Arquivo da tag: celulares

Estatísticas do mundo móvel 169.753.909 celulares no Brasil ou 88,43 linhas por cada 100 habitantes

A Anatel soltou no início da tarde de hoje a cifra acima: 169, 75 milhões de linhas de telefonia móvel no país, com densidade de 88,43 acessos pora cada 100 habitantes. Com essa cifra, o Brasil obteve crescimento de 1,02% em novembro. Essa alta, ao longo de 11 meses, representa o segundo recorde histórico. Desse total, 29.979.117 são pós-pagos, representando uma fatia de 17,66%. Os pré-pagos são 139.774.792, precisamente 82,34%.

Ano       janeiro a novembro       janeiro a dezembro

2007      16.395.206                              21.061.482

2008       26.072.294                             29.661.300

2009       19.112.506


Anúncios

Comentários desativados em Estatísticas do mundo móvel 169.753.909 celulares no Brasil ou 88,43 linhas por cada 100 habitantes

Arquivado em Mercado, Notícias

Seminário de tecnologias móveis e Tim Berners-Lee em videomensagem

O seminário Tecnologias móveis: seu papel na promoção do desenvolvimento social começa hoje com a delicada missão de discutir os desafios da oferta de serviços em mobilidade em países em desenvolvimento.

Enquanto os organizadores do Mobile Web do W3C batem na tecla do testemunho de uma explosão do uso de celulares nesses países, aí vão alguns números da telefonia móvel no Brasil.

Em meados de maio a Agência Nacional de Telecomunicações apontou a existência de 127,7 milhões de celulares operando no final de abril no país. Essa cifra, em relação ao mês anterior, representa um crescimento de 1,54%, quando fofram vendidos 1,93 milhão de novas habilitações de aparelhos.

O seminário não está centrado nos serviços de mobilidade em países em desenvolvimento? Vamos lá recapitular as cifras oficiais da Anatel. Do total de acessos em abril, 127.742.756 assinantes, 103.278.048 são pré-pagos, 24.464.708, pós-pagos. Traduzindo em porcentagem, 80,85% dos brasileiros são usuários de contas pré-pagas, e 19,15% ficam com o pós-pago.

Programado para dar início às 9h, merece destaque da agenda da programação a apresentação de Raphaël Dard, do ITC, que falará sobre microfinanciamento em mobilidade para países em desenvolvimento, às 11h, na sessão Applications.

Para quem vai
W3C “Tecnologias Móveis: seu papel na Promoção do Desenvolvimento Social”
Quando – 2 e 3 de junho
Horário – 9h às 18h30
Onde – Fecomercio Conference Center (mapa)
Endereço – r. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista
São Paulo – SP

Pai da internet em videomensagem Tim Berners-Lee dá o seu recado virtualmente, em videomensagem gravada, sobre tecnologias móveis durante um painel organizado pelo escritório brasileiro do W3C e pelo NIC.br. Entre outros, participam do “Internet & Web: passado, presente e futuro” Stéphane Boyera, líder da atividade web móvel para o desenvolvimento, e Demi Getschko, diretor-presidente, NIC.br e conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil. O encontro faz parte do Conip, que promove o 14º Congresso de Inovação na Gestão Pública, realizado em São Paulo entre 2 e 5 de junho, com o seguinte tema: “Governo 2.0”.

“Internet & Web: passado, presente e futuro”
Quando – 4 de junho
Horário – 11h às 12h30
Onde – Fecomercio Conference Center (mapa)
Endereço – r. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista
São Paulo – SP
Entrada – gratuita

Comentários desativados em Seminário de tecnologias móveis e Tim Berners-Lee em videomensagem

Arquivado em Notícias

nômades da motocicleta

fluxos velozes em duas rodas, encapuçados pela viseira do capacete, cruzam, quase autônomos, às vezes selvagens, o inteligível caos das grandes metrópoles: Buenos Aires, Rio de Janeiro, Cidade do México, São Paulo…

nômades movimentados pela logística organizacional das redes de negócios, empresas e pessoas, na qual velocidade e mobilidade são imperativos, os motoboys encontraram no celular, mais do que uma ferramenta de comunicação, um instrumento de expressão estética e plataforma capaz de potencializar um outro negócio dentro da sua atividade primária como andarilhos urbanos.

mais do que uma subcultura de grupo, com valorização de atitudes e códigos próprios, uma experiência iniciada em São Paulo vem compondo um dos fenômenos de cybercultura dentro do qual esses trabalhadores têm uma inserção. canal*Motoboy é um coletivo formado por esses profissionais que inserem um conjunto de narrativas no território da expressão artística, geradas a partir das vivências e do olhar de cada um dos integrantes do grupo-rede.

