreas, passando por leitores de código de barras moderninhos, à transmissão ao vivo de quaisquer eventos para sua rede de amigos e contatos profissionais ainda ou medidores de distância para suas atividades esportivas.
No mundo de celulares com sistema operacional Symbian, leia-se Nokia das séries E e N, alguns modelos Sony Ericsson e outros fabricantes, é condição sine qua non ter instalado um programa para ler arquivos no formato PDF. O RealPlayer, para filmes, pode ser imperativo, mas deixe estar, porque ele costuma vir instalado em aparelhos com esse sistema. Essa norma também vale para o programa Adobe PDF.
No planeta Windows Mobile, as regras não costumam ser diferentes. O que muda é o visual e a forma de acesso às funções. Vale lembrar que, dependendo de alguns modelos, a interface manda como se deve chegar ao aplicativo, caso de alguns modelos da HTC e Samsung, que personalizaram o desktop do celular, mesmo sob a batuta do sistema da Microsoft. Confira, a seguir, dez aplicativos testados para fazer a sua escolha.
GOOGLE MAPS – Um dos melhores programas para quem precisa de mapas. Foi lançado, inicialmente, para sistemas Symbian. O programa usa um sistema de triangulação. Em suma, ele se comunica com torres da operadora e fornece uma aproximação do local em My Location (Meu Local). Se o celular tiver GPS, melhor, a localização é mais precisa. Você digita o destino e define se vai a pé, de transporte público ou de carro (www.google.com/mobile).
NOKIA SPORTS TRACKER – Ideal para quem gosta de correr, caminhar ou pedalar. Cria estatísticas a partir de velocidade média, distância total, altitude e longitude. Em vários testes, esse programa costuma dar erro se você estiver em locais com muitos edifícios. Em locais sem interferência, a margem de erro é aceitável. Agora se caminhar do início da avenida Paulista e for até a altura do número 1.000 da rua Heitor Penteado, ele lhe dirá que você andou 8 km, quando, na verdade, o percurso não tem mais do que 6 km (sportstracker.nokia.com).
GMAIL – Aplicativo indispensável para quem tem conta nesse provedor e precisa atualizar suas mensagens de correio. Aplicação baseada em Java, permite personalizar as pastas que você quer que apareçam na tela do seu telefone. Os esforços para o uso de números do teclado não deram certo. Em celulares com Windows Mobile ou Symbian, com teclado QWERTY, a solução é usar o cursor (www.google.com/mobile/mail/index.html).
YAHOO! GO MOBILE – Ideal para Windows Mobile e Symbian, trata-se de um conjunto de aplicativos que incluem o famoso ciberálbum Flickr, acesso a contas do Yahoo! Mail, notícias e conexão a redes como Facebook e FriendFeed, além de bate papo em tempo real para quem usa o Yahoo! Messenger. (br.mobile.yahoo.com/).
QIK – Produzir conteúdo ao vivo. Com conexão à web por Wi-Fi ou 3G, seu celular se transforma em uma câmera de transmissão ao vivo. Além de gravar, é possível compartilhar o vídeo em várias redes sociais, entre elas Twitter e Facebook. Outra vantagem é poder fazer o download no formato mp4. Seus telespectadores podem assistir a seu show ou cobertura de um evento pelo site. (www.qik.com) No formato baixado, você manda para o YouTube e coloca em seu blog.
EVERNOTE – Donos de celulares com Windows Mobile vão gostar dessa ferramenta para gerenciar todo tipo de informação. Uma das vantagens desse produto é permitir capturar fotos de texto impresso ou manuscrito com o objetivo de tornar o documento disponível por meio de busca. A versão 3.3 acrescenta pesquisa de anotações baseadas na localização por GPS (evernote.softonic.com.br/windowsmobile).
OPERA MINI MOBILE – Cansado do programa de navegação de seu celular ou do Internet Explorer? O OperaMini 9,5 obteve melhorias em relação à versão anterior. É ideal para quem quer acessar páginas e administrar suas redes sociais, leia-se Twitter e Facebook, sem ter de sair do programa. O recurso Zoom In é indicado para ceguetas que mesmo com diagnóstico de presbiopia e óculos de grau comprado na farmácia precisam as ler textos com letras maiores. Em testes realizados com celulares com Windows Mobile 6.1 e Symbian, o OperaMini mostrou-se mais ágil na abertura de sites de notícias e de fotos. Na configuração do programa, você pode escolher se quer carregar fotos com baixa ou média resolução (www.opera.com/mini/download).
MYPHONE – Imprescindível para fazer backup de seus dados em celulares com Windows Mobile 6.x. Se sua rede de dados estiver funcionan do a uma velocidade razoável, o envio de suas informações é ágil. Fácil de usar, vale a pena inscrever-se em uma conta como seunome@hotmail.com. Vale lembrar que ao fazer o download, é necessário verificar se o seu aparelho é touchscreen ou não-touchscreen. Você pode baixá-lo no seu computador ou diretamente do seu celular. No primeiro exemplo, o arquivo tem a extensão. CAB. Nesse caso, ao transferir o produto para o seu aparelho, ele vai diretamente para a pasta Programas. Localize o arquivo e comece a instalação. A sincronização de dados pode ser automatic ou determinada manualmente.
STRIS 2 – O famoso Tetris,que nasceu para PCs há algumas décadas, foi transportado para a tela do seu celular. Afinal, ninguém merece ter de ficar sem fazer nada em salas de espera, portanto, esse jogo é obrigatório no seu telefone. Entre os recursos ganha destaque a personalização dos controles. De resto, tal qual a versão para computador de mesa, você pode visualizar a os blocos que cairão, indicado para iniciantes. Desenvolvido para Windows Mobile e Symbian, o fundo marrom não é uma beleza, mas o que vale mesmo é sua capacidade de encaixar as peças que caem na vertical. O melhor de tudo: é gratuito. (http://www.smartphone-freeware.com/download-s-tris-2.html)
NEXT ELEMENT DELUX – Você gosta de lógica e tem Windows Mobile no seu telefone? Eis um game que vale a pena para quem gosta de desafios. São 80 níveis de dificuldade, e sua meta é destruir os campos que surgem na tela. Os gráficos são de gosto discutível, mas o joguinho é gratuito e você ainda tem uma hora de espera na sala de estar exígua e sem ar condicionado do seu neurologista. Respire fundo, conte até dez e abra comece a jogar. Dica importante: antes de fazer o download, é preciso checar qual é a resolução da tela do seu telefone. (www.smartphonefreeware.mobi/download-next-element-delux.html)
Mari-Jô Zilveti é jornalista, blogueira e escritora, coautora de Nomadismo Celular (www.nomadismocelular.com.br), e adora testar celulares e programas.

Sports Tracker para registrar caminhadas, corridas e outras atividades by mobile phone

Sports Tracker pra registrar caminhadas, corridas e outras atividades by mobile phone

Aplicativos imprescindíveis pra telefones com Windows Mobile ou Symbian

Computador móvel. Essa é a melhor definição para os celulares de hoje, que já ganharam apelidos de smartphone, multimídia, QWERTY, camerafone e outros tantos. Vendidos a preço de banana, ou quase, os aparelhos, por acaso, servem para fazer e receber ligações. O que vale mesmo é a quantidade de tarefas, úteis ou inúteis, que você pode executar no seu dia a dia. A lista é extensa, podendo partir de um simples aviso de meteorologia e busca de passagens aéreas, passando por leitores de código de barras moderninhos, à transmissão ao vivo de quaisquer eventos para sua rede de amigos e contatos profissionais ainda ou medidores de distância para suas atividades esportivas.

No mundo de celulares com sistema operacional Symbian, leia-se Nokia das séries E e N, alguns modelos Sony Ericsson e outros fabricantes, é condição sine qua non ter instalado um programa para ler arquivos no formato PDF. O RealPlayer, para filmes, pode ser imperativo, mas deixe pra lá, porque ele costuma vir instalado em aparelhos com esse sistema. Essa norma também vale para o programa Adobe PDF.

No planeta Windows Mobile, as regras não costumam ser diferentes. O que muda é o visual e a forma de acesso às funções. Vale lembrar que, dependendo de alguns modelos, a interface manda como se deve chegar ao aplicativo, caso de alguns modelos da HTC e Samsung, que personalizaram o desktop do celular, mesmo sob a batuta do sistema da Microsoft. Confira, a seguir, dez aplicativos testados e faça sua escolha.

GOOGLE MAPS Um dos melhores programas para quem precisa de mapas. Foi lançado, inicialmente, para sistemas Symbian e usa um sistema de triangulação. Em suma, ele se comunica com torres da sua operadora e fornece uma aproximação do local em My Location (Meu Local). Se o celular tiver GPS, melhor, a localização é mais precisa. Você digita o destino e define se vai a pé, de transporte público ou de carro.

NOKIA SPORTS TRACKERBonzinho para quem gosta de correr, caminhar ou pedalar. Cria estatísticas a partir de velocidade média, distância total, altitude e longitude. Em vários testes, esse programa costuma dar erro se você estiver em locais com muitos edifícios. Em locais sem interferência, a margem de erro é aceitável. Agora se caminhar do início da avenida Paulista e for até a altura do número 1.000 da rua Heitor Penteado, ele lhe dirá que você andou 8 km, quando, na verdade, o percurso não tem mais do que 6 km.

GMAIL Indispensável se você tem conta nesse provedor e precisa atualizar suas mensagens de correio. Aplicação baseada em Java, permite personalizar as pastas que você gostaria que aparecessem na tela do seu telefone. Os esforços para o uso de números do teclado não deram muito certo. Em celulares com Windows Mobile ou Symbian, com teclado QWERTY, a solução é usar o cursor.

YAHOO! GO MOBILE Bem legalzinho para Windows Mobile e Symbian, trata-se de um conjunto de aplicativos que incluem o famoso ciberálbum Flickr, acesso a contas do Yahoo! Mail, notícias e conexão a redes como Facebook e FriendFeed, além de bate papo em tempo real para os raros brazucas quem usam o Yahoo! Messenger.

QIKProduzir conteúdo em tempo real. Com conexão à web por Wi-Fi ou 3G, seu celular se transforma em uma câmera de transmissão ao vivo. Além de gravar, é possível compartilhar o vídeo em várias redes sociais, entre elas Twitter e Facebook. Outra vantagem é fazer o download no formato mp4. Seus telespectadores podem assistir a seu show ou à cobertura de um evento pelo site. No formato baixado, você manda para o YouTube e coloca em seu blog.

EVERNOTEDonos de celulares com Windows Mobile vão gostar dessa ferramenta para gerenciar todo tipo de informação. Uma das vantagens desse produto é permitir capturar fotos de texto impresso ou manuscrito com o objetivo de tornar o documento disponível por meio de busca. A versão 3.3 acrescenta pesquisa de anotações baseadas na localização por GPS.

OPERA MINI MOBILE Cansado do programa de navegação de seu celular ou do Internet Explorer? O OperaMini 9.5 obteve melhorias em relação à versão anterior. Razoável para quem quer acessar páginas e administrar suas redes sociais, leia-se Twitter e Facebook, sem ter de sair do programa. O recurso Zoom In é indicado para ceguetas que mesmo com diagnóstico de presbiopia e óculos de grau comprados na farmácia da esquina precisam as ler textos com letras maiores. Em testes realizados com celulares com Windows Mobile 6.1 e Symbian, o OperaMini mostrou-se mais ágil na abertura de sites de notícias e de fotos. Na configuração do programa, você pode escolher se quer carregar fotos com baixa ou média resolução.

MYPHONEImprescindível para fazer backup de seus dados em celulares com Windows Mobile 6.x. Se sua rede de dados estiver funcionan do a uma velocidade razoável, o envio de suas informações é veloz. Fácil de usar, recomenda-se fazer o registro em uma conta como seunome@hotmail.com. Vale lembrar que ao fazer o download, é necessário verificar se o seu aparelho é touchscreen ou não-touchscreen. Você pode baixá-lo no computador ou diretamente do celular. No primeiro exemplo, o arquivo tem a extensão. CAB. Nesse caso, ao transferir o produto para o seu aparelho, ele vai diretamente para a pasta Programas. Localize o arquivo e comece a instalação. A sincronização de dados pode ser automática ou determinada manualmente.

