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Google: 11 anos em 133 segundos

Dica do Google Discovery. Produzido pela filial britânica do Google, o clipe narra a história da empresa de forma simpática, pontuando a origem em googol (1 googol = 1,0 × 10100), ou Googol

passando pelo lançamento da página em 1998, à aquisição certeira do YouTube, até chegar a lançamentos ousados, que incluem Google Street View, Android, Chrome e Google Wave.

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Comentários desativados em Google: 11 anos em 133 segundos

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Furo! Última hora! Jornal dá pinta e publica copy & paste da internet

Quando jornalismo copia e cola da web

Quando jornalismo copia e cola da web

A notícia veio do meio mais rápido que, por ora, vingou na rede. O Twitter. Quem começou foi a estudante de jornalismo Luisa Benozzati e coautora do Modifique-se. Dona da conta @lulubass, ela postou ao jornalista Mauricio Stycer, @mauriciostycer, avisando-o.
Stycer, por sua vez, replicou “@mauriciostycerNovidade: quando o jornal faz copy & paste na Internet. (dica da@lulubasshttp://tiny.cc/9DtVR

Não resisti e fiz um link com outro encurtador de URLs, o Hootsuite.com. Creditei as duas fontes de onde saiu a informação e larguei na minha conta do Twitter: “@zilveti Furo! Urgente! Jornal dá na pinta e publica copy & paste da internet. via @mauriciostycer @lulubasshttp://ow.ly/n03d #jornalismo #web“.

O assunto rende, é claro. Afinal, não é o papel impresso que se encarrega de dizer que a internet copia e cola? Nada como um escorregão. Em minutos, havia leitores retuitando o que Stycer e Benozzati haviam escrito. Na minha conta repetiu-se a retuitagem [que, em outras palavras, quer dizer replicar].

Pouco tempo depois, antes de largar a tela do computador e ir pra rua com acesso à web móvel, achei que era necessário repetir mais uma vez: “@zilveti: rtépreciso Furo! Últimas Jornal dá pinta e publica copy & paste da internet. via @mauriciostycer @lulubass http://ow.ly/n5wD #jornalismo“.

As estatísticas do jornalismo copy & paste

As estatísticas do jornalismo copy & paste

Desta vez, não sei se por ser no final da tarde, o link registrou um número de acessos bem maior. Desde que optei pelo Hootsuite, tenho condições de aferir os números de cliques a links, os dez mais, por região etc. etc. Até aí, nenhuma novidade, pois há vários serviços de encurtadores de URLs (os endereços de uma página ou domínio) que oferecem esses recursos.

Noves fora, a URL http://ow.ly/n5wD registrou em menos de 24 horas 985 cliques, segundo o Hootsuite. Foi a vingança da blogosfera, dos internautas, do mundo de zeros e uns? Não sei ao certo o que motivou tanta gente a replicar o twitter.

De uma coisa todos podem ter certeza. O papel jornal aceita tudo. Até quando um redator comete um equívoco e, literalmente, copia e cola a informação da não tão assim efêmera web, deixando provas.

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Nokia: música de graça, ou quase