mas do que falam essas pessoas? qual é exatamente a sua perspectiva? no limite, caberia mesmo a pergunta de Eleilson Leite, se existe de fato uma cultura motoboy, no artigo “A revolução cultural dos motoboys”, publicada no Le Monde Diplomatique Brasil.

ao abordar o tema, fugindo dos estereótipos e preconceitos comuns, o autor aponta a dura realidade desse grupo estimado em 300 mil motociclistas, apenas na capital paulistana.

um novo domínio do território
menos importante do que a cultura de grupo, a expressão do conjunto de singularidades por diferentes canais de manifestação estética é o ponto central da questão. essa dinâmica ficou marcada na 1ª Semana de Cultura Motoboy, que teve espaço no Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC), em São Paulo, entre 12 e 17 de maio.

o canal*Motoboy nasceu de uma experiência do artista espanhol Antoni Abad, que passou por São Paulo em 2007 e estimulou a criação de um grupo com 12 motoqueiros para que eles, através de celulares com câmeras integradas, produzissem fotos, vídeos e entrevistas contando o dia-a-dia na capital paulista, relata Eliezer Muniz dos Santos, curador da mostra.

Depoimento gravado com Nokia 6110 Navigator e editado no Windows Movie Maker

o próprio Eliezer conhece de perto a realidade sobre a qual se debruça hoje como pesquisador, mas que experienciou por mais de 15 anos como profissional.

essa apropriação dos motoboys do seu próprio cotidiano, agora deslocado em uma abordagem estética, reflete bem a dinâmica de fluidez contemporânea, em uma dinâmica que o pesquisador da UFBA, André Lemos, analisa no artigo Ciberespaço e Tecnologias Móveis.

Luiz Fernando Santos

1 comentário

Arquivado em Análises, Comportamento

Eae? Para onde vamos com tantos celulares?

Seu celular velho vale ouro

Foto: Richard Barnes
Seu celular velho vale ouro

Já foi dito e re-dito. Não custa repetir. Em um planeta habitado por 6,5 bilhões de pessoas com 3,2 bilhões de celulares, e os números de vendas bombando.
As estatísticas estão aí: no dia 25 de janeiro, saiu a notícia de que mais de 1,1 bilhão de aparelhos foram vendidos ao longo de 2007, registrando um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. O estudo foi realizado pelo instituto de pesquisas Strategy Analytics, que prevê a mesma porcentagem de alta em regiões como África e Oriente Médio.
A finlandesa Nokia continua liderando o mercado com participação de 39%, em suma, 437 milhões de aparelhos vendidos.
A indústria comemora a troca constante de aparelhos a cada seis meses pelo consumidor com poder de compra.
O que fazer com a avalanche de equipamentos antigos, velozmente substituídos por reluzentes objetos de mídia, comunicação e desejo, em que se transformaram esses dispositivos móveis?


Enquanto isso….
Partes dos celulares que serão recicladas
Fotos: Richard Barnes

Teclados e restos de celulares que serão reciclados

Nos EUA, 60% dos aparelhos vendidos substituíram os anteriores em 2006. A CTIA divulgou nota em que de cada cinco cidadãos norte-americanos, quatro têm um celular.
A pergunta que não quer calar…
O que a população que compra novos modelos faz com os antigos? Em 2006, os americanos simplesmente jogaram no lixo 3 milhões de aparelhos eletrônicos. É o conhecido e-waste, traduzindo, desperdício eletrônico, um problema para o bem-estar no hemisfério norte. No sul. No planeta.
Ok, então atenção para o artigo The afterlife of cellphones, publicado, em meados de janeiro na revista do The New York Times, cujas fotos tomo a liberdade de pegar emprestado do fotógrafo Richard Barnes. Há empresas como a belga Umicore, focada em tratamento de materiais, que extrai metais de televisores, computadores e celulares.
O autor do artigo, Jon Mooallem, imaginou, in loco, a TV preto-e-branco de sua mãe, jogada no porão, e o seu primeiro celular azul ardendo no local.
Segundo informações oficiais da empresa, os celulares são valiosíssimos no mercado e-waste, chegando a valer US$ 1por conta dos metais preciosos. Aliás, o executivo da empresa mostrou ao autor um quilograma de ouro “verde”.

Comentários desativados em Eae? Para onde vamos com tantos celulares?

Arquivado em Análises