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Redes sociais: o que estudantes querem

A pesquisa revela dados interessantes: 70% dos estudantes entrevistados são contra o uso de redes sociais (Twitter ou Facebook) por empregadores. O levantamento foi realizado para TMP Worldwide e Targetjobs, que concluíram que estudantes em busca de trabalho não querem que essas agências lhes “vendam” empregos. Acreditam ainda que “empregadores não deveriam explorar redes sociais para seu benefício próprio”.

O estudo mostra, no entanto, que 79% dos entrevistados consideram as redes sociais elementos-chave para que os empregadores entrem em contato com os interessados.

Segundo a pesquisa, estudantes usam bastante redes sociais para pesquisar empresas e checar se as mensagens dos empregadores são realidade. O estudo detectou que quase metade dos estudantes utilizam redes sociais para bater papo com seus pares no processo de recrutamento.

Mais: cerca de 30% dos entrevistados conversam com os empregados de empresas para checar se suas expectativas no trabalho foram atendidas.

Vale a pena ler o restante em inglês em The Economic Times, a partir de onde o texto acima foi traduzido.

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As estatísticas do mundo móvel

Americanos enviam e recebem mensagens de celulares nas situações mais perigosas. É o que constata  pesquisa divulgada no dia 21 de outubro, revelando que 77% dos entrevistados já usaram seus celulares para digitar textos enquanto dirigiam. E 41% disseram que já mandaram emails de celulares do tipo BlackBerry enquanto andavam de bicicleta ou a cavalo. Surreal, não?

Mais: 11% revelaram ter usado seus celulares para passar mensagens de email durante um encontro romântico, enquanto 79% afirmaram ter enviado mensagens do banheiro.

O levantamento tem o dedo da Neverfail, uma empresa de software para proteção de informações. E para quem se sente entediado em casamentos, saiba que 18% usaram seus celulares para escrever emails durante essas cerimônias, e 16%, durante um enterro. Em formaturas de faculdade, 37%.

Segundo a pesquisa, a proporção de usuários com dispositivos de mensagens de email vai crescer 40% até 2010. Em tempos de crise econômica, por conta da pressão, os donos de celulares devem postar mais. Quem afirma é Michael Osterman, presidente da Osterman Research of Black Diamond, que conduziu o estudo para a Neverfail. “Os trabalhadores terão de se dedicar mais”, disse. Ele acrescenta que com o aumento de demissões, os que ficam têm de dar conta, pois a responsabilidade da empresa é a mesma. Sei. Tá legal. Conheço esse papo furado de muito longe.

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 26 de agosto com 147 pessoas que responderam online. Ah, é bom recapitular que um maquinista ignorou um sinal vermelho, causando um acidente com 25 mortes. Robert Sanchez teria enviado mensagens de texto. Isso foi no início do mês.

Enquanto isso – O American College of Emergency Medicine alertou para que as pessoas não enviem textos enquanto caminham, pedalam ou andam de skate. Segundo o órgão, registrou-se um aumento de ferimentos e mortes relacionados a usuários que enviam textos inadequadamente.

Um outro levantamento da AAA (American Automobile Association) constata que metade dos adolescentes nos EUA enviaram mensagens enquanto dirigiam.

Distração por uso indevido de traquitanas?

Distração por uso indevido de traquitanas?

Indecente – Um senador estadual de Nova York propôs lei para impedir que pedestres atravessem ruas com seus iPods e similares, com multas de US$ 100! Pode? O nome do sujeito é Carl Kruger, e na proposta dele incluem-se outras traquitanas, leia-se BlackBerries e celulares, mas o senador citou a marca iPod. Fazer o quê! Isso foi em fevereiro do ano passado e o logo acima saiu pela  Methodshop.

O legislador se dá ao luxo de mencionar, sem base estatística alguma, que o uso de gadgets está adquirindo proporções endêmicas. O senador relatou o caso de um rapaz de 23 anos que foi atropelado porque ignorou o sinal, enquanto escutava música. “Uma evidência da praga de nossas ruas.” Esse tipo de distração já ganhou o apelido de “iPod Oblivion”. Gente de cabeça oca existe aos montes. E, nesse mundo de ode ao consumo, culpar os MP3-players por isso chega a ser patético. E duvideodó que o lobby da indústria de celulares e traquitanas deixaria.
O inventor do Walkman, Akio Morita, há mais de 30 anos, não imaginaria isso.