STRIS 2 O famoso Tetris,que nasceu para PCs há algumas décadas, foi transportado para a tela do seu celular. Vamos combinar: ninguém merece ficar olhando o teto e ouvir papos indesejáveis em salas de espera, portanto, esse jogo é obrigatório no seu telefone. Entre os recursos ganha destaque a personalização dos controles. De resto, tal qual a versão para computador de mesa, você visualiza os blocos que cairão, indicado para iniciantes. Desenvolvido para Windows Mobile e Symbian, o fundo marrom não é uma beleza, mas o que vale mesmo é sua capacidade de encaixar as peças que caem na vertical. O melhor de tudo: é gratuito.

NEXT ELEMENT DELUX Lógica é sua praia e você tem Windows Mobile no seu telefone? Eis um game que vale a pena testar para quem gosta de desafios. São 80 níveis de dificuldade, e sua meta é destruir os campos que surgem na tela. Os gráficos são de gosto discutível, mas o joguinho é gratuito. Ele é mais do que necessário caso você ainda tenha uma hora de espera na sala de estar exígua e sem ar condicionado do seu neurologista. Respire fundo, conte até dez, abra o game e comece a jogar. Dica importante: antes de fazer o download, é preciso checar qual é a resolução da tela do seu telefone.

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Banda larga para todos

Quênia: educação à distância para 850 alunos © www.safaricom.co.ke

Quênia: educação à distância para 850 alunos © http://www.safaricom.co.ke

Por Luiz Fernando Santos

3G é a nova fronteira de democratização da informação no mundo

Tão importante quanto a saúde ou a educação, o acesso à banda larga será decisivo para participação e desenvolvimento de cada indivíduo nas sociedades do século 21. Mais ainda. Em países como o Brasil, a banda larga móvel deverá ser o principal meio pelo qual a população terá acesso à rede mundial de computadores. Essa estimativa é de Ricardo Tavares, executivo da GSM Association, entidade global que representa mais de 750 operadoras móveis GSM em 218 países e territórios.

Vice-presidente para políticas públicas e regulação de mercados emergentes, Tavares possui uma visão privilegiada do fenômeno de acesso à web via celular, tanto para voz quanto para dados, em todos os países em desenvolvimento. Afinal, apenas os membros da associação representam mais de 3 bilhões de conexões GSM e 3GSM – algo da ordem de 86% das ligações de telefonia móvel em todo o mundo.

No caso brasileiro, Tavares considera que o 3G já é um sucesso. De novembro de 2007 a novembro de 2008, a base instalada atingiu 500 mil usuários de 3G/HSPA, que ao todo concentrava até o final do ano passado mais de 2 milhões de usuários.
“O HSPA que é hoje a principal tecnologia 3G no mundo e vai continuar evoluindo para permitir velocidades de até 50 Mbps (Megabits por segundo).” Ao mesmo tempo, Tavares alerta que existe um grande desafio para as operadoras. Ele observa que a demanda está acima do que inicialmente as empresas previam, por conta do fenômeno da demanda reprimida por banda larga.
“Essa demanda reprimida é muito parecida quando a telefonia celular chegou ao país e criou um mercado de massa de acesso a voz. Agora existe uma demanda reprimida por banda larga que é muito alta.”

Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase
Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase

www.janchipchase.com/blog/archives/uganda/kampala/

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares, é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.

Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.

“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”

BOA INICIATIVA  – Tavares elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”

Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.
Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.
“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”
BOA INICIATIVA
Ele elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”
Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

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Flash mob: vale dançar no metrô para vender celulares

Os flash mobs surgiram no início do século 21, lá por 2003. Eram manifestações despolitizadas, combinadas por SMS e email. Lembro-me de uma das primeiras, em São Paulo, na avenida Paulista, em que todos combinaram de tirar um calçado do pé e atravessar o sinal, ali em frente ao Conjunto Nacional. A mídia foi cobrir, é claro, e depois os organizadores “reclamavam” que não era para espalhar a brincadeira no meio jornalístico. Como assim? Uma das que propôs a tal da manifestação instantânea, por acaso, tinha – e tem um blog – e é jornalista do meio televisivo.

O mercado publicitário apropriou-se sabiamente da ideia e usa para anunciar celulares. No dia 15 de janeiro, às 11h em Londres, a operadora T-Mobile contratou 350 profissionais de várias idades, que começaram a dançar na estação de metrô Liverpool. Não chegou a durar três minutos a suposta espontânea brincadeira . Segundo a mídia que cobriu o evento, já havia avisos na televisão, marcando a data, o local e o horário.

O objetivo: compartilhar. No final do filmete, todos saem como se nada tivesse sido combinado e começam a falar nos seus celulares.

A agência que assina “Life is for Sharing” é a Saatchi Saatchi London. A campanha utilizou câmeras de TV ocultas na estação britânica para captar as reações dos passageiros ao assistir a performance dos dançarinos.

O comercial, ou reclame, como se dizia em priscas eras, foi para a televisão, faz parte de uma campanha que abrange outdoors digitais e impressos, rádio e salas de  cinema, e deve ficar no ar até 16 de fevereiro.

E POR FALAR EM POLITIZAÇÃO – Em 15 de novembro de 2008, Sérgio Amadeu, cientista social e professor na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, promoveu um flash mob, via Twitter,  na avenida Paulista em “defesa da liberdade da internet, pela liberdade de expressão, privacidade e livre criação e pesquisa na rede mundial de computadores”.

Dica do Leonardo Xavier do Mobilizado Blog.

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Garçom, uma garrafa de celular, por favor

Um celular para ecochatos, oops, ecológicos de plantão

Um celular para ecochatos, oops, ecológicos de plantão

Ecochatos de plantão, oops, sorry, ecológicos de carteirinha, eis uma notícia para agradar os militantes da causa. A Motorola aderiu à onda da sustentatibilidade, termo usado por “11 entre 10” pessoas que acreditam em reciclagem.

Durante a Computer Electronic Show, a feira de eletrônicos mais importante dos EUA, que acontece anualmente em janeiro na terra da  jogatina, a empresa anunciou o W233, com revestimento em material reciclado a partir de garrafas plásticas.

Seguindo a linha do politicamente correto, o tamanho da embalagem foi reduzido em 22%, e o papel impresso é 100% reciclado.

Parabéns pela iniciativa. Bacana, mas vamos aos fatos: essa máscara de sustentatibilidade nada mais é do que economia na ponta do lápis. Aos cálculos. Quanto custa reduzir o tamanho da embalagem em 22%? A resposta pode vir diretamente da gráfica.

Em um planeta, em que o consumo permeia o indivíduo, vamos a uma pergunta: o que você faz com o seu aparelho velho?

a) Joga no lixo do vizinho;

b) Encosta na gaveta com os outros mais antigos ainda;

c) Encontra em qualquer loja um recipiente de algum fabricante que se preocupa em fazer coleta para reaproveitar os aparelhos.

Ok, a brincadeira não tem status para nenhuma estatística. Então vamos à foto abaixo.

Celular velho = ouro verde © Richard Barnes

Celular velho = ouro verde © Richard Barnes

Há cerca de um ano, deu no The New York Times a seguinte manchete: “The Afterlife of Cellphones“, em tradução livre, a vida após os celulares. No primeiro parágrafo, o autor constata que, em 2006, os cidadãos dos EUA despejaram 3 milhões de toneladas de eletrônicos no lixo comum. O artigo merece leitura, e o autor se deu ao trabalho de visitar uma indústria que reaproveita os metais de eletrônicos.

Não se trata de questão ecológica. Business. Negócio puro. É grana mesmo. Motivo simples: a empresa trabalha com tratamento de materiais, extraindo metais de televisores, computadores e celulares.

Em suma, parte do metal do telefone móvel vai para a fundição e, em temperaturas altíssimas, vira ouro. É o chamado ouro verde.

O umbigo é mais embaixo ainda. Porque esse segmento da indústria não consegue obter material necessário para produzir o ouro verde. Bom em uma cadeia, é meio óbvio que todos precisam fazer sua parte.

Eu diria, que a indústria de telefonia móvel não faz o suficiente. Isso mesmo. Não faz o seu papel. Porque as campanhas em sites, promovendo reciclagem são puro marketing, para deixar claro ao visitante que estão cumprindo sua obrigação.

Se o consumidor não é estimulado a se livrar de seus aparelhos para que outro segmento da indústria possa reaproveitá-los, ele o encosta na gaveta e pronto. Ou joga no lixo do vizinho. E mesmo com algumas práticas da indústria de reciclagem, o lixo continua aí.

Você tem idéia do que significa TRÊS MILHÕES DE TONELADAS de lixo de eletrônicos? Impossível conceber ou dimensionar.

Então, de que adianta produzir um celular bacana ecologicamente correto, feito de material reciclável se, mais adiante, ele vai parar na lata do lixo?

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Menos celulares em 2009

Ciúmes? O suposto primeiro comprador do iPhone 3G em Hong Kong  © Bobby Yip

Ciúmes? Um esperto consumidor se diz o primeiro comprador do iPhone 3G em Hong Kong © Bobby Yip

O título é esse mesmo. Nada de errado. A agência Reuters fez uma enquete junto a mais de 30 analistas, que não hesitaram em afirmar: em 2009, o mercado consumirá menos aparelhos. As vendas devem sofrer uma redução de 6,6% ao longo do próximo ano e cair 5,7% no último trimestre, época em que o mercado se aquece por conta das festas natalinas.

Pessimismo?
Bom a líder mundial em vendas já tinha dado alguns sinais de que 2009 não será tão frutífero. No dia 4, a Nokia divulgou que, na melhor das hipóteses, as vendas devem representar uma queda de 5% em 2009.

Enquanto isso…
Com crise ou sem crise, os dois maiores fabricantes, leia-se Nokia e Samsung, devem sair de 2009 mais fortes ainda, aumentando sua participação no bolo para 39,6% e 17,3%, respectivamente.

Outra empresa que pretende tomar o terceiro posto, que, por ora, pertence a Sony Ericsson é a LG. Mesmo com queda nas vendas, porta-vozes da companhia juram de pés juntos que alcançarão a marca de 100 milhões de unidades despejadas no mercado.

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Barack Obama com ou sem o seu BlackBerry?

Entre outras questões, Barbara Walters pegunta na lata: “Como você vai se acostumar sem o seu BlackBerry?” E o presidente eleito responde que está em negociações com o serviço de informação. Ela acrescenta depois que ele está perdendo nas negociações.

Quer entender mais? O blog bacana do Sérgio Dávila, correspondente da Folha de S.Paulo, em Washington, explica bem o que acontece com qualquer email enviado por um presidente. Em suma, sujeito ao Presidential Records Act. O post do Dávila é “O e-mail como janela da rua”: leitura obrigatória para sacar o que acontece com a correspondência de um presidente nos EUA, que tem de ser arquivada.

Essa discussão veio à tona em meados de novembro, quando faltavam pouco mais de 60 dias para a posse de Obama à presidência. The New York Times abriu com o título: “Lose the BlackBerry? Yes He Can, Maybe” e a foto de Obama, durante a campanha, lendo relatórios no papel se atualizando pelo celular.

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Em tempos de zeros e uns, papel ainda vale para mandar bilhetes. Pela web, rastreia-se tudo. E se for com a terminação “.gov”? Bom, a informação pode ser tornar pública. Mas também há maldita questão de segurança.

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Nokia larga mercado de celulares no Japão

Produção de celulares da Nokia, na Finlândia

Produção de celulares da Nokia, na Finlândia © Divulgação

Foi o navegador Claudio Versiani, do PicturaPixel, quem mandou o link que deu na Reuters quinta-feira, dia 27. No mesmo dia em que a maior fabricante de celulares em todo o mundo anunciava o início das vendas do 5800, um aparelho com tela sensível ao toque, que o mercado tratou de dizer por aí que nada mais é do que uma resposta ao iPhone da Apple.

