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Celular = giz = lápis = a qualquer ferramenta?

Ok, o celular é uma ferramenta. O computador também. A chave de fenda, idem. Assim como o lápis, o giz e a lousa.
Educadores têm se perguntado se o celular não é apenas mais uma ferramenta para o ensino.
Afinal, o que importa é apenas o conteúdo, além da didática do professor?
Concordo em parte.
Os bilhetinhos trocados em papeizinhos por alunos em sala não têm de longe a dimensão de um filmete gravado enquanto o professor comanda sua aula. Em questão de minutos, o conteúdo sobe ao YouTube. Em questão de horas, dependendo da mensagem, ela se espalha e vai parar nas mídias. Impressa, televisiva, eletrônica.
O que prova que o celular invade o espaço antes restrito ao comando do professor, criando um paradoxo entre o público e o privado.

Learning Sciences Research Institute

Para discutir esse tema polêmico, fui atrás de Mike Sharples, um dos maiores especialistas em mobile learning. O professor Sharples dirige o Learning Sciences Research Institute da University of Nottingham e tem um currículo extenso nessa área.

Suas pesquisas incluem design de novas tecnologias para o aprendizado e, entre os trabalhos concluídos, merecem destaque A Theory of Learning for the Mobile Age, em parceria com Josie Taylor e Giasemi Vavoula, e o Handheld Learning Resourse, um projeto com a Kodak e a BT para desenvolver tecnologias móveis para o aprendizado.
Um dos resultados de suas pesquisas é o My Art Space, um serviço interativo, que permite que visitantes de museus e galerias coletem informações das expocições com seus celulares.
A entrevista com Mike Sharples foi gravada pelo Skype e será editada, com direito à tradução, para virar podcast no VoIT, dirigido pelo jornalista Orlando Guido, que, gentilmente, me convidou para um trabalho em parceria.
Ouça aqui a íntegra da entrevista.

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Celular em sala de aula? Sim. Eae?

Geração Móvel

Hoje, às 19h, a professora Adelina Moura, fala ao vivo diretamente de Braga (Portugal). A entrevista poderá ser ouvida pela web-rádio do Centro Cultural Bradesco, que mantém um auditório virtual no Second Life.

Para quem não quer entrar no Second Life, ouça pela web-rádio e participe, fazendo perguntas pelo programa Skype . Nesse caso, basta me adicionar na sua lista de Contatos (login: zilveti).

Adelina Moura é professora do Ensino Secundário (o equivalente ao Ensino Médio no Brasil) de Língua Portugesa e Francês na Escola Secundária Carlos Amarante-Braga e dirige o Geração Móvel.

Nas salas onde a professora leciona, os telemóveis e reprodutores de música, os MP3-players, são bem-vindos. O lema de Adelina é: “Se não podes combatê-los, junta-te a eles”. Ela sabe que, mesmo proibindo o celular em sala de aula, é praticamente impossível impedir seu uso. “Por essa razão, tento tirar partido dele”, diz.

A educadora propõe atividades com o celular, grava trechos de leituras e os transforma em podcasts, criando, dessa forma, conteúdo educativo. Em inglês, o celular como ferramenta na educação recebe o nome de mobile-learning ou m-learning.

Uma das feras de mobile learning é Mark Sharples, diretor do Learning Sciences Research Institute, da University of Nottingham. Ele também aceitou dar entrevista ao Nomadismo Celular. Hoje o professor e diretor está na Jordânia e deve gravar ao vivo no dia 1º de maio.

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Mobile learning / m-learning: o celular na educação

Educadores de olho em novas ferramentas de aprendizado. Em Portugal. No Canadá, na África do Sul e Grã-Bretanha.

Adelina Moura é professora do Ensino Secundário (o equivalente ao Ensino Médio no Brasil) em Braga, a 45 km da cidade do Porto, onde aconteceu em março um incidente em sala de aula, divulgado à exaustão na mídia local e no YouTube, que merece reflexão.

Ela será a entrevistada na sexta-feira, dia 18, às 19h, web-rádio do Centro Cultural Bradesco. Adelina vai relatar sua experiência em sala de aula com a geração que vive com um “telemóvel”, como se diz em Portugal, grudado no corpo. Ela é autora do Geração Móvel. Em uma época em que esse aparelho transformou-se na identidade do indivíduo, a professora prepara seu doutorado, refletindo e questionando os usos e como construiur mais ferramentas para a educação.

Já pedi entrevista ao premiado Kumaras Pillay, professor que implementou uma dinâmica bastante interessante na África do Sul nas disciplinas de ciências e matemática. Aguardo resposta, pois será muito interessante ouvir esse educador que dá aulas em um país que aposta hoje em tecnologia móvel por um motivo bastante óbvio: o investimento na infra-estrutura para oferecer celulares é bem mais em conta do que a telefonia fixa, uma vez que não é preciso cabear o país. Em vez da fibra óptica entra a torre de transmissão.

Também já pedi entrevista a dois especializados em mobile-learning. Minha idéia é conversar ao vivo com o professor e diretor Mike Sharples do Learning Sciences Research Institute na Universidade de Nottingham.

Consegui ainda contato, via Skype, com Mark A. Kramer, pesquisador e doutorando no Centro de Estudos Avançados e Pesquisa em Comunicação da Informação & Sociedade na Universidade de Salzburg, que já respondeu de seu celular que topa falar na próxima semana.

Na sexta-feira passada, dia 11, entrevistei o consultor em educação Dean Shareski, autor do Ideas & Thoughts, que narrou a adoção do celular em sala de aula em uma escola pública no Canadá.

Estréia em portal de podcast – Além de poder ouvir as entrevistas ao vivo na na web-rádio do CCB, em breve este blog fará parte do VoIT, um portal de podcasts de tecnologia e negócios, política, cultura. Dirigido pelo jornalista Guido Orlando Jr., esse portal é parceiro do UOL em conteúdo, com visitas únicas medidas em centenas de milhares.

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