Campanha de gosto duvidoso da policia australiana

Campanha de gosto duvidoso da polícia australiana

Quer mais? – Em janeiro deste ano, a polícia australiana (New South Wales) encomendou à agência de publicidade DDB uma campanha para sensibilizar a sociedade pelo uso de traquitanas no ouvido. Ok, mas cadê as estatísticas de atropelamento por distração? E quem disse que todos que andam com seus celulares no ouvido ou tocadores de música são distraídos. E os caras não brincam em serviço. No site, há os preços das penalidades para pedestres que saírem da linha. Literalmente.

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Recado do pai da internet e previsíveis hábitos do homem

Ok, um dos pais da internet não veio ao país para participar da abertura do escritório brasileiro da W3C, órgão regulador da rede. Tim Berners-Lee passou seu recado aos presentes por videoconferência gravada e centrou sua fala em e-government, pincelando a web nos celulares.

Pesquisa – 100 mil pessoas foram rastreadas pelo celular, por meio dos sinais de ligações e envio e recepção de mensagens de texto. Resultado: o padrão do ser humano é previsível. A maioria se desloca para o trabalho e escola e volta para casa. Do total de pesquisados, praticamente 75% restringiram-se a um raio de 32 km.

Um dos resultados do estudo “Mobile phones demystify commuter rat race” publicado na Nature, segundo Albert-Laszló Barabási, da Northeastern University (EUA), pode ajudar epidemiologistas a prever como vírus podem se espalhar em populações, auxiliando urbanistas, por exemplo, a realocar recursos.

O estudo aponta padrões que podem parecer óbvios, disse Barabási, que coordenou a pesquisa. No site da Nature, ele afirma que “ao olhar para a população como um todo, não há como descrever os padrões. O problema ao responder a essa pergunta é que as pessoas normalmente não são rastreadas, mas hoje somos rastreados graças aos celulares que carregamos”.

O que o estudioso fez – Barabási e seus colegas conseguiram autorização de uma operadora de telefonia móvel, sob a condição de anonimato, monitorar chamadas e mensagens de textos de 100 mil pessoas ao longo de seis meses.

Privacidade – O estudo de Barabási enfrenta alguns desafios. Por questões contratuais, a pesquisa não pode divulgar em que país foi feita. Isso pode, no entanto, afetar os padrões de hábitos variados em países diferentes. Dirk Brockmann (Northwestern University – Illinois, ), que tentou analisar o movimento de mais de meio milhão de cédulas de um dólar durante cinco anos, diz que a questão agora é descobrir por que algo tão complexo como o movimento humano segue padrões tão consistentes. “Nenhum estudo pode responder a essa questão.”

Em tempo: se alguém quiser rastrear Barabási, é indispensável a leitura de “Linked: How Everything Is Connected to Everything Else and What It Means“. Foi publicado em 2000 e é atualíssimo.


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A vida celular

O que seria um prosaico ato cotidiano, a comunicação remota com base em telefonia móvel, é na verdade um elemento de transformação das relações entre governo, mercado e sociedade. Nesse cenário são mobilizadas forças tecnológicas, industriais e econômicas e trazem mudanças estruturais no comportamento e relacionamento humano.

A discussão desse ambiente e seus impactos nas diversas esferas da sociedade é o mote do Mobile Life Events, que acontece de 15 a 19 de setembro no balneário de Antalya, na Turquia.

Dois eventos paralelos marcam o encontro: o mSociety 2008 _ International Conferences on Mobile Society e o EURO mGOV 2008 _ European Conference on Mobile Government.

No caso do segmento mSociety 2008, o que se encontra em foco são os fenômenos de uma sociedade cada vez mais organizada e regida por redes digitais, telefones celulares e outros dispositivos móveis. A ambição desse fórum é ser um ambiente de convergência de idéias, aplicações e serviços em uma sociedade pautada pela mobilidade.

Atenção pesquisadores: enviem seus papers para a organização, que está aberta à produção tanto de pesquisadores de universidades e centros de pesquisa.

Já o EURO mGOV 2008 irá reunir representantes do setor público, para compartilhar suas experiências além de discutir a implementação de serviços públicos baseados em tecnologia móvel. O conceito de Mobile Government envolve novas abordagens para modernização do setor público no continente europeu pela utilização das tecnologias móveis por diversos órgãos de governo.

Entre os parceiros e patrocinadores do evento estão grandes companhias de tecnologia, telefonia, universidades e centros de estudo.

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