É sempre bom recapitular que o conceito do 5800 XpressMusic não se restringe a um aparelho com tela sensível ao toque. Ele é, na verdade, um portal para baixar música gratuita por um ano ou 18 meses.
De graça? Ops, nem tanto. As músicas a que o consumidor terá direito não são tão gratuitas assim. Afinal, o preço está embutido na assinatura que ele terá de fazer ao comprar o aparelho.

Mas voltando à notícia do fim das vendas de aparelhos Nokia no mercado japonês, ao que tudo indica, os resultados da empresa não justificam mais investimentos no local. E olhe que o Japão representa o quarto maior mercado de telefonia móvel no planeta. Perde apenas para EUA, China e Índia.

Em comunicado oficial, o vice-presidente executivo da Nokia informou que os negócios da empresa ficarão concentrados a pesquisa e desenvolvimento nesse país.

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“I Just Called to Say I Love You” – celular no cenário do espaço público

"I just called to say I love you" © Motulz

Ilustração de Motulz para uma análise do celular na esfera do espaço público © Motulz

O escritor e romancista Jonathan Franzen faz um corte semiótico analisando o espaço público e seu declínio. Em seu ensaio I just called to say I love you”, (“Sem Pudor”“Sem pudor”, PDF do artigo traduzido por Clara Allain para o caderno Mais! da Folha de S.Paulo), o autor faz um paralelo interessante sobre o papel que o cigarro ocupava havia dez anos e que foi substituído pelo celular.

Vale a pena uma comparação entre as estratégias usadas pela indústria de tabaco e pela tecnologia móvel para chegar ao público.

E por que não pensar na cultura do automóvel? Aí vai um convite para refletir no paralelo entre o celular e o carro. Fica a sugestão da leitura do conto “La autopista del sur”, do escritor argentino Julio Cortázar, que narra pedestres motoristas e passageiros presos durante dias em um engarrafamento ao voltar para Paris após um final de semana no campo. Esse conto faz parte do livro “Todos os fogos o fogo”, publicado no Brasil pela Civilização Brasileira.

Blindness - Ensaio sobre a cegueira © Ken Woroner

Blindness - Ensaio sobre a cegueira © Ken Woroner

E para continuar nos links, “A auto-estrada do sul” talvez seja uma metáfora muito próxima de “Ensaio sobre a cegueira“, de José Saramago, que levanta igualmente a questão da civilização. Saramago escreveu e Fernando Meirelles o filmou. “Blindness” é polêmico, agradou e desagradou a críticos. Os autores deste blog gostaram. A escriba desta nota aqui o achou excelente. O livro de Saramago merece e deve ser lido. Idem para o filme de Meirelles.

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Um pen drive pra carregar seu mundo se acabar a luz

Pen drive, o chaveiro do século 21

Pen drive, o chaveiro do século 21, é o minúsculo objeto azul-claro e branco sobre o celular

Sem energia elétrica por CINCO horas, não há bateria de notebook que aguente a jornada. E um celular inteligente, o famoso smartphone, suportaria a lida com um teclado sem fio, ou wireless. Como preferirem.
Mas vamos ao que interessa. Antes de a Eletropaulo estacionar seu caminhão na porta de casa e cortar a energia da rua para trocar um transformador, o desespero foi tamanho.
Luiz saiu correndo para copiar suas pastas de trabalho no pen drive. Manuela, a filha mais velha, esbaforida também ficou desesperada para disputar o servidor com o pai e  gravar fotos e textos em seu MP3 para levar à escola. Como não o achava, claro – qual adolescente sabe onde estão suas coisas-, emprestei um pen drive que estava preso em uma das minhas mochilas. Todos na pressa para levar seu mundo no pen drive.
Motivo principal: como não fôramos avisados do reparo da companhia elétrica, os três mais velhos da casa queriam gravar tudo às pressas em seus pen drives. A caçula de 6 anos, que está praticamente lendo e se interessa pelos recuros extras de camerafones,  transitava tranqüila. Mal sabe o que a espera em breve.
Pen drive, para quem nunca ouviu falar, é um chaveirinho minúsculo, capaz de armazenar milhares de textos, fotos, vídeos e toda sua vida digital. Em outros tempos, era o disquete que fazia esse papel. Claro, em outros tempos não havia foto digital, muito menos música ou vídeo transitando em zeros e uns. Então tudo se restringia a um disquete, que começou com um tamanho gigantesco de 5 1/4 polegadas e, em seguida, diminuiu para 3 1/2 polegadas.
Hoje há pen drives vários gigabytes. Os que costumam ser distribuídos em convenções são de 1 Gigabyte,  2 Gigabytes, 8 Gigabytes etc. Tudo depende do poder de lobby de quem faz as vezes da casa.
Naquela tarde descobri que não são apenas textos, músicas ou filmes que devem ser carregados no seu chaveiro do século 21.
O ex-publicitário, autor de livros de tecnologia e blogueiro Carlos Cardoso, que escreve para uma legião de leitores no MeioBit e mantém o Contraditorium, me aconselhou a levar meus aplicativos todos no chaveiro digital.

Isso mesmo, você instala no seu pen drive os programas básicos e imprescindíveis na vida de um nômade: o navegador, o editor de textos e o que mais achar importante.

E por quê? Resposta simples: é um horror entrar em qualquer máquina de um cybercafe e não poder abrir o seu navegador favorito, leia-se Mozilla Firefox. O que o pen drive faz é reproduzir tudo o que você faz no seu computador. Equivale ao seu computador portátil.

Ok, toda minha vida está na web, grande parte das minhas fotos, meus textos, gravações de podcasts, entrevistas em áudio, a pauta das revistas que edito, os telefones de todas as assessorias de imprensa, os telefones dos amigos  Escrevo no blog pelo WordPress. Os endereços favoritos no Del.icio.us, e até os endereços para controlar o que sai da sua conta bancária. E, por último, todo o conteúdo da revista Windows Vista, cuja equipe toda trabalha online pelo sistema Blafoo.
Ah, a dica do Cardoso é mil. Entre no Portable Apps e escolha o seu.

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Post do celular

Treze dias se passaram e só hoje volto a postar. Do celular. Não são sete dias corridos. O blog parecia abandonado, mas estava em estado de suspensão, pois seus autores haviam assumido outros compromissos virtuais e analógicos.

Por partes. Postar de um celular, definitivamente, vale a pena para quem abriu mão de levar notebooks em suas mochilas. O peso de 3 kg de um notebook não é mais vantajoso. O que fazer? Apostar em um ultraportátil, os computadores que pesam entre 1 km e 1,2 kg.

Agora se é imprescindível postar, o celular é bom para notas rápidas. Digo isso porque o celular depende de conexão com a web. E esse acesso pode ser feito de algumas formas. A elas: ou o seu  modelo tem acesso Wi-Fi, para conectar-se de cafés, restaurantes, hotéis e aeroportos, ou você usa a conexão banda larga do celular EDGE ou 3G, mais rápida. Nesse último caso, não é todo celular que está habilitado para a por enquanto suposta alta velocidade prometida pelas operadoras para 3G. A conferir.

O melhor é escrever de um teclado virtual, conectado por Bluetooth. Se não tiver um, acostume-se a teclar do seu telefone e escreva o que puder, sempre gravando. E se, repentinamente, a conexão do celular cair, não conte com a gravação automática, mais conhecida como Auto Save, pois essa facilidade não existe no m.wordpress.com.

Os que postam de celulares e vão de conexão Wi-Fi se dão melhor, pois a navegação pela web está garantida e menos suscetível. Por hoje é só.

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Abóboras no GPS do celular, o tal do geotag

Abóboras a escolher, originally uploaded by Mary Jo Zilveti.

Alguém aí gosta de abóboras? A questão não é bem essa. Mas a partir de um celular com GPS e câmera fotográfica, você instala um programa que, ao capturar a imagem, já carrega as informações de onde a fotografia foi tirada.
O Location Tagger pode ser baixado gratuitamente no site da Nokia. O fotógrafo sai por aí, clica e na foto ficam registradas as coordenadas.
Logo em seguida, ele pode enviar diretamente do celular a imagem ou via computador para postar no Flickr, no Picasa ou em outros serviços.
O internauta interessado vai ao mapa e localiza até de que modelo de celular a foto foi capturada. Vê no Flickr, sem muita precisão uma foto de satélite. É o tal do geotag.

Seria o auge do Big Brother? Ou uma necessidade de compartilhar a esmo o registro da imagem?

Nada melhor do que Andre Lemos, da UFBA, que anda esquadrinhando o Canadá, fazendo suas pesquisas, rastreando, refletindo, pensando para poder discutir sobre o assunto.
Leitura obrigatória é o seu blog Carnet de Notes http://www.andrelemos.info/, com documentos, ensaios e informações.

A dica do Location Tagger é do Cardoso, do Contraditorium e MeioBit.

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Nomad, nomadismo, nômade na era web móvel ou mobile

Um dos co-autores deste blog saiu de microférias. A idéia era partir para um lugar distante, no mar, próximo, geograficamente, a montanhas.

Nos trópicos, inverno a 25 graus centígrados = calor. Rumei então com duas adolescentes e duas crianças para Ilhabela, precisamente na praia do Pinto.

É a versão 2.0, pois no ano passado fiz o mesmo trajeto, porém ficamos em uma casa mais próxima do centro. O que significa mais perto de conexão com a web.

Em 2008, aqui, a 5 km da vila, sem conexão de cabo algum, vim munida de um ultraportátil notebook, um mini modem e meus celulares.

Feliz ou infelizmente a operadora TIM não pega bem aqui. Na casa onde estou as concorrentes fazem e aceitam chamadas. Não é de todo mal, pois recebo menos ligações. Na varanda, de onde avisto o mar a poucos metros, conecto o notebook e falo por telefone, de onde acesso a web com mais rapidez.

Esmiuçando: o mini modem, teoricamente, teria de fazer uma conexão 3G, com velocidade prometida de 1 Mbps. Claro, não estou em terra muito firme, então vamos de conexão GPRS, bem mais lenta. Equivale, mais ou menos, a uma conexão discada (para quem se lembra o que já foi esse tipo de acesso à web).

Um detalhe importantíssimo: quando se navega por conexão GPRS, você está abrindo sites na tela do seu celular. O que significa que essas páginas são mais leves, com poucas imagens. Por isso, carregam rapidamente. Os adeptos de web em celulares preferem mil vezes usar os endereços de sites feitos especialmente para abrir nas telinhas. Ao entrar na versão padrão, cai a velocidade para carregar a página.

Aí vai um exemplo de conexão GPRS em um notebook: para baixar um simples programinha para conectar o celular ao notebook de pouco mais de 30 megabytes, foi necessário esperar mais de uma hora. E olhe que o notebook que estou usando é pra lá de potente. Mal chegou às lojas. É um lançamento da HP e tem um chip de bom desempenho para quem precisa de um caderno quie pese pouco mais de 1 kg.

O que esperar de uma conexão mais lerda? Nada, pois quem mandou sair da base, onde tenho internet de banda larguíssima em mais de um computador.

Pergunto: dá para confiar na tal da conexão web móvel, proposta pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, que oferecem descontos bacanas para quem comprar o mini modem e conectá-lo a seu notebook? Ou a seu computador de mesa?

Eu diria o seguinte: depois de quase duas semanas testando três notebooks ultraportáteis com três mini modems de três operadoras (parece o trava-línguas dos três tristes tigres), sou obrigada a confessar que o mini modem é útil sim.

E digo o por quê: na primeira semana, o teste foi realizado para a revista, na qual sou editora,  GSMmania. No meio da semana, aconteceu o famigerado apagão da Telefônica / Speedy, cujas explicações até agora não me satisfazem. Quem trabalha o dia inteiro conectado dança. Era o meu caso, pois meu escritório tem três máquinas, todas  usando banda larga Speedy.

Entre as incontáveis narrações sobre a pane, gosto bastante da relatada no Zumo, por Nagano, que trabalha muito bem em parceria com meu querido colega e amigo Henrique Martin, que, além de levar esse blog com muita competência, está de volta ao IDG Now, editando o site da MacWorld Brasil. Confiram.

