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Nomadismo em trânsito

Em poucas horas de vôo, rumo a Buenos Aires, observo que Regina, chefe de cabine, não se deu conta  de que dois passageiros de feições orientais são surdo-mudos.

Seriam estrangeiros? Para ela, talvez. Para o mundo, trata-se de uma outra linguagem.

A tentativa de diálogo entre a comissária de bordo e os dois é inexistente. Talvez pelo embrutecimento de seu trabalho, ela não perceba que outra abordagem é necessária para que se estabeleça um diálogo.

Ora ela tenta falar em inglês, ora em português. Ambos idiomas falham. A linguagem é outra. É visível, bastam alguns segundos de observação para entender que a comunicação com essa dupla se dá por sinais.

Regina insiste e lhes pergunta se eles preferem “pasta ou carne”. Eles respondem com as mãos. Ela persiste: “carne ou pasta”? Sem resposta. Mais uma vez, agora em inglês. Não dá certo.

Resultado: os passageiros vêem os pratos e acabam escolhendo. Terminado o embate lingüístico.

Ao longo da viagem, os dois conversam sobre sudoku, um deles traz na mão um livrinho. O outro tem uma câmera digital em mãos e fotografa o tempo todo. Parece mostrar ao amigo as vantagens, os recursos, mudando os efeitos.

Fico imaginando o seguinte cenário: um vôo repleto de surdo-mudos. Seria no mínimo um aprendizado para os comissários e para quem assiste de soslaio.

Na chegada ao aeroporto, ao sair da aeronave, Regina fala com funcionários e diz que os dois não falam língua nenhuma. Como assim, Regina? Um dos funcionários pede, falando, que os passageiros os acompanhem.

Buenos Aires, por quê?

Vim a Buenos Aires a convite da Nokia, que fará lançamentos ao longo do dia de hoje em mobilidade corporativa. Renderá material para a revista que edito, a GSMmania, e para o jornal Economia Interativa, no qual sou colaboradora fixa. E talvez para a revista Windows Vista, dirigida por Heinar Maracy.

Ao vivo

Para acompanhar ao vivo o que acontece neste evento, vou de Twitter. É um convite, leitores. Vamos lá.

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As promessas do iPhone 3G na telefonia móvel

Na sexta-feira, dia 11 de julho, mal as portas foram abertas e lá foram milhres de pessoas em 21 países atrás do objeto de consumo mais falado do últimos tempos: o iPhone 3G.

Setenta e duas horas depois, a Apple comunicava ao mundo que vendera 1 milhão de unidades do iPhone 3G. Os acionistas agradeceram. Pudera, as ações registraram alta de 2 pontos percentuais.

Segundo Steve Jobs, presidente da empresa, a primeira versão desse telefone, lançada em junho de 2007, registrou 270 mil unidades vendidas em dois dias. A marca de 1 milhão do primeiro iPhone foi alcançada em setembro.

Apesar de não suportar mais ouvir e ler sobre esse assunto, tão bombardeado, por ossos do oRifício (como diz uma amiga), entrevistei Luis Minoru Shibata, diretor-executivo da empresa Ipsos, que deu um parecer interessante sobre o impacto do iPhone 3G nas empresas e na sociedade.

Falei também com Henrique Martin, co-autor do blog Zumo, e atual editor do site MacWorld Brasil. Martin participou de um podcast do IDG Now, no qual foi bastante crítico em relação a esse hype. Foi exatamente isso que me chamaou a atenção.

As duas entrevistas fazem parte de uma reportagem que será publicada no jornal Economia Interativa, do qual sou colaboradora semanal.

Afinal, o iPhone 3G é tudo o que dizem? Martin acredita que ele tem recursos atraentes, mas será preciso esperar pela versão 3.0, 4.0 e por aí vai. Alguns itens, que ele faz questão de frisar: até agora a Apple não se deu ao trabalho de colocar uma câmera frontal no iPhone, imprescindível para videochamadas. Mais: ele também não permite filmar. Outro detalhe importante: não permite criar e enviar mensagens muiltimídia, MMS.

E a mídia continua babando, falando das maravilhas desse aparelho. Mesmo os mais experientes, ao citar os números oficiais da Apple, usam aquele velho discurso incorporando as informações, conferindo-lhes ar de verdadeiro. Ao se referirem à concorrência, mudam rapidamente para o velho e bom “diz a empresa que…”, colocando a afirmação na declaração do outro.

Mas um jornalista conhecido nos EUA e no The New York TImes, David Pogue, (versão traduzida pelo Link, do Estadão) parece um dos primeiros a escrever algo mais crítico.

Enquanto isso…

Bom os brasileiros terão de esperar até o final do ano, mas já há quem ofereça iPhone 3G desbloqueado. Alguém aí se candidata a me contar se já pôs as mãos nele?

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