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O lugar do privado no espaço público

Cabine pública para ligações de celular em Copenhagen

Cabine pública para atender celulares em Copenhagen – foto do blog Future Perfect

Cabine para falar pelo telefone celular em locais públicos em hospital de Tóquio

Cabines públicas para atender celulares em hospital de Tóquio – foto do blog Future Perfect

As duas imagens foram registradas no blog Future Perfect do antropólogo Jan Chipchase, um andarilho e pesquisador que esquadrinha centenas de cidades pelo mundo para saber como os habitantes interagem com celulares em seu dia-a-dia.

As fotos pedem uma reflexão: o lugar do celular no espaço público.

No lounge (sala de espera) da SAS no aeroporto de Copenhagen, uma cabine com design moderno pede aos usuários de celulares para que falem suavemente no local ou, então, se dirijam ao interior do espaço.

No hospital de Ochanomizu, em Tóquio, o uso do telefone móvel é restrito a cabines de telefones públicos. Confinado a um espaço envidraçado, o dono do celular talvez possa falar no tom de voz que lhe for conveniente.

Pergunto: o celular não foi concebido para ser usado em qualquer lugar? Essas cabines exercem o papel de um espaço privado? Algumas têm cadeiras, outras ajudam o usuário com um bloco para eventuais anotações.

Em uma sociedade contemporânea na qual o espaço público equivale ao espaço da liberdade do indivíduo, as cabines telefônicas voltam a colocar fronteiras entre o privado e o público, algo que as tecnologias nômades vêm tornando indistinto.

Jan Chipchase acrescenta ainda que a cabine no espaço da SAS tem dois papéis: “O mais óbvio, um espaço dedicado em que viajantes podem bater papo; o outro é u ma forma sutil e criativa de lembrar os usuários das normas sociais do espaço”.

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Celular compartilhado na Índia e na África

Phone Use Shared Essay

O antropólogo Jan Chipchase sabe o que diz. Em suas andanças por arrabaldes, esquadrinhando cidades em todo o mundo, ele conclui que o crescimento da indústria da telecomunicação acontece hoje em mercados emergentes. Verificou in loco que para os novos consumidores da Índia e países da África, a primeira experiência do celular é de uso compartilhado. Em seu blog, leia o artigo “Shared phone use”, que analisa o compartilhamento nessas regiões, nas quais o termo compartilhar significa emprestar e pedir emprestado, diferentemente do sentido de compartilhar para mostrar as fotos da última viagem. O que acontece quando as pessoas dividem um objeto que foi concebido uso pessoal, questiona Chipchase. A pergunta que paira no ar é: se o telefone móvel foi feito para utilização individual e é compartilhado, ele deveria ser redesenhado?

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