No dia do pau geral, quase trucidei parte considerável da família, acreditando que minha filha mais velha tinha pegado algum vírus maléfico nas suas conexões Orkut ou MSN. Minha cara-metade teve a pressão alterada, pois eu vociferava que, durante o fechamento de uma edição, não se pode inventar de atualizar programa ou fazer alterações grandes no servidor.

E como sintonizar-se no noticiário? Bastava ligar a TV ou o rádio, óbvio. A internet parou em todo o Estado de São Paulo. Para nossa sorte, os mini modems deram conta do recado. E, mesmo em velocidade baixa, era possível acessar e-mails, entrar em sites, conferir informações e fechar uma revista.

Ah, e na agência, onde o fechamento das 68 páginas acontecia, a conexão não era da Telefônica. Menos mal.

E nesta segunda semana: o tal do mini modem, mesmo funcionando apenas na varanda da casa, e quando lhe dá na telha, me ajuda a conferir e-mails de urgência, entrar raríssimas vezes no Twitter e em sites noticiosos.

E por último, a atualizar este blog, que estava abandonado às traças digitais.

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A internet móvel da “thumb generation”

Em tradução literal, “thumb generation” ficaria “geração do polegar” ou “geração do dedo polegar”. Não combina. Mesmo. Em francês, ficou “génération pouce”. Em português, talvez a melhor opção seja “geração SMS”, em alusão às mensagens curtas de texto, criadas no celular. Alguém sugere algo melhor?

A faixa etária dessa geração está entre os 13 e 30 anos, que lá fora, bem entendido, não está nem aí para o preço dos serviços de telefonia móvel. O uso da internet no celular faz parte do seu cotidiano. Quem constata é Mei Wen Chou, da Brunel University, na Grã-Bretanha.

Já mandei e-mail solicitando entrevista à pesquisadora, que fez parte de um estudo que deverá ser publicado no International Journal of Technology.

Os pesquisadores haviam constatado que a internet já tinha modificado o uso no trabalho e no lazer dessa geração, mas faltava levantar dados e analisar o perfil desse público e seu uso da rede mundial em celulares.  Entre as observações dos estudiosos ficou claro que a navegação pela internet se dá com mais freqüência no celular do que no computador, seja ele de mesa ou portátil.

Em breve, outro texto com os resultados da entrevista, com direito à podcast da gravação.

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as estatísticas no planeta celular

Para os que acreditam em números, vamos lá: não foi Steve Jobs que começou a semana passada anunciando ao mundo que espera vender 10 milhões de iPhone 3G até o final do ano? O presidente da Apple também afirmou que em 365 dias despejou 6 milhões de iPhone nas mãos do consumidor desde junho passado.

E as cifras de celulares vendidos em todo o planeta, como ficam? O que o Gartner diz é o seguinte: as vendas mundiais de telefones móveis, ou telemóveis, como são simpaticamente conhecidos em Portugal, registraram aumento de 13,6% no primeiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007.

Traduzindo: foram vendidos no mundo todo 294,3 milhões de unidades nos primeiros três meses. Apesar do aumento, o Leste europeu teve uma queda de 16,4% no trimestre, comparando com os primeiros três meses de 2007.

O que dizem os especialistas do instituto: as vendas em mercados emergentes continuam crescendo, enquanto mercados mais maduros sentem a pressão de um ambiente econômico incerto.

E os fabricantes? – A Nokia, a finlandesa líder mundial, registrou 115,2 milhões de aparelhos vendidos nesse período, apesar de ter sofrido queda de 39,1%. Segundo análises do instituto, a empresa conseguiu manter-se na liderança por conta de um grande portfólio, com altos índices de venda em mercados emergentes. Esses especialistas são implacáveis com a companhia: para que a Nokia fique à frente, será necessário integrar novas tecnologias nos aparelhos e melhorar dos quesitos esign e uso.

A Samsung, por sua vez, alcançou a marca de 42,4 milhões de celulares vendidos, garantindo o segundo posto no ranking. Mais: ela aumentou a distância da terceira colocada, a Motorola. Resultado: obteve um ganho de market share de 14,4%. Motivo, segundo os analistas do Gartner: a empresa está reagindo rapidamente aos celulares com tela sensível ao toque, os “touch-screen”.

A Motorola continua com o mesmo problema de 2007. As vendas caíram para 29,9 milhões de unidades. Será que a explicação é assim tão simplista: o fabricante norte-americano não conseguiu enocntrar o sucessor para o popular RaZr, mesmo lançando modelos e mais modelos em seu portfólio?

Murmura-se pelos bastidores que dificilmente a Motorola consegue se alinhar com a concorrência neste ano. Noves fora,  seu posto de terceiro lugar está sendo seriamente ameaçado pela coreana LG, a quarta colocada na contínua corrida dos fabricantes.

A LG, por sinal, teve um início glamuroso no trimestre, alcançando a marca de 23,6 milhões de unidades despejadas nas prateleiras das lojas em todo o mundo. E papou 8% a mais da fatia do bolo.

A coreana é guerreira nessa arena. Ultrapassou a Sony Ericsson e capitalizou a atenção do mercado com o anúncio de modelos com telas sensíveis ao toque desde o anúncio do iPhone em junho de 2007.

Os analistas do Gartner vaticinam: mesmo com o apelo popular de modelos, entre eles o LG Prada e a linha Shine, a empresa precisa lançar um portfólio de smartphones mais poderoso, uma vez que o consumidor e operadoras de telefonia móvel já começaram a enfatizar seus desejos nesse segmento.

Outra que teve um início de ano complicado foi a Sony Ericsson. Suas vendas chegaram a 22,1 milhões, marca insuficiente para continuar no quarto lugar no ranking mundial. Segundo divulgou o Gartner, a empresa atribui esse resultado a dificuldades no mercado do Leste europeu. Para o segundo semestre, ela vem de forma agressiva abrindo seu potfólio com uma safra de aparelhos para consumidores de segmento médio. Dessa forma, a Sony Ericsson estará em boa posição para recuperar seu quarto posto no mercado.

Fonte: Gartner Inc

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Eae? Já está Claro quem vai pagar a conta do iPhone 3G?

Página da abertura da Claro para pré-cadastramentoO iPhone 3G mal chegou às prateleiras e já estão todos fazendo as suas contas. Ou pelo menos imaginando como serão. Afinal como me disse, ao longo da tarde, Cris de Luca, do Circuito, o que interessa são os planos de venda e não o preço do celular.

Nos EUA e na Europa é bem possível que ele saia de graça. Ops. Grátis? Nunca, diriam os economistas. Nada é de graça. Para ter um aparelho iPhone 3G a, supostamente, sem custo algum, as operadoras terão de embutir o preço desse telefone em um plano. Lá fora, fala-se em contrato de assinatura de no mínimo dois anos. Haja fidelidade.

E Steve Jobs foi categórico. O iPhone 3G mais simples vai chegar a 70 países custando US$ 199. No site em português da Apple, bem no canto direito, lá embaixo, há um link onde comprar.

Telefone, iPod, internet e mais

Já foi lá? Dá direto na Claro.

Enquanto isso, conjeturas todos podem fazer. A elas: a Claro, menos de dois dias após o anúncio do iPhone 3G, vem estampando em sua tela de abertura a oferta do celular da Apple. Corra aficionado, corra. Quer dizer, o que você está esperando? Entre no site da empresa e preencha seus dados. Está sem paciência? Então digite os quatro números logo abaixo da página, 1052. Uma voz eletrônica vai lhe pedir alguns dados e pronto. É só aguardar.

Não sei quanto tempo, mas a operadora está cotada para ser a primeira a oferecer o iPhone com um plano pós-pago. E já que que estamos no plano das conjeturas está claro que as contas são todas suposições.

Para pagar a conta dos US$ 199 ou US$ 299, dependendo do iPhone 3G que você escolher, pode-se imaginar que será preciso assinar um plano de 18 meses? Ou dois anos? O tempo dirá. Mas jogando lá no alto, o mais caro, oferecido hoje no site da empresa, é o Plano 3G 900, com direito a 750 minutos de ligações locais.

Planos 3G da Claro

Detalhe, nesse plano de R$ 376,90, estão apenas incluídos 150 Megabytes de acesso à internet. Por experiência própria, isso não dá para nada, principalmente se você gosta de entrar em sites o tempo inteiro, conferir a chegada de e-mails, postar em blogs, usar Skype, MSN ou outras redes sociais.

E quem quer um iPhone 3G seguramente vai querer navegar pela web em alta velocidade. O pacote Internet 2000 tem hoje franquia mensal de 2 Gigabytes, por 30 dias, a velocidade de 1 Megabit. Hoje, fazendo os cálculos, a conta ficaria em R$ 376,90 (plano 900 de 750 minutos) + R$ 99,90 = R$ 476,80.

Vale a pena? Claro, a decisão está nas suas mãos. Não venha dizer depois que pagou apenas US$ 199 ou que ele saiu de graça.

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as cartas já foram dadas: façam as suas apostas

De um lado, Steve Jobs, presidente da Apple. Do outro, os fabricantes de celulares. Leiam: Nokia, Samsung, Motorola, LG e Sony Ericsson.

Há poucos dias, o presidente da Apple sacudiu a platéia em San Francisco ao mostrar o futuro iPhone 3G. Como é de praxe, o público aplaudia esboçando os “ohs” e “ahs” a cada revelação de novas funções e habilidades do aparelho.

Jobs é competente no que faz. Promete oferecer em julho um celular de belo design com todas as funcionalidades exigidas pelo mercado a um preço bastante camarada: US$ 199. Não se engane. Esse suposto chamariz estará atrelado a um contrato de assinatura com operadoras em 70 países, anunciados pelo executivo, que obrigarão o cliente a ser fiel por no mínimo 18 meses. Quem disse que existe almoço gratuito? Ou quase?

O que quer Jobs jogando o preço de um telefone com tantos recursos a US$ 199? Nada mais do que fechar o ano com 10 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Nos últimos 12 meses, ele diz ter vendido 6 milhões de aparelhos com a primeira versão do iPhone. Quem quiser que acredite nas estatísticas.

Nesse jogo pesado, os fabricantes de celulares vêm se digladiando há um bom tempo. E Jobs sabe quem é quem.

Durante sua apresentação, ele não hesitou em fazer comparações de velocidade de acesso à web entre o futuro iPhone 3G com o N95, da Nokia, e o Treo 750, da Palm.

Desde que o iPhone saiu, todos disseram que a indústria de telefonia móvel correu atrás de um suposto prejuízo: afinal o telefone da Apple inovou com a tela sensível ao toque, oferecendo uma tecnologia mais avançada para abrir programas e funções.

LG, Samsung e HTC teriam, segundo especialistas, se adiantado com seus novos modelos com telas para acessar com os dedos.

Modelos com o KF755, um celular com tela sens�vel ao toque e câmera de 5 Megapixels

Segredo – Aliás a LG, que ostenta o quarto posto mundial em vendas de aparelhos -de acordo com o Gartner-, deu-se bem ao criar um conceito com celulares sofisticados, batizando uma de suas linhas de Chocolate. Milhões de unidades vendidas depois, lançou outra linha, a Shine. E agora chega com seu novo segredo. Apelidado de Secret, o LG-KF755 quase faz jus ao futuro iPhone 3G. Segundo a empresa, no final de maio, quando aconteceu o lançamento europeu, foram vendidas 200 mil unidades em duas semanas.

O Secret desembarca em São Paulo nesta semana ancorado em grande campanha de marketing. Tem 11,8 milímetros de espessura, câmera fotográfica de 5 Megapixels e uma porção de características para edição de vídeo, além de servir para navegar na web ainda com a tecnolgia Edge. Segundo a empresa, há outros três modelos, entre eles o MU500, destinados a surfar pela rede com a nova musa do momento: 3G.

