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Quem se habilita? Qual será o 1º portal de notícias a permitir envio de vídeos?

Aqui em terra brasilis, temos o hábito de digerir para depois nos apropriarmos de uma ideia. O que não quer dizer que não tenhamos tutano para ser criativos. Ok, faz parte. Claro que todos já devem ter pensado no assunto, mas algum portal de mídia já colocou a ideia em prática? Em suma, o Huffington Post –com mais de 8 milhões de visitas mensais, segundo o instituto Nielsen—  criou o projeto New York subway Performers Project: Help Capture and Map the City’s Street Talent, pedindo a seus leitores que enviem vídeos de street art para mapear talentos.

Na era de videofones e câmeras fotográficas que filmam, leitores aproveitam o espaço e ganham milhares ou milhões de cliques. A conferir.

ENQUANTO ISSOUOL, Terra, Folha Online, Estadão, R7, G1 etc. etc. ou andam comendo mosca ou em breve criam os seus chamados “jornalismo cidadão” ou videorrepórter ou o nome marqueteiro que for mais conveniente.

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Redes sociais x jornalismo ou redes + jornalismo?

A convite dos professores Squirra e Fabio Josgrilberg, ontem fiz a palestra “Twitter: jornalismo em xeque? Redes sociais alteram rumos de apuração e publicação da notícia“. Na sala, decidi subverter a ordem e comecei por questionar os cerca de 20 alunos sobre o papel das redes sociais, lembrando que as redes na web nada mais são do que uma extensão das nossas redes cotidianas.

A palestra foi gravada e estará disponível no site do programa de pós-graduação em comunicação da Universidade Metodista. Assim que o link for enviado, publico um adenddus.

Por ora, feel yourself comfortable para baixar o arquivo em ppt, visitar o blog do pesquisador Josgrilberg e segui-lo no Twitter. O professor e pesquisador Sebastião Squirra também está no Twitter. Aliás, está inscrito em todas as redes sociais.

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Parem as máquinas – twitaram a notícia

Stop the presses - the death of the newspaper industry

Stop the presses - the death of the newspaper industry

Li no Facebook da Luciana Moherdaui, que retuitara o filósofo e pesquisador  Pierre Levy. É indiscutível. Aliás, ouve-se falar que a mídia impressa estava com os dias contados desde priscas eras, quase pré-internet. Um dos autores dessa máxima era Bill Gates, o fundador da Microsoft, que vaticinara em seu livro A Estada do Futuro (1995; Companhia das Letras), que em 2000 não haveria mais bancas para vender publicações em papel.
Ao passear por bancas, vê-se exatamente o contrário, no Brasil, nos EUA ou em alguns dos países da Europa. Essas publicações dependem diretamente de anunciantes que ainda querem ver seus produtos repercutidos pela mídia. Pagam páginas de anúncios, cobrados a peso de ouro pelas agências que os produzem, os jornalistas experimentam os produtos (vale desde computador e celular, passando por cosméticos e automóveis, a filosofia e literatura) e o balizam. Pronto, a publicação chega às bancas ou é entregue na portaria do leitor. Será ainda jornalismo? Dizem por aí que é o tal do jornalismo de serviço. Mas pode também ser uma mídia de relacionamento: traduzindo, o anunciante compra a publicação para falar com o seu leitor.

Só quero destacar que acredito piamente que a geração de 20 anos já não consome informação pelo papel. Não lê o jornal que os pais recebem em casa. Tudo chega pela tela do computador ou pela telinha do celular. Pergunte a um garoto classe média, que estuda cinema na Faap ou história na PUC ou engenharia na Poli ou Comunicação na ECO – UFRJ ou em algum outro canto destas plagas. No máximo, você vai encontrar algum que lê jornal gratuito distribuído em semáforos ou entradas de estações de metrô. Por sinal, eles vivem fechando redações na Europa. O Metro foi um deles que encerrou suas atividades na Espanha.

O lugar do papel na história pode estar a caminho do museu, tal qual o pergaminho. As evidências de que o papel está em crise devem ser conferidas em The Death of Newspaper. As fontes, pelo menos, são críveis: Bloomberg e da NAA (Newspaper Association of America).

As empresas de comunicação estão de olho na web há um bom tempo. Recentemente Silvio Genesini largou a presidência da Oracle para ocupar o cargo de CEO no grupo Estado. Seu discurso é todo permeado na aposta na transição para o meio digital.

DE OLHO NA PLATAFORMA DIGITAL – No PropMark, o jornalista Paulo Macedo escreveu: “Contemplar o digital não significa que o papel está por um fio, nem que a internet será igual no futuro como se conhece hoje”.  Para o presidente do Grupo Estado, a interatividade é imprescindível.

RESTA SABER – se as redes sociais vão engolir de vez o atual conceito dos portais de notícias. Essa é a aposta de Luciana Moherdaui, jornalista e doutoranda pela PUC-SP, autora do blog Contra a Clicagem Burra.

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Furo! Última hora! Jornal dá pinta e publica copy & paste da internet

Quando jornalismo copia e cola da web

Quando jornalismo copia e cola da web

A notícia veio do meio mais rápido que, por ora, vingou na rede. O Twitter. Quem começou foi a estudante de jornalismo Luisa Benozzati e coautora do Modifique-se. Dona da conta @lulubass, ela postou ao jornalista Mauricio Stycer, @mauriciostycer, avisando-o.
Stycer, por sua vez, replicou “@mauriciostycerNovidade: quando o jornal faz copy & paste na Internet. (dica da@lulubasshttp://tiny.cc/9DtVR

Não resisti e fiz um link com outro encurtador de URLs, o Hootsuite.com. Creditei as duas fontes de onde saiu a informação e larguei na minha conta do Twitter: “@zilveti Furo! Urgente! Jornal dá na pinta e publica copy & paste da internet. via @mauriciostycer @lulubasshttp://ow.ly/n03d #jornalismo #web“.

O assunto rende, é claro. Afinal, não é o papel impresso que se encarrega de dizer que a internet copia e cola? Nada como um escorregão. Em minutos, havia leitores retuitando o que Stycer e Benozzati haviam escrito. Na minha conta repetiu-se a retuitagem [que, em outras palavras, quer dizer replicar].

Pouco tempo depois, antes de largar a tela do computador e ir pra rua com acesso à web móvel, achei que era necessário repetir mais uma vez: “@zilveti: rtépreciso Furo! Últimas Jornal dá pinta e publica copy & paste da internet. via @mauriciostycer @lulubass http://ow.ly/n5wD #jornalismo“.

As estatísticas do jornalismo copy & paste

As estatísticas do jornalismo copy & paste

Desta vez, não sei se por ser no final da tarde, o link registrou um número de acessos bem maior. Desde que optei pelo Hootsuite, tenho condições de aferir os números de cliques a links, os dez mais, por região etc. etc. Até aí, nenhuma novidade, pois há vários serviços de encurtadores de URLs (os endereços de uma página ou domínio) que oferecem esses recursos.

Noves fora, a URL http://ow.ly/n5wD registrou em menos de 24 horas 985 cliques, segundo o Hootsuite. Foi a vingança da blogosfera, dos internautas, do mundo de zeros e uns? Não sei ao certo o que motivou tanta gente a replicar o twitter.

De uma coisa todos podem ter certeza. O papel jornal aceita tudo. Até quando um redator comete um equívoco e, literalmente, copia e cola a informação da não tão assim efêmera web, deixando provas.

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