A loja iTunes da Apple domina praticamente metade das vendas de música online  em todo o mundo. E onde entra a Nokia nisso tudo? Ela anunciou no dia 2 de outubro, durante evento em Londres, que vai oferecer um serviço de música. Trata-se do “Comes with music”, em tradução literal, “Já vem com música”.
Até aí, nenhuma novidade retumbante, uma vez que a Sony Ericsson lançou recentemente o PlayNow Uncut, que antes tinha o apelido de M-Buzz, uma extensão do serviço PlayNow, e a LG planeja algo similar.
Nada retumbante? Ledo engano: o produto da empresa finlandesa se diferencia dos demais porque os usuários podem ficar com todo o conteúdo baixado no período da assinatura, que deve variar de 12 a 18 meses. Traduzindo: não há ônus algum para baixar as músicas, pois o custo está embutido no preço do telefone.
E o que os especialistas têm a dizer sobre isso? O serviço da Nokia vai trazer música gratuita a milhões de consumidores, mudando o cenário da indústria fonográfica. O lançamento de celulares com acesso ilimitado a download de canções pode trazer uma mudança radical no consumo de música digital.
E não é só isso. A Nokia conhece muito bem o impacto das vendas do iPhone no mercado. Não é à toa que, desde o ano passado, a empresa promoveu uma reviravolta em seu modelo de negócios, tendo como alvo principal serviços na web para combater o lento crescimento em vendas de celulares.
E, de quebra, também saiu do forno no mesmo dia o 5800 XpressMusic, um celular com tela sensível ao toque, que deverá ser vendido em meados deste mês na Grã-Bretanha, o terceiro maior mercado música online.
Esse modelo era esperadíssimo. Era a única pegunta que importava em qualquer entrevista onde estivesse um porta-voz da Nokia. Motivo óbvio: a empresa nunca havia oferecido ao consumidor um aparelho com tela sensível ao toque nesses moldes.
O que interessa aqui não é necessariamente se o aparelho é uma cópia ou se faz jus ao iPhone. A Nokia está de olho é em aparelhos que façam o consumidor ir atrás de conteúdo oferecido por ela.  Não é à toa que já comprou outras empresas com serviços para acessar a web pelo telefone, entre eles o OVI e o Mosh.

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A internet móvel da “thumb generation”

Em tradução literal, “thumb generation” ficaria “geração do polegar” ou “geração do dedo polegar”. Não combina. Mesmo. Em francês, ficou “génération pouce”. Em português, talvez a melhor opção seja “geração SMS”, em alusão às mensagens curtas de texto, criadas no celular. Alguém sugere algo melhor?

A faixa etária dessa geração está entre os 13 e 30 anos, que lá fora, bem entendido, não está nem aí para o preço dos serviços de telefonia móvel. O uso da internet no celular faz parte do seu cotidiano. Quem constata é Mei Wen Chou, da Brunel University, na Grã-Bretanha.

Já mandei e-mail solicitando entrevista à pesquisadora, que fez parte de um estudo que deverá ser publicado no International Journal of Technology.

Os pesquisadores haviam constatado que a internet já tinha modificado o uso no trabalho e no lazer dessa geração, mas faltava levantar dados e analisar o perfil desse público e seu uso da rede mundial em celulares.  Entre as observações dos estudiosos ficou claro que a navegação pela internet se dá com mais freqüência no celular do que no computador, seja ele de mesa ou portátil.

Em breve, outro texto com os resultados da entrevista, com direito à podcast da gravação.

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Provocação: redes sociais devem ser regulamentadas?

Os britânicos dizem que sim. A União Européia está considerando. E os Estados Unidos? Um estudo realizado na Grã-Bretanha revelou que a maioria tem um forte desejo pela regulamentalção de redes sociais, como MySpace e Facebook. Nove entre dez entrevistados disseram que deveria haver uma regulamentação mais rígida. Quer conferir? Em inglês, deu no The Guardian.

Mais: 89% disseram que deveia haver um conjunto de regras para ajudar a evitar o uso indevido de informações pessoais.

A pesquisa foi realizada pelo PCC (qualquer semelhança é mera coincidência). O Press Complaints Comission é um órgão britânico regulador da mídia, com representantes das principais publicações.

Com a ampliação do seu papel, o PCC monitora agora internet e conteúdo de vídeo produzido por jornais.

Eis a questão – Uma das preocupações é: meter ou não o bedelho com regulamentações nas redes sociais.

As inscrições estão abertas. Como se diz por aí: bora discutir.

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Estatísticas de terças

Wireless Intelligence Database

Um pouco de cifras para os que vivem a contar números – É sempre bom relembrar: o planeta é habitado por 6,5 bilhões de pessoas e há 3,3 bilhões de linhas de celulares.

Quer mais estatísticas? Aí vão: o Instituto Wireless Intelligence divulgou recentemente que a marca de um primeiro bilhão de celulares vendidos em todo o mundo levou 20 anos para ser atingida, precisamente em 2002.

O segundo bilhão de aparelhos despejados no mercado aconteceu em quatro anos, e o terceiro bilhão foi amealhado em dois anos pela população mundial.