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Amazon caiu, eae? O Twitter, “baleiando”, entrou em ação

A livraria que mais vende no planeta ficou fora do ar por aproximadamente duas horas. Algo inconcebível no mundo do capital. O estrago foi feio, o suficiente para deixar de vender livros e outros produtos e “manchar” o seu faturamento.

Deu no G1 que a ciberlivraria Amazon teria deixado de faturar US$ 2,79 milhões. Números são críveis? São todos baseados em outros números. A eles: a lógica matemática ensina a seguinte conta. A Keynote Systems, responsável pelo monitoramento de acesso de sites, informou que a empresa ficou fora do ar por 90 minutos.

Então baseado no faturamento da Amazon, que divulgou ter obtido US$ 4,13 bilhões em vendas no último trimestre, cada minuto fora do ar é igual a US$ 31 mil. Noventa minutos fora da rede = US$ 2,79 milhões a menos nos cofres da companhia. Mais: em abril, a loja registrou mais de 58 milhões de visitações, segundo a ComScore, apenas nos Estados Unidos.

Seguramente essa perda vai custar a cabeça de algum executivo ou de vários deles da área de TI, também conhecidos no mercado de tecnologia como CTO (Chief Technology Officer), traduzindo o chefão responsável pela tecnologia em uma empresa.

Livraria virtual fora da rede - web móvel

Site fora do ar não faltou nessa sexta-feira. Enquanto a Amazon deixava os funcionários de cabelo em pé, uma rede social conhecida no mundo dos internautas também caía. O Twitter, a rede social em voga, vive bambeando e deixando seus usuários frustrados. Vira e mexe alguns vão para redes paralelas ou usam outros recursos que acessam o Twitter.

Nessa onda de cai não cai, não é que o danado acabou, mesmo capenga, pipocando em todos os cantos do planeta a saída da Amazon da rede? Foi ele que avisou sobre a megalivraria virtual quem trabalha em redações online e cobre negócios e tecnologia. Em questão de minutos, deu-se início a oficialização dessa informação que já corria solta pelas redes sociais.

Não deu outra: todos saíram escrevendo sobre o assunto. E o melhor título de um artigo, que pincei, ficou para um texto do Buzzwatch, pendurado no site do The Wall Street Journal: “Social Media: Yes, Twitter Users, We Know. Amazon Was Down“. Em tradução literal: “Rede social: sim, twitteiros, nós sabemos. A Amazon caiu”.

O artigo começa narrando aquele velho diálogo comum em escritórios, quando um funcionário pergunta em voz alta ao colega se está conseguindo acessar a rede, e todos começam a dizer que caiu o sistema. Até aí nada de novo.

A graça, ou desgraça, aconteceu em cadeia quando os usuários do Twitter começaram avisar seus interlocutores que a rede do Amazon estava fora do ar. E não foi só nessa rede social. O FriendFeed, um agregador de redes sociais, começou a pular na minha tela, por meio do Thwirl, com um microtexto de algum internauta americano alertando a saída da Amazon da web.

Eu saía nesse momento de casa, quando lia a notícia no meu celular. No trajeto para uma pauta, postei neste blog o que vira: US$ 500 por segundo em perdas de vendas. Mal consegui escrever, a conexão no celular caiu. Mas deu tempo de “fotografar” o site fora do ar.

Tarde da noite, já em casa, conferi os noticiários. Antes, porém, me conectei ao Twitter e lá estava uma resposta, com a correção, vinda por Cristina de Luca, autora do Circuito. Ela lera no G1 que a perda fora de US$ 31 mil por minuto.

E a Amazon? Disse oficialmente o tempo exato que ficou fora do ar? Craig Berman , porta-voz da empresa, fez um rápido pronunciamento, relatando que o sistema da empresa é muito complexo. O discurso oficial informou que estavam trabalhando para retornar ao normal.

Mais interessante do que o discurso oficial é passear os olhos pelo que a comunidade internauta disse sobre a queda momentânea do maior ícone do comércio online.

Tweet Scan - o rastreador de micronarrativas no Twitter

Summize - rastreando micronarrativas de internautas pelo Twitter

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Tweet Scan e o Summize rastreiam tudo o que foi escrito noTwitter. Basta digitar a palavra Amazon para ler em inglês, português e outros idiomas, nos quais os “twitteiros” narraram suas microhistórias.

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Recado do pai da internet e previsíveis hábitos do homem

Ok, um dos pais da internet não veio ao país para participar da abertura do escritório brasileiro da W3C, órgão regulador da rede. Tim Berners-Lee passou seu recado aos presentes por videoconferência gravada e centrou sua fala em e-government, pincelando a web nos celulares.

Pesquisa – 100 mil pessoas foram rastreadas pelo celular, por meio dos sinais de ligações e envio e recepção de mensagens de texto. Resultado: o padrão do ser humano é previsível. A maioria se desloca para o trabalho e escola e volta para casa. Do total de pesquisados, praticamente 75% restringiram-se a um raio de 32 km.

Um dos resultados do estudo “Mobile phones demystify commuter rat race” publicado na Nature, segundo Albert-Laszló Barabási, da Northeastern University (EUA), pode ajudar epidemiologistas a prever como vírus podem se espalhar em populações, auxiliando urbanistas, por exemplo, a realocar recursos.

O estudo aponta padrões que podem parecer óbvios, disse Barabási, que coordenou a pesquisa. No site da Nature, ele afirma que “ao olhar para a população como um todo, não há como descrever os padrões. O problema ao responder a essa pergunta é que as pessoas normalmente não são rastreadas, mas hoje somos rastreados graças aos celulares que carregamos”.

O que o estudioso fez – Barabási e seus colegas conseguiram autorização de uma operadora de telefonia móvel, sob a condição de anonimato, monitorar chamadas e mensagens de textos de 100 mil pessoas ao longo de seis meses.

Privacidade – O estudo de Barabási enfrenta alguns desafios. Por questões contratuais, a pesquisa não pode divulgar em que país foi feita. Isso pode, no entanto, afetar os padrões de hábitos variados em países diferentes. Dirk Brockmann (Northwestern University – Illinois, ), que tentou analisar o movimento de mais de meio milhão de cédulas de um dólar durante cinco anos, diz que a questão agora é descobrir por que algo tão complexo como o movimento humano segue padrões tão consistentes. “Nenhum estudo pode responder a essa questão.”

Em tempo: se alguém quiser rastrear Barabási, é indispensável a leitura de “Linked: How Everything Is Connected to Everything Else and What It Means“. Foi publicado em 2000 e é atualíssimo.


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A vida celular

O que seria um prosaico ato cotidiano, a comunicação remota com base em telefonia móvel, é na verdade um elemento de transformação das relações entre governo, mercado e sociedade. Nesse cenário são mobilizadas forças tecnológicas, industriais e econômicas e trazem mudanças estruturais no comportamento e relacionamento humano.

A discussão desse ambiente e seus impactos nas diversas esferas da sociedade é o mote do Mobile Life Events, que acontece de 15 a 19 de setembro no balneário de Antalya, na Turquia.

Dois eventos paralelos marcam o encontro: o mSociety 2008 _ International Conferences on Mobile Society e o EURO mGOV 2008 _ European Conference on Mobile Government.

No caso do segmento mSociety 2008, o que se encontra em foco são os fenômenos de uma sociedade cada vez mais organizada e regida por redes digitais, telefones celulares e outros dispositivos móveis. A ambição desse fórum é ser um ambiente de convergência de idéias, aplicações e serviços em uma sociedade pautada pela mobilidade.

Atenção pesquisadores: enviem seus papers para a organização, que está aberta à produção tanto de pesquisadores de universidades e centros de pesquisa.

Já o EURO mGOV 2008 irá reunir representantes do setor público, para compartilhar suas experiências além de discutir a implementação de serviços públicos baseados em tecnologia móvel. O conceito de Mobile Government envolve novas abordagens para modernização do setor público no continente europeu pela utilização das tecnologias móveis por diversos órgãos de governo.

Entre os parceiros e patrocinadores do evento estão grandes companhias de tecnologia, telefonia, universidades e centros de estudo.

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nômades da motocicleta

fluxos velozes em duas rodas, encapuçados pela viseira do capacete, cruzam, quase autônomos, às vezes selvagens, o inteligível caos das grandes metrópoles: Buenos Aires, Rio de Janeiro, Cidade do México, São Paulo…

nômades movimentados pela logística organizacional das redes de negócios, empresas e pessoas, na qual velocidade e mobilidade são imperativos, os motoboys encontraram no celular, mais do que uma ferramenta de comunicação, um instrumento de expressão estética e plataforma capaz de potencializar um outro negócio dentro da sua atividade primária como andarilhos urbanos.

mais do que uma subcultura de grupo, com valorização de atitudes e códigos próprios, uma experiência iniciada em São Paulo vem compondo um dos fenômenos de cybercultura dentro do qual esses trabalhadores têm uma inserção. canal*Motoboy é um coletivo formado por esses profissionais que inserem um conjunto de narrativas no território da expressão artística, geradas a partir das vivências e do olhar de cada um dos integrantes do grupo-rede.

mas do que falam essas pessoas? qual é exatamente a sua perspectiva? no limite, caberia mesmo a pergunta de Eleilson Leite, se existe de fato uma cultura motoboy, no artigo “A revolução cultural dos motoboys”, publicada no Le Monde Diplomatique Brasil.

ao abordar o tema, fugindo dos estereótipos e preconceitos comuns, o autor aponta a dura realidade desse grupo estimado em 300 mil motociclistas, apenas na capital paulistana.

um novo domínio do território
menos importante do que a cultura de grupo, a expressão do conjunto de singularidades por diferentes canais de manifestação estética é o ponto central da questão. essa dinâmica ficou marcada na 1ª Semana de Cultura Motoboy, que teve espaço no Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC), em São Paulo, entre 12 e 17 de maio.

o canal*Motoboy nasceu de uma experiência do artista espanhol Antoni Abad, que passou por São Paulo em 2007 e estimulou a criação de um grupo com 12 motoqueiros para que eles, através de celulares com câmeras integradas, produzissem fotos, vídeos e entrevistas contando o dia-a-dia na capital paulista, relata Eliezer Muniz dos Santos, curador da mostra.

Depoimento gravado com Nokia 6110 Navigator e editado no Windows Movie Maker

o próprio Eliezer conhece de perto a realidade sobre a qual se debruça hoje como pesquisador, mas que experienciou por mais de 15 anos como profissional.

essa apropriação dos motoboys do seu próprio cotidiano, agora deslocado em uma abordagem estética, reflete bem a dinâmica de fluidez contemporânea, em uma dinâmica que o pesquisador da UFBA, André Lemos, analisa no artigo Ciberespaço e Tecnologias Móveis.

Luiz Fernando Santos

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O papel do celular nas redes sociais – chamada para discussão

Este post, por ora, é uma chamada à discussão. O artigo “The future of social networking: moble phones“, publicado no Times Online, é o mote.

Ontem entrevistei a jornalista, escritora e pesquisadora Ana Carmen, que postou o texto “Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter“, na semana passada, e me relatou sua experiência nos últimos anos, acompanhando essa grande mudança que vivemos e experimentamos com essas tecnologias mudando o nosso cotidiano.

Ainda falta conversar com outros participantes da primeira e segunda edição do programa, entre eles Pedro Doria, Lu Freitas e Inagaki, e conseguir agendar entrevista com a direção e/ou produção do Roda Viva, da TV Cultura.

Minha idéia, além de levar a discussão para o blog, é produzir matéria para GSMmania (site em reconstrução), na qual sou editora.

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CHÁ VERDE EM TARDE NÔMADE x TWITTER

O Twitter está lerdo hoje e falha no carregamento o tempo todo. Enquanto isso, na leitura fragmentada do século 21, que tal os artigos “Breaking news, Twitter style“, no site da Reuters, e “Why Twitter Matters“, publicado na Business Week, que trata da explosão desse serviço, questionando se ele é páreo para o Social media at FacebookFacebook?

Leitura recomendável para os que discutem e pensam em redes sociais, em tempos de web 3.0.

Vale lembrar e repetir que a TV Cultura iniciou sua cruzada para angariar telespectadores que pertencem a uma categoria bastante desejada e, aparentemente, fora do alcance da televisão: os internautas.

