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Celulares em números

Vamos ver se as contas fecham.
Segundo dados da Anatel de junho, o Brasil tem 133,2 milhões de linhas de celulares ativas. Desse total, pouco mais de 80% são de linhas pré-pagas.

O que sobra então para as operadoras trabalharem, já que os mais de 100 milhões de usuários praticamente não usam o celular para fazer ligações? É o famoso celular pai-de-santo, só recebe. Eparrei.

Pelos cálculos, restam quase 20%, ou 26,6 milhões de telefones pós-pagos. Mais: desse total, apenas 3% acessam a web, recalculando, são 798 mil usuários que utilizam seus telefones para acessar a web, enviar e-mail, subir fotos, entre outras funções.

Romina Aducci, diretora de telecomunicações do IDC para a América Latina, revelou dados interessantes durante o eveno da Nokia. A eles: em 2007, o instituto de pesquisas levantou que a América Latina tem 353 milhões de linhas de telefonia celular. Desse total, 61 milhões são telefones para uso corporativo.

Outras estatísticas que interessam à indústria de telefonia móvel: em 2007, havia 1 milhão de e-mails corporativos.

A Nokia divulga que de acordo com o Gartner e o IDC, em 2007 havia 750 milhões de caixas de correio corporativo em todo o mundo. Desse total, 30 milhões correspondem a contas corporativas móveis. As previsões apontam que em 2011 haverá 80 milhões de contas corporativas móveis.

Aí sim dá para entender por que a indústria aposta em celulares voltados para negócios. O lançamento de dois aparelhos, o E66 e o E71, é uma aposta na continuidade desse modelo. A briga é feia, pois nessa seara estão a RIM, dona do BlackBerry, que domina esse mercado, HTC, a Nokia, a Motorola, a Samsung, a Sony Ericsson e a LG. E há uma última copanhia que decidiu subir no ringue: a Apple, com o iPhone 3G.

Resta saber se os CIOs, os chefes de departamento de tecnologia, responsáveis pela decisão de compras de celulares corporativos, vão querer abrir mão do consolidado BlackBerry, que já tem versão slim, magrinha e com design mais atraente.

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as estatísticas no planeta celular

Para os que acreditam em números, vamos lá: não foi Steve Jobs que começou a semana passada anunciando ao mundo que espera vender 10 milhões de iPhone 3G até o final do ano? O presidente da Apple também afirmou que em 365 dias despejou 6 milhões de iPhone nas mãos do consumidor desde junho passado.

E as cifras de celulares vendidos em todo o planeta, como ficam? O que o Gartner diz é o seguinte: as vendas mundiais de telefones móveis, ou telemóveis, como são simpaticamente conhecidos em Portugal, registraram aumento de 13,6% no primeiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007.

Traduzindo: foram vendidos no mundo todo 294,3 milhões de unidades nos primeiros três meses. Apesar do aumento, o Leste europeu teve uma queda de 16,4% no trimestre, comparando com os primeiros três meses de 2007.

O que dizem os especialistas do instituto: as vendas em mercados emergentes continuam crescendo, enquanto mercados mais maduros sentem a pressão de um ambiente econômico incerto.

E os fabricantes? – A Nokia, a finlandesa líder mundial, registrou 115,2 milhões de aparelhos vendidos nesse período, apesar de ter sofrido queda de 39,1%. Segundo análises do instituto, a empresa conseguiu manter-se na liderança por conta de um grande portfólio, com altos índices de venda em mercados emergentes. Esses especialistas são implacáveis com a companhia: para que a Nokia fique à frente, será necessário integrar novas tecnologias nos aparelhos e melhorar dos quesitos esign e uso.

A Samsung, por sua vez, alcançou a marca de 42,4 milhões de celulares vendidos, garantindo o segundo posto no ranking. Mais: ela aumentou a distância da terceira colocada, a Motorola. Resultado: obteve um ganho de market share de 14,4%. Motivo, segundo os analistas do Gartner: a empresa está reagindo rapidamente aos celulares com tela sensível ao toque, os “touch-screen”.

A Motorola continua com o mesmo problema de 2007. As vendas caíram para 29,9 milhões de unidades. Será que a explicação é assim tão simplista: o fabricante norte-americano não conseguiu enocntrar o sucessor para o popular RaZr, mesmo lançando modelos e mais modelos em seu portfólio?

