Arquivo da tag: mobilidade

2010 com mobilidade by James Théophane Jnr

A agência de publicidade online LBI encomendou, e James Théophane Jr, ou simplesmente Theo, tocou o projeto com sua equipe A história, com direito a making ofs está aqui. Imagino que o povo da HTC e do Windows Phone, leia-se Microsoft, tenham colaborado bastante com o projeto.

mobile mobile é uma árvore de natal singular, e você pode dedilhar a partir do seu teclado a melodia que lhe der na telha. Se não dá pra ir ao vivo, por que não pular a fila diante da sua tela? xmas.lbi.co.uk. A dica veio do professor André Lemos via Twitter ou Facebook, já não me lembro exatamente em que emaranhado dessa quântica rede li.

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Números da Anatel: 168 milhões de celulares no Brasil

© Motulz

Estatísticas para quem precisa.

O órgão soltou na sexta-feira, dia 20, via assessoria de imprensa a seguinte cifra: o Brasil conta com 168 milhões de linhas de telefonia móvel. É um número assombroso, mas há de se tomar cuidado. Motivo. Menos de 18% corresponde a linhas pós-pagas. Precisamente:  17,73% ou 29.795.754.

Os conhecidos pais-de-santo, que recebem ligações, oficialmente os pré-pagos, equivalem a 82,27% ou 138.241.276.

Dá para entender por que as operadoras querem a todo custo disputar essa legião de quase 30 milhões de clientes? São eles que pagam uma taxa fixa mensalmente por pelo menos um ano. Não é uma cifra pra jogar fora.

A agência revela que o crescimento em outubro foi de 1,15%, e a densidade corresponde a 87,6 linhas por 100 habitantes. Em suma, a teledensidade.

Do site da Agência Nacional de Telecomunicações, eis a reprodução da tabela dos estados que registraram maior crescimento.

UF (Teledensidade) Crescimento em outubro (%) UF (Teledensidade) Crescimento de janeiro a outubro (%)
Maranhão (42,52) 1,89 Tocantins (73,73) 23,17
Piauí (55,03) 1,57 Amapá (78,81) 23,05
São Paulo (104,37) 1,53 Rondônia (84,51) 20,56
Paraíba (67,67) 1,41 Maranhão (42,52) 20,30
Minas Gerais (86,97) 1,39 Roraima (69,8) 18,12

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Banda larga para todos

Quênia: educação à distância para 850 alunos © www.safaricom.co.ke

Quênia: educação à distância para 850 alunos © http://www.safaricom.co.ke

Por Luiz Fernando Santos

3G é a nova fronteira de democratização da informação no mundo

Tão importante quanto a saúde ou a educação, o acesso à banda larga será decisivo para participação e desenvolvimento de cada indivíduo nas sociedades do século 21. Mais ainda. Em países como o Brasil, a banda larga móvel deverá ser o principal meio pelo qual a população terá acesso à rede mundial de computadores. Essa estimativa é de Ricardo Tavares, executivo da GSM Association, entidade global que representa mais de 750 operadoras móveis GSM em 218 países e territórios.

Vice-presidente para políticas públicas e regulação de mercados emergentes, Tavares possui uma visão privilegiada do fenômeno de acesso à web via celular, tanto para voz quanto para dados, em todos os países em desenvolvimento. Afinal, apenas os membros da associação representam mais de 3 bilhões de conexões GSM e 3GSM – algo da ordem de 86% das ligações de telefonia móvel em todo o mundo.

No caso brasileiro, Tavares considera que o 3G já é um sucesso. De novembro de 2007 a novembro de 2008, a base instalada atingiu 500 mil usuários de 3G/HSPA, que ao todo concentrava até o final do ano passado mais de 2 milhões de usuários.
“O HSPA que é hoje a principal tecnologia 3G no mundo e vai continuar evoluindo para permitir velocidades de até 50 Mbps (Megabits por segundo).” Ao mesmo tempo, Tavares alerta que existe um grande desafio para as operadoras. Ele observa que a demanda está acima do que inicialmente as empresas previam, por conta do fenômeno da demanda reprimida por banda larga.
“Essa demanda reprimida é muito parecida quando a telefonia celular chegou ao país e criou um mercado de massa de acesso a voz. Agora existe uma demanda reprimida por banda larga que é muito alta.”

Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase
Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase

www.janchipchase.com/blog/archives/uganda/kampala/

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares, é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.

Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.

“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”

BOA INICIATIVA  – Tavares elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”

Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.
Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.
“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”
BOA INICIATIVA
Ele elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”
Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

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Alô! Barcelona?

GSM World CongressMobile World Congress

Mobile World CongressEntre os dias 11 e 14 de fevereiro alguns dos mais importantes integrantes do segmento de telefonia móvel estarão reunidos em Barcelona no Mobile World Congress. O evento é uma iniciativa da GSM Association, entidade fundada em 1987, que reúne mais de 690 operadoras de celular de mais de 214 países ao redor do mundo. Também apóia a entidade um grupo estimado em 180 fabricantes e fornecedores. Uma boa medida da representatividade dessa associação está no fato de que seus integrantes provêm serviços para mais de 2 bilhões de assinantes, representando 82% dos usuários de telefonia móvel no mundo. Boa parte do foco da organização da entidade está voltada  para  o desenvolvimento de serviços e mercados emergentes. Ou seja, todo o vasto espectro de aplicações em um ambiente de convergência digital envolvendo voz, tráfego de dados e conteúdo multimídia. 

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Celular compartilhado na Índia e na África

Phone Use Shared Essay

O antropólogo Jan Chipchase sabe o que diz. Em suas andanças por arrabaldes, esquadrinhando cidades em todo o mundo, ele conclui que o crescimento da indústria da telecomunicação acontece hoje em mercados emergentes. Verificou in loco que para os novos consumidores da Índia e países da África, a primeira experiência do celular é de uso compartilhado. Em seu blog, leia o artigo “Shared phone use”, que analisa o compartilhamento nessas regiões, nas quais o termo compartilhar significa emprestar e pedir emprestado, diferentemente do sentido de compartilhar para mostrar as fotos da última viagem. O que acontece quando as pessoas dividem um objeto que foi concebido uso pessoal, questiona Chipchase. A pergunta que paira no ar é: se o telefone móvel foi feito para utilização individual e é compartilhado, ele deveria ser redesenhado?

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Menor aldeia do mundo tem celular

Não dá mesmo para duvidar de que os tentáculos da tecnologia se espalham hoje por todos os cantos do planeta. A agência Chinanews registrou que desde dezembro a menor localidade da China, uma aldeia com 27 habitantes na cadeia de montanhas do Himalaia, tem agora telefonia móvel.
A aldeia de Yumai, na província de Lhunze, no Tibete, conta com apenas sete casas, que costumam ficar isoladas do resto do mundo com as nevascas de inverno. O serviço oferecido à minúscula comunidade pertence à China Mobile, empresa de telefonia com 300 milhões de usuários.

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