A iniciativa do programa Roda Viva -aliás a página está vetusta e merece urgente uma atualização, mas dá para acessar o blog da TV Cultura– é inédita.

Há duas edições, o programa tem chamado blogueiros/twitteiros para participar da platéia.
Pelo que entendi, eles não podem perguntar nada ao entrevistado. Aliás, quem assistiu pela TV relatou que a câmera mal registra a presença dos blogueiros. Pelo Twitter, eles comentam o que acontece durante a roda viva de perguntas e respostas e informam os internautas. Um resumo que se atualiza com frases de 140 caracteres, o máximo que o serviço permite. O Tweetscan e outros servem para rastrear o que foi dito na web sobre um assunto, bastando, por exemplo, digitar #rodaviva.

É uma forma de chamar os internautas para ligar a TV? Ainda é cedo para responder a essa questão. Afinal, quem não quiser desgrudar do seu monitor pode assistir a transmissão do programa pela web ao vivo.

Trata-se da segunda experiência e essa forma pode e deve mudar. Por que não incluir os blogueiros na turma dos entrevistadores?

Na última segunda-feira, a blogueira, jornalista e escritora Ana Carmen foi uma das convidadas a participar da platéia composta de três blogueiros/twitteiros, durante a entrevista com o bailarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo. A jornalista e blogueira HelenaN, do Prateleira.net, e o jornalista Alexandre Inagaki, do Pensar Enlouquece, completaram o grupo.

Nada é por acaso. Paulo Markun, presidente da Fundação Anchieta – Centro Paulista de Rádio e TV Educativa, está muito bem assessorado. Aliás, parabéns ao responsável por nova mídias. E Markun revela seu lado interneteiro em entrevista ao Link, do Estadão. Sem deixar de arrematar que tem um filho da geração Y, Pedro Markun.

Seria injusto esquecer que a Fundação Padre Anchieta já tem outras iniciativas na web. O Radar Cultura é uma rede social que começou a engatinhar e deve ter engatado, espera-se, mesclando a Rádio Cultura AM com web. Merece visita, cadastro e experimentação.

P.S. Já agendei entrevista ao vivo com Ana Carmen e estou tentando falar com HelenaN e Inagaki. Também vou atrás do responsável por novas mídias da TV Cultura. A idéia é escrever um texto com depoimentos para a revista GSMmania (site em reestruturação), na qual sou editora.

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Terremoto ao vivo e/ou a sociedade do espetáculo

A notícia do terremoto na China, amplamente divulgada em todos os meios, levanta algumas questões. Uma delas é a transmissão do tremor ao vivo. A segunda está atrelada à obra “A Sociedade do Espetáculo“, do filósofo francês marxista, situacionista, estruturalista e pós-estruturalista Guy Debord, morto em 1994.

Enquanto o chão tremia, um estudante do Instituto Jingshan da Universidade de Sichuan, a 100 km do epicentro, protegeu-se embaixo de um móvel do seu quarto no alojamento do campus. Simultaneamente começou a filmar o que acontecia à sua volta, conversando com outro colega, que tentava calçar seus tênis.

Os protagonistas, no entanto, eram trêmulos objetos que caíam pelo chão. Mais: o dono da câmera gritava ao colega para que entrasse online e avisasse outras pessoas. Minutos depois, essa imagem foi vista por milhares de internautas.

Horas mais tarde, os rumores tomaram a região. E donos de celulares na capital de Sichuan espalharam notícias por meio de serviços online, entre eles o Twitter e o Fanfou, redes que permitem postar microtextos de até 140 caracteres.

Que o celular é mais rápido na transmissão de informações, ninguém duvida. É literalmente o telefone sem fio, alusão a uma brincadeira de uma geração que mal imaginava que conviveria com a era da comunicação móvel.

E por que esperar pela oficialização da informação, que precisa de produção e elaboração para a transmissão na mídia televisiva e radiofônica, o que dirá a impressa?

Em situações de emergência, qualquer um se vale do que tem em mãos para pedir socorro. Histórias não faltam. Em artigo publicado no The Wall Street Journal (verssão em PDF) e traduzido para o português pelo Valor Econômico (versão em PDF para quem não é assinante), o leitor lê um depoimento que diz ser pouco provável que as informações divulgadas nesses serviços, como o Twitter, estejam erradas, uma vez que elas servem para avisar familiares e amigos, diferentemente dos blogs que exigem mais tempo para escrever.

Voltando à sociedade do espetáculo da qual fazemos parte e produzimos, a psicanalista Maria Rita Kehl defende no artigo “O espetáculo como meio de subjetivação” muito bem a questão da passagem conceitual da indústria cultural (Adorno) para a sociedade do espetáculo (Debord).

A leitura do texto de Maria Rita Kehl é, mais do que obrigatória, necessária para refletir “os efeitos dessa obra ‘total’ da televisão, transmitida por um veículo que é doméstico, cotidiano, onipresente…”.

Seu artigo foi publicado em 2003, quando as mensagens instantâneas ainda pairavam em um mundo circunscrito de internautas com seus grupos, também conhecidos por infoansiosos.

Logo após vieram as redes sociais, no Brasil, a mais popular delas é a Orkut. Em pouco tempo o celular miniaturizou-se ainda mais e passou a incorporar mais funções, antes restritas ao computador de mesa ou portátil, que incluem fotografar, filmar e estar 24 horas conectado na internet.

Na última semana de abril, a CNN noticiou como James Buck, fotógrafo e estudante universitário, livrou-se da prisão em Mahalla, no Egito, com a ajuda do Twitter, avisando o mundo que estava sendo preso.

No dia do terremoto chinês, outro estudante filma os abalos e posta na web.

Diante desses espetáculos, pinço uma frase do artigo de Maria Rita Kehl, que serve de provocação: “Existir é fazer-se imagem para o outro…”.

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Celular = giz = lápis = a qualquer ferramenta?

Ok, o celular é uma ferramenta. O computador também. A chave de fenda, idem. Assim como o lápis, o giz e a lousa.
Educadores têm se perguntado se o celular não é apenas mais uma ferramenta para o ensino.
Afinal, o que importa é apenas o conteúdo, além da didática do professor?
Concordo em parte.
Os bilhetinhos trocados em papeizinhos por alunos em sala não têm de longe a dimensão de um filmete gravado enquanto o professor comanda sua aula. Em questão de minutos, o conteúdo sobe ao YouTube. Em questão de horas, dependendo da mensagem, ela se espalha e vai parar nas mídias. Impressa, televisiva, eletrônica.
O que prova que o celular invade o espaço antes restrito ao comando do professor, criando um paradoxo entre o público e o privado.

Learning Sciences Research Institute

Para discutir esse tema polêmico, fui atrás de Mike Sharples, um dos maiores especialistas em mobile learning. O professor Sharples dirige o Learning Sciences Research Institute da University of Nottingham e tem um currículo extenso nessa área.

Suas pesquisas incluem design de novas tecnologias para o aprendizado e, entre os trabalhos concluídos, merecem destaque A Theory of Learning for the Mobile Age, em parceria com Josie Taylor e Giasemi Vavoula, e o Handheld Learning Resourse, um projeto com a Kodak e a BT para desenvolver tecnologias móveis para o aprendizado.
Um dos resultados de suas pesquisas é o My Art Space, um serviço interativo, que permite que visitantes de museus e galerias coletem informações das expocições com seus celulares.
A entrevista com Mike Sharples foi gravada pelo Skype e será editada, com direito à tradução, para virar podcast no VoIT, dirigido pelo jornalista Orlando Guido, que, gentilmente, me convidou para um trabalho em parceria.
Ouça aqui a íntegra da entrevista.

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O lugar do privado no espaço público

Cabine pública para ligações de celular em Copenhagen

Cabine pública para atender celulares em Copenhagen – foto do blog Future Perfect

Cabine para falar pelo telefone celular em locais públicos em hospital de Tóquio

Cabines públicas para atender celulares em hospital de Tóquio – foto do blog Future Perfect

As duas imagens foram registradas no blog Future Perfect do antropólogo Jan Chipchase, um andarilho e pesquisador que esquadrinha centenas de cidades pelo mundo para saber como os habitantes interagem com celulares em seu dia-a-dia.

As fotos pedem uma reflexão: o lugar do celular no espaço público.

No lounge (sala de espera) da SAS no aeroporto de Copenhagen, uma cabine com design moderno pede aos usuários de celulares para que falem suavemente no local ou, então, se dirijam ao interior do espaço.

No hospital de Ochanomizu, em Tóquio, o uso do telefone móvel é restrito a cabines de telefones públicos. Confinado a um espaço envidraçado, o dono do celular talvez possa falar no tom de voz que lhe for conveniente.

Pergunto: o celular não foi concebido para ser usado em qualquer lugar? Essas cabines exercem o papel de um espaço privado? Algumas têm cadeiras, outras ajudam o usuário com um bloco para eventuais anotações.

Em uma sociedade contemporânea na qual o espaço público equivale ao espaço da liberdade do indivíduo, as cabines telefônicas voltam a colocar fronteiras entre o privado e o público, algo que as tecnologias nômades vêm tornando indistinto.

Jan Chipchase acrescenta ainda que a cabine no espaço da SAS tem dois papéis: “O mais óbvio, um espaço dedicado em que viajantes podem bater papo; o outro é u ma forma sutil e criativa de lembrar os usuários das normas sociais do espaço”.

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Celular em sala de aula? Sim. Eae?

Geração Móvel

Hoje, às 19h, a professora Adelina Moura, fala ao vivo diretamente de Braga (Portugal). A entrevista poderá ser ouvida pela web-rádio do Centro Cultural Bradesco, que mantém um auditório virtual no Second Life.

Para quem não quer entrar no Second Life, ouça pela web-rádio e participe, fazendo perguntas pelo programa Skype . Nesse caso, basta me adicionar na sua lista de Contatos (login: zilveti).

Adelina Moura é professora do Ensino Secundário (o equivalente ao Ensino Médio no Brasil) de Língua Portugesa e Francês na Escola Secundária Carlos Amarante-Braga e dirige o Geração Móvel.

Nas salas onde a professora leciona, os telemóveis e reprodutores de música, os MP3-players, são bem-vindos. O lema de Adelina é: “Se não podes combatê-los, junta-te a eles”. Ela sabe que, mesmo proibindo o celular em sala de aula, é praticamente impossível impedir seu uso. “Por essa razão, tento tirar partido dele”, diz.

A educadora propõe atividades com o celular, grava trechos de leituras e os transforma em podcasts, criando, dessa forma, conteúdo educativo. Em inglês, o celular como ferramenta na educação recebe o nome de mobile-learning ou m-learning.

Uma das feras de mobile learning é Mark Sharples, diretor do Learning Sciences Research Institute, da University of Nottingham. Ele também aceitou dar entrevista ao Nomadismo Celular. Hoje o professor e diretor está na Jordânia e deve gravar ao vivo no dia 1º de maio.

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Estatísticas de terças

Wireless Intelligence Database

Um pouco de cifras para os que vivem a contar números – É sempre bom relembrar: o planeta é habitado por 6,5 bilhões de pessoas e há 3,3 bilhões de linhas de celulares.

Quer mais estatísticas? Aí vão: o Instituto Wireless Intelligence divulgou recentemente que a marca de um primeiro bilhão de celulares vendidos em todo o mundo levou 20 anos para ser atingida, precisamente em 2002.

O segundo bilhão de aparelhos despejados no mercado aconteceu em quatro anos, e o terceiro bilhão foi amealhado em dois anos pela população mundial.

ITU Corporate Annual Report 2007

Uma comparação para dar uma dimensão ao leitor: o planeta levou 125 anos para somar um bilhão de linhas fixas. Esse dado é da International Telecommunication Union, que oferece ao interessado o ITU Corporate Annual Report 2007, recheado de cifras.

Se até a metade de 2007 o planeta já atingira a cifra de 3 bilhões de linhas, vale também destacar que o número de usuários de internet no mundo todo alcançou 1,2 bilhão no final de 2006, com 280 milhões de assinantes mundiais de banda larga. Desse total, 70% está localizado em países com PIB decente.