Murmura-se pelos bastidores que dificilmente a Motorola consegue se alinhar com a concorrência neste ano. Noves fora,  seu posto de terceiro lugar está sendo seriamente ameaçado pela coreana LG, a quarta colocada na contínua corrida dos fabricantes.

A LG, por sinal, teve um início glamuroso no trimestre, alcançando a marca de 23,6 milhões de unidades despejadas nas prateleiras das lojas em todo o mundo. E papou 8% a mais da fatia do bolo.

A coreana é guerreira nessa arena. Ultrapassou a Sony Ericsson e capitalizou a atenção do mercado com o anúncio de modelos com telas sensíveis ao toque desde o anúncio do iPhone em junho de 2007.

Os analistas do Gartner vaticinam: mesmo com o apelo popular de modelos, entre eles o LG Prada e a linha Shine, a empresa precisa lançar um portfólio de smartphones mais poderoso, uma vez que o consumidor e operadoras de telefonia móvel já começaram a enfatizar seus desejos nesse segmento.

Outra que teve um início de ano complicado foi a Sony Ericsson. Suas vendas chegaram a 22,1 milhões, marca insuficiente para continuar no quarto lugar no ranking mundial. Segundo divulgou o Gartner, a empresa atribui esse resultado a dificuldades no mercado do Leste europeu. Para o segundo semestre, ela vem de forma agressiva abrindo seu potfólio com uma safra de aparelhos para consumidores de segmento médio. Dessa forma, a Sony Ericsson estará em boa posição para recuperar seu quarto posto no mercado.

Fonte: Gartner Inc

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as cartas já foram dadas: façam as suas apostas

De um lado, Steve Jobs, presidente da Apple. Do outro, os fabricantes de celulares. Leiam: Nokia, Samsung, Motorola, LG e Sony Ericsson.

Há poucos dias, o presidente da Apple sacudiu a platéia em San Francisco ao mostrar o futuro iPhone 3G. Como é de praxe, o público aplaudia esboçando os “ohs” e “ahs” a cada revelação de novas funções e habilidades do aparelho.

Jobs é competente no que faz. Promete oferecer em julho um celular de belo design com todas as funcionalidades exigidas pelo mercado a um preço bastante camarada: US$ 199. Não se engane. Esse suposto chamariz estará atrelado a um contrato de assinatura com operadoras em 70 países, anunciados pelo executivo, que obrigarão o cliente a ser fiel por no mínimo 18 meses. Quem disse que existe almoço gratuito? Ou quase?

O que quer Jobs jogando o preço de um telefone com tantos recursos a US$ 199? Nada mais do que fechar o ano com 10 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Nos últimos 12 meses, ele diz ter vendido 6 milhões de aparelhos com a primeira versão do iPhone. Quem quiser que acredite nas estatísticas.

Nesse jogo pesado, os fabricantes de celulares vêm se digladiando há um bom tempo. E Jobs sabe quem é quem.

Durante sua apresentação, ele não hesitou em fazer comparações de velocidade de acesso à web entre o futuro iPhone 3G com o N95, da Nokia, e o Treo 750, da Palm.

Desde que o iPhone saiu, todos disseram que a indústria de telefonia móvel correu atrás de um suposto prejuízo: afinal o telefone da Apple inovou com a tela sensível ao toque, oferecendo uma tecnologia mais avançada para abrir programas e funções.

LG, Samsung e HTC teriam, segundo especialistas, se adiantado com seus novos modelos com telas para acessar com os dedos.

Modelos com o KF755, um celular com tela sens�vel ao toque e câmera de 5 Megapixels

Segredo – Aliás a LG, que ostenta o quarto posto mundial em vendas de aparelhos -de acordo com o Gartner-, deu-se bem ao criar um conceito com celulares sofisticados, batizando uma de suas linhas de Chocolate. Milhões de unidades vendidas depois, lançou outra linha, a Shine. E agora chega com seu novo segredo. Apelidado de Secret, o LG-KF755 quase faz jus ao futuro iPhone 3G. Segundo a empresa, no final de maio, quando aconteceu o lançamento europeu, foram vendidas 200 mil unidades em duas semanas.