ITU Corporate Annual Report 2007

Uma comparação para dar uma dimensão ao leitor: o planeta levou 125 anos para somar um bilhão de linhas fixas. Esse dado é da International Telecommunication Union, que oferece ao interessado o ITU Corporate Annual Report 2007, recheado de cifras.

Se até a metade de 2007 o planeta já atingira a cifra de 3 bilhões de linhas, vale também destacar que o número de usuários de internet no mundo todo alcançou 1,2 bilhão no final de 2006, com 280 milhões de assinantes mundiais de banda larga. Desse total, 70% está localizado em países com PIB decente.

A ITU também revela que no final de 2006, 68% dos assinantes de telefonia móvel eram de países emergentes. Isso talvez explique porque os governos em países na África e na Ásia começam a deixar de lado os investimentos na construção de redes de telefonia fixa, incentivando o surgimento de novas torres.

A infra-estrutura para a construção de uma rede de telefonia móvel parece bem mais atraente do ponto de vista econômico: é cara a construção assim como a manutenção rede de telefones fixos, além de exigir um endereço do assinante e uma taxa mensal pela linha.

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O paradeiro da moeda da menina-cofrinho

Quem tem mais de 25 anos pertence à geração do cofrinho de porcelana. Aquele porquinho cor-de-rosa, no qual eram depositadas moedas e quando já não cabia mais nada, a única solução era quebrá-lo para poder  contar o saldo e correr para comprar alguma guloseima. Dava pena vê-lo espatifar-se, mas…

Nos tempos de hoje, os cofrinhos oferecidos como mimos pelos bancos são de plástico, com uma tampa removível, localizada na parte de baixo, e mais lembram um brinquedo. Nada frágeis. Duráveis até.

Bingo: minha filha caçula de 6 anos ganhou um de um banco, que distribuiu dezenas de seus semelhantes na Campus Party com aparência de monstrinho. Verde, simpático. Ela colocou suas moedas e em poucos minutos descobriu que podia abri-lo. Em 30 minutos, a tampa escafedeu-se pelo quarto, resvalando no buraco negro da caixa de brinquedos.

Qual é a graça então? Não há aquela ansiedade de ficar contando os dias, na verdade meses, até esperar o recipiente ficar abarrotado. Hoje você abre o seu cofrinho pelos fundos, e lá estão as moedas. A brincadeira de acumular perde o seu valor.

E na era do cartão de plástico, então! Os adolescentes já ganham suas contas bancárias com cartão de débito, de crédito, e aquele jogo de contar e restar vai para o espaço. Literalmente. Porque o mundo digital tem outra dinâmica. Você entra na internet, confere seu saldo, se tiver crédito especial, consulta a taxa de juros, se precisar, entra no vermelho. Se não quiser se ferrar, pede para que seu pai transfira uma grana para sua conta e acabaram os seus problemas. Aparentemente. Em alguns casos, os progenitores mantêm esse suporte para a vida toda. Afinal, basta digitar os números da sua agência e conta corrente e passar digitalmente o dim-dim para o pimpolho.

E a menina-cofrinho? Para quem acompanhou a história da menina-cofrinho, uma boa notícia: a moeda saiu pelos fundos. Já era esperado. Os médicos do Hospital Universitário previram que poderia levar até uma semana. Dito e feito, ela desceu na sexta-feira. Nesse dia chegou-se também à conclusão óbvia de que moedas não costumam passar pelo vaso sanitário. O metal é pesado. E, pasmem, era uma modeda de 50 centavos, a versão mais gordinha.

Relógio de pulso? – Nos dias de hoje, algum de vocês já se deu ao trabalho de observar se crianças de 11 anos usam relógio de pulso? Que nada, isso é do século passado. Para quê? Hoje a maioria da molecada checa, na tela do celular, o horário das aulas, principalmente quando faltam minutos intermináveis para bater o sinal.

Mobile learning Na sexta-feira, dia 11, entrevistei Dean Shareski, um consultor em educação no Canadá. A transmissão foi ao vivo pela na web-rádio do Centro Cultural Bradesco. Ele relatou sua experiência em um colégio no Canadá, onde os alunos do 9º ano usaram celulares em sala de aula como uma ferramenta para atividades de literatura. Aí vai um trecho da entrevista, em podcast. Interview with Dean Shareski, an educational consultant from Canada.

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