A ITU também revela que no final de 2006, 68% dos assinantes de telefonia móvel eram de países emergentes. Isso talvez explique porque os governos em países na África e na Ásia começam a deixar de lado os investimentos na construção de redes de telefonia fixa, incentivando o surgimento de novas torres.

A infra-estrutura para a construção de uma rede de telefonia móvel parece bem mais atraente do ponto de vista econômico: é cara a construção assim como a manutenção rede de telefones fixos, além de exigir um endereço do assinante e uma taxa mensal pela linha.

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O paradeiro da moeda da menina-cofrinho

Quem tem mais de 25 anos pertence à geração do cofrinho de porcelana. Aquele porquinho cor-de-rosa, no qual eram depositadas moedas e quando já não cabia mais nada, a única solução era quebrá-lo para poder  contar o saldo e correr para comprar alguma guloseima. Dava pena vê-lo espatifar-se, mas…

Nos tempos de hoje, os cofrinhos oferecidos como mimos pelos bancos são de plástico, com uma tampa removível, localizada na parte de baixo, e mais lembram um brinquedo. Nada frágeis. Duráveis até.

Bingo: minha filha caçula de 6 anos ganhou um de um banco, que distribuiu dezenas de seus semelhantes na Campus Party com aparência de monstrinho. Verde, simpático. Ela colocou suas moedas e em poucos minutos descobriu que podia abri-lo. Em 30 minutos, a tampa escafedeu-se pelo quarto, resvalando no buraco negro da caixa de brinquedos.

Qual é a graça então? Não há aquela ansiedade de ficar contando os dias, na verdade meses, até esperar o recipiente ficar abarrotado. Hoje você abre o seu cofrinho pelos fundos, e lá estão as moedas. A brincadeira de acumular perde o seu valor.

E na era do cartão de plástico, então! Os adolescentes já ganham suas contas bancárias com cartão de débito, de crédito, e aquele jogo de contar e restar vai para o espaço. Literalmente. Porque o mundo digital tem outra dinâmica. Você entra na internet, confere seu saldo, se tiver crédito especial, consulta a taxa de juros, se precisar, entra no vermelho. Se não quiser se ferrar, pede para que seu pai transfira uma grana para sua conta e acabaram os seus problemas. Aparentemente. Em alguns casos, os progenitores mantêm esse suporte para a vida toda. Afinal, basta digitar os números da sua agência e conta corrente e passar digitalmente o dim-dim para o pimpolho.

E a menina-cofrinho? Para quem acompanhou a história da menina-cofrinho, uma boa notícia: a moeda saiu pelos fundos. Já era esperado. Os médicos do Hospital Universitário previram que poderia levar até uma semana. Dito e feito, ela desceu na sexta-feira. Nesse dia chegou-se também à conclusão óbvia de que moedas não costumam passar pelo vaso sanitário. O metal é pesado. E, pasmem, era uma modeda de 50 centavos, a versão mais gordinha.

Relógio de pulso? – Nos dias de hoje, algum de vocês já se deu ao trabalho de observar se crianças de 11 anos usam relógio de pulso? Que nada, isso é do século passado. Para quê? Hoje a maioria da molecada checa, na tela do celular, o horário das aulas, principalmente quando faltam minutos intermináveis para bater o sinal.

Mobile learning Na sexta-feira, dia 11, entrevistei Dean Shareski, um consultor em educação no Canadá. A transmissão foi ao vivo pela na web-rádio do Centro Cultural Bradesco. Ele relatou sua experiência em um colégio no Canadá, onde os alunos do 9º ano usaram celulares em sala de aula como uma ferramenta para atividades de literatura. Aí vai um trecho da entrevista, em podcast. Interview with Dean Shareski, an educational consultant from Canada.

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Celular: ferramenta na educação e a menina-cofrinho

Notícias da menina-cofrinho – após sete dias de espera, a moeda (25 centavos ou 1 real) continua alojada no corpo de minha caçula. Os médicos estabeleceram uma data-limite: sexta-feira, quando ela será submetida a um terceiro raio-x para poder monitorar sua trajetória e certificar-se se ela já foi para o intestino – como se vê, um longo caminho a ser percorrido.

No futuro, é bem provável que as crianças saiam do útero já dotadas de chips GPS (sistema de posicionamento global), que permitirão que os pais monitorem seus filhos, mantendo um falso controle sobre eles. Essa tecnologia avançada não impedirá, no entanto, que crianças continuem engolindo moedas ou brinquedinhos.

O celular na educação – para o mesmo dia, está confirmada novamente minha presença na oficina sobre o uso do celular como ferramenta na educação da criançada. Convido, portanto, os leitores a sintonizar às 21h (horário de Brasília -3GMT) na rádio Online do Centro Cultural Bradesco. Quem quiser participar com perguntas pode fazê-lo de duas formas: pelo Skype, bastando adicionar na sua conta os contatos Zilveti ou Gilson Schwartz, curador do CCB e professor de Iconomia da ECA-USP. Quem tem computador poderoso com placa de vídeo pode entrar no Second Life e sentar-se em uma das cadeiras do auditório virtual.

A idéia da oficina é refletir sobre o uso do celular como ferramenta na educação. Em inglês, usam-se alguns termos, entre eles mobile learning ou m-learning. Nos tempos de hoje, em que crianças tiram fotos e filmam com celulares, subindo imediatamente o material para o YouTube ou o Flickr, e o velho bilhetinho passado de mão em mão foi substituído pelas mensagens de texto, o educador se encontra em uma encruzilhada.

Não está em questão se o celular deve ser coibido em sala de aula. O governador do Estado de São Paulo já sancionou uma lei proibindo seu uso na rede escolar. Vale lembrar que, antes da Páscoa, uma aluna agrediu uma professora em uma escola pública na cidade do Porto. Assistido milhares de vezes, esse vídeo produzido por alunos durante a aula foi ao ar pela cadeia da televisão portuguesa e virou manchete de jornais. As lições que ele deixa são inegáveis. Uma delas é a relação de poder entre o professor e os alunos fora das quatro paredes do sacrossanto lar.

Como transformar o celular em um aliado do professor? Há pelo menos dois exemplos relevantes que mostram sua utilização a favor do educador. O que prova a atualidade do velhíssimo ditado “se você não pode com seu inimigo, junte-se a ele”.

Em um país onde apenas 20% da população tem acesso à energia elétrica, porém mais de 80% dos habitantes possuem celulares, principalmente os jovens, Kumaras Pillay, da província de KwaZulu Natal, mudou a dinâmica da sala de aula, ao adotar um projeto nas disciplinas de matemática e ciências.

Pillay criou um portal de telefonia móvel que exerce o papel de tutor para os estudantes dessas disciplinas. A idéia é simples: ajudar os alunos a entender o conteúdo de uma outra forma. O portal Mobile Learner contém exercícios complementares às aulas. Os alunos formam grupos e fazem pesquisas pelo celular, aumentando seu interesse nas salas.

O consultor em tecnologia móvel para a educação Dean Shareski, no Canadá, participou de uma experiência interessante em um colégio. Os alunos dois oitavos e nonos anos estudavam o livro “The Wave”, que põe em xeque vários conceitos. Por sinal, ética é um deles. Onde entra o celular? Para os alunos, ele não é nenhuma novidade, pois são de uma geração que já nasceu fotografando com esse aparelho. Filmar e postar na web faz parte do seu cotidiano.

Uma das propostas em sala de aula foi discutir regras de etiqueta, privacidade, segurança e limite. Eles também descobriram que seus telefones poderiam servir para gravar anotações e criar conteúdo multimídia para a sala de aula, além de utilizá-lo como organizador do dia-a-dia. Descobriram que a conexão sem fio, conhecida por Bluetooth, era excelente para trocar arquivos. Dessa forma, eles puderam criar resumos das discussões em grupo, usando videoclipes e fazendo gravações de áudio.

O leitor quer mais? Agora é esperar para ouvir minha oficina. Já pedi entrevista a Dean Shareski e nossa conversa deve ser gravada pelo Skype. E repito o convite: compareçam na sexta-feira, dia 10, às 21h, na rádio Online, pelo Skype ou pelo Second Life.

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Salva pela web

Os autores deste blog costumam fazer posts nada personalizados. Abramos uma exceção. Todo mundo já ouviu uma história de que foi salvo pela internet. Em outros tempos, era o vizinho. Depois veio o telefone. A bola da vez é o Twitter, que serviu de alarme para quem mora nos EUA em regiões com tornados. Basta ler How Twitter saves lives no blog de uma cristã twitteira.
Sexta-feira, dia 4 de abril, eu me preparava para fazer uma oficina pela web. Assunto: mobile learning, tema que venho acompanhando, lendo artigos, estudos de caso, entrevistando antropólogos e professores universitários que fazem pesquisas sobre o uso de celulares.
Eram quase 21h, eu testava meu microfone e já havia na platéia virtual 17 pessoas. Quem quisesse me ouvir podia entrar pela rádio online. Os usuários de Second Life poderiam fazer perguntas ao vivo no Centro Cultural Bradesco. Também dá para participar do Moodle, um ambiente AVA (ambiente virtual de aprendizado) do CCB, gerenciado por Alessandra Zago.
Em casa todos já sabiam que o silêncio era uma ordem, nas redondezas do meu escritório. De repente começa uma gritaria e descubro que minha caçula havia engolido uma moeda. Minha mais velha gritava, a filha que virou cofrinho estava desesperada. Minha cara-metade, idem.
Antes de mais nada, pedi calma. De nada adiantou. Enquanto isso, avisei pelo teclado aos presentes virtuais que eu precisava sair correndo para um hospital por conta de um acidente doméstico.
Não tinha me dado conta que o microfone estava aberto. Daí que todos escutaram a gritaria em casa. Foi a minha sorte. Uma amiga que estava na platéia ouviu e rapidamente ligou para seu pai, que é médico. Em seguida, telefonou em casa e disse que não era tão grave, mas que precisávamos ir a um hospital.

Ela passou em casa, pegou o quarteto e rumamos para dois hospitais. No segundo, fomos atendidos, minha garota-cofrinho foi submetida a um raio-X e vimos que a moeda (de 25 centavos ou 1 real) estava alojada no estômago. No HU havia um garoto de 7 anos que engolira uma moeda “importada”. Pôs o dinheiro na língua porque ficou com medo que a professora o confiscasse. Teve mais azar, porque o vil metal estava preso no esôfago.
Eu já entrevistei há muitos anos uma mulher que foi salva de um assalto por sua web cam. Uma história maluca, mas aconteceu. Vou dizer o óbvio. É válido também para ateus: santa web . Santos também os amigos que nos ajudaram nessa hora.

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Impacto socio-econômico do celular na América Latina II

Na África do Sul, 80% da população tem celulares. Eles são mais presentes que computadores por motivo óbvio: o preço.
É bom recapitular que empresas do porte da Microsoft, Motorola, Nokia e Siemens têm investido em países emergentes do continente africano, subsidiando infra-estrutura de rede e uso para que a população possa ter acesso à mobilidade. Um termo de apropriação do celular foi criado ou recriado pelo professor François Bar, da Univerisity Southern California: creolização ou canibalização do celular.

Abaporu Project

Totem do Abaporu Project, que se apropria do quadro de Tarsila do Amaral, que inspirou o Manifesto Antropofágico

Trata-se do seguinte: apropriação do aparelho para outras aplicações não criadas pelos fabricantes ou operadoras. Um exemplo: em alguns países da África, o celular virou orelhão. Ou seja, é um telefone comunitário. Trata-se de um paradoxo, uma vez que o celular foi pensado e desenvolvido para ser de uso pessoal. Outro exemplo: na África, é possível usar o celular como se fosse um caixa eletrônico. Em outras palavras, o dono de um celular pré-pago usa seus créditos como moeda e os transfere para outro usuário.

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2008: ano do mundo móvel na web?