O Secret desembarca em São Paulo nesta semana ancorado em grande campanha de marketing. Tem 11,8 milímetros de espessura, câmera fotográfica de 5 Megapixels e uma porção de características para edição de vídeo, além de servir para navegar na web ainda com a tecnolgia Edge. Segundo a empresa, há outros três modelos, entre eles o MU500, destinados a surfar pela rede com a nova musa do momento: 3G.

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Brasil: no ranking de celulares x população desconectada

No final de fevereiro, foi divulgado pela União Internacional de Telecomunicações (ONU) que o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking entre os que mais atraíram novos assinantes em telefonia móvel. O país perde, hoje, para a China e para a Índia.
Alguns números
Estima-se que 123 milhões de telefones celulares estejam em uso. O Distrito Federal registra uma taxa de 119,15 celulares por cada 100 habitantes. A cidade do Rio de Janeiro é a segunda colocada, com 80,54 linhas. Ah, o sistema pré-pago ocupa 80,76% do bolo e 19,24% representam o mercado de pós-pago.
Aos paradoxos
Na África do Sul, 80% da população tem celulares. Eles são mais presentes que computadores por motivo óbvio: o preço.
É bom recapitular que empresas do porte da Microsoft, Motorola, Nokia e Siemens têm investido em países emergentes no continente africano, subsidiando infra-estrutura de rede e uso para que a população possa ter acesso à telefonia móvel. O projeto Nokia Siemens Networks Village Connection, por exemplo, permite que a conexão chegue a milhões de habitantes em áreas rurais por US$ 3 mensais.
Não é à toa que a atriz global Regina Case, durante a gravação de um programa em Moçambique, pensava estar no século 19 ao ver uma senhora moendo farinha e voltou ao século 21, quando ouviu um ringtone. A senhora largou seus afazeres, sacou o celular de algum bolso de sua saia e atendeu o telefonema. A atriz fez esse relato ao ministro da Cultura, Gilberto Gil, que o reproduziu no Campus Party, durante entrevista.
Pois aqui no Brasil, cidades de 13 mil habitantes, como Morpará (BA), ainda não têm antena de transmissão. Traduzindo, o celular não existe. Mais: nesses municípios, o acesso à internet se dá por satélite. A prefeitura tem acesso em sua sede, e o telecentro local, dotado de 10 computadores, tem apenas seis que funcionam, permitindo o acesso à web.
Ou seja, ocupamos o terceiro posto no ranking de países que atraem novos assinantes em telefonia móvel, com teledensidade em grandes centros urbanos, mas contamos com cidades, cuja população tem acesso a seis computadores.

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Gadgets wireless x Bill Gates unplugged

Bill Gates na CES

A CES é conhecida mundialmente desde priscas eras. Já teve versão de inverno, de verão, mas isso foi lá longe, do final dos anos 70 a meados dos anos 90.
É um dos palcos mais esperados para quem acredita que gadgets são fundamentais na vida do homem. É o termômetro de lançamentos de vários gêneros que vêm por aí.
A indústria de telefonia móvel, por exemplo, sempre mostra novos aparelhos que depois vão se apresentar em outras plagas.
Idem, ibidem para fabricantes de televisores, mp3-players e outras traquitanas.
Até aí nada de novo.
No primeiro dia do evento, sites noticiosos e blogs jorraram informações sobre televisores de 150 polegadascelulares ultrafinos, dotados de estúdios, isso sem falar na aposta da gigante Intel (número um em microprocessadores), na computação ultramóvel.
Ok, isso dá apenas uma ínfima idéia do que rolou no primeiro dia da feira.

Mas nem tudo é gadget. O homem mais invejado, odiado e/ou amado do mundo tech, resolveu oficializar sua saída do planeta tecnológico.

Bill Gates, que costuma figura no primeiro lugar da lista da Forbes dos maiores milionários do mundo, discursou pela última vez em Las Vegas. Na abertura da CES, como sempre o fez durante anos seguidos, falou a milhares de pessoas. Desta vez fez questão de lembrar que trabalha desde os 17 anos e que vem se dedicando em tempo integral à sua empresa.

Sua saída da Microsoft já fora alardeada em 2007. Segundo ele, deixa de participar das decisões da companhia em meados deste ano.

Agora ele quer se dedicar à Gates Foundation, responsável por projetos em áreas de saúde, educação em países emergentes.

Quando a platéia perguntou “o que ele diria sobre seu último dia”, Gates explicou que deverá trabalhar eventualmente, em “meio período”.

O mundo dá voltas.

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