Quem gosta e acredita em estatísticas prevê que milhões de celulares estarão conectados na web nos próximos anos.
E no Brasil? Se depender dos preços cobrados pelas operadoras, o tempo de adoção promete ser maior. A não ser que haja uma revolução na cobrança desses serviços. Explico: você já experimentou navegar pela internet do seu celular?
Minha conta já dobrou de valor. Fui incauta. Motivo principal: falta de pacote vantajoso para navegar pela web.
A TIM criou recentemente uma promoção de 40 Megabytes de tráfego, ao longo de 30 dias, por R$ 10,  nas conexões TIM Connect Fast e TIM Wap. Há também no portal da TIM outras ofertas, que começam em 40 Megabytes e chegam a 1 Gigabyte.
No site da Vivo , o cliente tem direito a trafegar 500 Kbytes de dados do plano Vivo Escolha 5o ao Vivo Escolha 180. Nos seguintes, sobe para 2 Megabytes e essa taxa se estende até o Vivo Completo. Há ainda um serviço de acesso à web na Vivo  para quem usa o smartphone BlackBerry, por R$ 69,90. Só não consegui checar ainda se ele é válido para quem usa outras marcas de celulares em conexões WAP e/ou GPRS. Há ainda um serviço para tráfego de dados no portal da empresa, com promoções de 40 Megabytes a 1 Gigabyte.
No portal da Claro, parece haver mais ofertas para quem precisa ou quer navegar pela internet.
Se a onda é twittar, enviar mensagens pelo MSN Windows Live Messenger , GoogleTalk, falar pelo Skype, puxar e-mail, acessar blogs, sugiro aderir aos pacotes com a maior oferta de tráfego possível.  Que o digam os twitteiros que não se desgrudam de seus celulares e mandam todos os seus passos em frases de 140 caracteres. Não importam onde estejam: aeroportos, no trânsito das metrópoles e até em festas na casa da sogra. Já li exemplos no Twitter reveladores.
Dilema
As operadoras no Brasil continuam em um entrave: a porcentagem de linhas que utilizam o sistema pós-pago não crava nos 20 pontos.
Querem aumentar a fatia de usuários migrando para o pós-pago? Deve ser o sonho diuturno de cada um dos diretores de marketing e quetais e suas respectivas equipes.
Os preços proibitivos impedem. E não há estatística que me convença que o acesso à web será predominante nos próximos anos neste país.
Mesmo que os portais noticiem números e mais números, fabricados por institutos de pesquisa, afirmando que o iPhone lidera o acesso à internet no Brasil. Bom, só se for entre os publicitários e profissionais liberais que importaram seus aparelhos, ok. Daí fica mais crível.

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Pesquisa inédita: impacto do uso do celular na América Latina

O professor François Bar, da Annenberg School for Communication da University Southern California, passou alguns dias em São Paulo. Ele coordena uma pesquisa inédita na América Latina: o impacto socio-econômico do celular.
O uso do aparelho móvel na África, Ásia e Índia vem sendo largamente estudado nessas regiões, mas, até agora, não foi realizado nada sobre a América Latina.
Entrevistamos longamente François Bar em uma tarde e em uma noite. Filmamos, fotografamos.
Esse francês, que mora há quase três décadas na América do Norte, tem muito a dizer. Ele cunhou a expressão canibalização do celular, ou creolização. Nesta semana será postado u m vídeo no You Tube sobre a entrevista. Também deverá vir texto mais detalhado sobre os dois encontros.

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Brasil: no ranking de celulares x população desconectada

No final de fevereiro, foi divulgado pela União Internacional de Telecomunicações (ONU) que o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking entre os que mais atraíram novos assinantes em telefonia móvel. O país perde, hoje, para a China e para a Índia.
Alguns números
Estima-se que 123 milhões de telefones celulares estejam em uso. O Distrito Federal registra uma taxa de 119,15 celulares por cada 100 habitantes. A cidade do Rio de Janeiro é a segunda colocada, com 80,54 linhas. Ah, o sistema pré-pago ocupa 80,76% do bolo e 19,24% representam o mercado de pós-pago.
Aos paradoxos
Na África do Sul, 80% da população tem celulares. Eles são mais presentes que computadores por motivo óbvio: o preço.
É bom recapitular que empresas do porte da Microsoft, Motorola, Nokia e Siemens têm investido em países emergentes no continente africano, subsidiando infra-estrutura de rede e uso para que a população possa ter acesso à telefonia móvel. O projeto Nokia Siemens Networks Village Connection, por exemplo, permite que a conexão chegue a milhões de habitantes em áreas rurais por US$ 3 mensais.
Não é à toa que a atriz global Regina Case, durante a gravação de um programa em Moçambique, pensava estar no século 19 ao ver uma senhora moendo farinha e voltou ao século 21, quando ouviu um ringtone. A senhora largou seus afazeres, sacou o celular de algum bolso de sua saia e atendeu o telefonema. A atriz fez esse relato ao ministro da Cultura, Gilberto Gil, que o reproduziu no Campus Party, durante entrevista.
Pois aqui no Brasil, cidades de 13 mil habitantes, como Morpará (BA), ainda não têm antena de transmissão. Traduzindo, o celular não existe. Mais: nesses municípios, o acesso à internet se dá por satélite. A prefeitura tem acesso em sua sede, e o telecentro local, dotado de 10 computadores, tem apenas seis que funcionam, permitindo o acesso à web.
Ou seja, ocupamos o terceiro posto no ranking de países que atraem novos assinantes em telefonia móvel, com teledensidade em grandes centros urbanos, mas contamos com cidades, cuja população tem acesso a seis computadores.

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Barça e Sampa em dois eventos hi-tech

3GSM World e Campus Party Brasil 2008 acontecem simultaneamente em Barcelona e São Paulo a partir de hoje.
Eu adoraria rever a Calalunia, não importa a estação, mas praticamente acamparei durantes sete dias na Bienal para escrever, subir, postar, blogar, twittar, clicar etc.

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um post pornográfico

consenso e fato consumado: a sacanagem desbragada, a mais grossa patifaria, é rentável. que bem o diga a indústria pornográfica. os números são desencontrados, no entanto, para onde quer que se dirijam as balas perdidas do tiroteio estatístico, os alvos estão sempre na casa dos milhões de dólares _segmentos e produtos específicos_ ou bilhões de dólares ao ano, no caso da indústria norte-americana. filmes, livros, sites, canais de TV, revistas, jogos de computador e de videogame, serviços de tele-sexo…

a lista de produtos e serviços continua, se é que podemos utilizar o termo, a crescer. conteúdo para telefonia celular, menos que uma nova fronteira, é uma área concreta de expansão. segundo a empresa britânica Juniper Research, pornografia via celulares faturou na Europa, em 2007, 775 milhões de dólares.

relatório da Juniper, sugestivamente batizado com o nome de Adult Content in the Palm of Your Hand, realiza um mapeamento dos diversos tipos de conteúdos que podem ser oferecidos aos assinantes.

entre o material de “entretenimento adulto” estão inclusos serviços de mensagem SMS como piadas, encontros e bate-papo, videoclip, conversa por vídeo, fotos, toques de celular em gemidos e joguinhos.

o relatório na verdade é apenas o resumo, um “whitepaper”  com base em trabalho mais elaborado do órgão de pesquisa, o Mobile Adult Subscriptions, Downloads, Video Chat & Text-Based Services 2007-2012 (Fourth Edition), uma verdadeira radiografia e uma extensa análise de negócios para empreendedores do setor.

são considerados aspectos como obstáculos culturais e marcos regulatórios de diferentes países em relação à matéria, aspectos comportamentais do consumidor, tecnologia necessária para tráfego do conteúdo multimídia, controle de acesso aos menores de idade, formas de estabelecer preços, estrutura das operadoras de telefonia para suportar o tráfego de informação multimídia, além de avaliação do potencial do negócio, retorno de investimento, adoção da tecnologia 3G e demais pontos.

o relatório estima ainda que o mercado europeu até o ano de 2012 deverá chegar a 1,5 bilhão de dólares, seguido de perto pela China e extremo oriente. em todo o mundo o mercado deve atingir 3,5 bilhões de dólares em 2010. na projeção de crescimento os Estados Unidos devem saltar da posição atual de 1% do market share global para 12% em 2012.

Projeção de crescimento
 

mal-estar na cultura

o sentimento puritano na América do Norte anglo-saxã tem sido apontado como o responsável pela fraca, se é que podemos utilizar o termo, penetração dos serviços de pornografia por celular naquela parte do hemisfério.

plausível porém pouco provável. estimativas de analistas do mercado dão conta de que nos Estados Unidos o setor fature uma cifra da ordem de 20 bilhões de dólares ao ano, em filmes. por que, então, a timidez ao celular?

a possibilidade é de que a falta de comunicabilidade entre os diferentes padrões de telefonia móvel adotados pelas operadoras, tenha sido o real motivo de entrave ao desenvolvimento do setor no território da venda de serviços de sexo por celular.

mas ainda que seja, de fato, uma mera questão de padronização em telecomunicações que conta naquele país para que serviço de pornografia por celular não tenha decolado ainda e não uma suposta questão de fundo ético-moral, a pertinência da discussão nesse campo permanece. principalmente ao considerarmos os esforços da cultura ocidental de coibir questões como pedofilia ou mesmo a pornografia em sua mais completa expressão.

o inegável sucesso da indústria pornográfica no mundo inteiro talvez revele algo mais profundo nos rumos da nossa civilização, de nossa consciência coletiva. de como encaramos o desejo e a sexualidade, amor e libido, a cultura na acepção civilizatória e seu oposto, a supremacia do sentido (desejo) impulsionando a barbárie.

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Alô! Barcelona?

GSM World CongressMobile World Congress

Mobile World CongressEntre os dias 11 e 14 de fevereiro alguns dos mais importantes integrantes do segmento de telefonia móvel estarão reunidos em Barcelona no Mobile World Congress. O evento é uma iniciativa da GSM Association, entidade fundada em 1987, que reúne mais de 690 operadoras de celular de mais de 214 países ao redor do mundo. Também apóia a entidade um grupo estimado em 180 fabricantes e fornecedores. Uma boa medida da representatividade dessa associação está no fato de que seus integrantes provêm serviços para mais de 2 bilhões de assinantes, representando 82% dos usuários de telefonia móvel no mundo. Boa parte do foco da organização da entidade está voltada  para  o desenvolvimento de serviços e mercados emergentes. Ou seja, todo o vasto espectro de aplicações em um ambiente de convergência digital envolvendo voz, tráfego de dados e conteúdo multimídia. 

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Trio duca na cobertura do SPFW

Blog!Originally uploaded by FIAT no São Paulo Fashion Week
De tudo que vi ao longo da semana do SPFW, pela internet, nota mil para o trio blog/twitter/flickr, iniciativa da Fiat, patrocinadora da semana de moda em Sampa, pelas mãos da competentíssima equipe da Agência Click.
Comandada por Jeff Paiva e Lalai, dois clickers da agência, o blog Fiat no SPFW contou com o editor Paulo Terron, autor do With Lasers, e mais dois especialistas em moda, Biti Averbach, do Moda sem Frescura, e Vitor Angelo, do dus*****infernus.
A grande sacada dos clickers foi integrar informação, literalmente, em tempo real.
Enquanto aconteciam os desfiles e outros eventos, a equipe enviava informações via Twitter, que permite subir, no máximo, 140 caracteres por vez. As fotos clicadas in the meantime subiam pelo Flickr e o blog concentrava essas duas mídias e recebia textos dos blogueiros que manjam pracas do mundinho fashion.
O resultado desse trio é excelente, porque o leitor não precisa esperar acabar um desfile para ter acesso ao que rolou, rolava e rola. Informação instantânea, como se você tivesse na tela do seu computador com sua lista do MSN (ou congêneres) com vários informantes narrando os acontecimentos.
Detalhe importantíssimo: a interface desse trio criou uma estética interessante, uma vez que no blog, do lado direito, ficam as análises, e no lado esquerdo, as fotos em um formato Flash cool com as notícias em tempo real, atualizadas segundo a segundo.
Melhor impossível.

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