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Humor de terça: quero ser seu amigo, me aceita?

 

© Hubspot Posso ser seu amigo? - Depende da rede social

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Blip.FM, o que você está ouvindo?

Blipar, novo verbo nas ondas da rádio do século 21

Blipar, novo verbo nas ondas da rádio do século 21

Blipar, um novo verbo para quem gosta de música
Blipar, um novo verbo para quem gosta de música

Você vira DJ sem precisar sair da frente do seu computador. O Blip.Fm é mais uma rede social que deu a cara para bater no finalzinho de agosto e já conta com uma legião de internautas dos quatro rincões do planeta conectado na nave louca.

A princípio, o serviço é simples. Você ganha uma conta e busca na rede a música que gostaria de ouvir, e,  em 150 caracteres, deixa o seu recado. Claro está que é preciso conectar-se a outros internautas. Em minutos, há uma dezena de ouvintes que começam a se linkar uns aos outros, e, repentinamente, você já criou sua lista de músicas e de seguidores, mais conhecidos por listeners.

O Blip.FM é a versão áudio do Twitter, uma rede social em que o internauta avisa a seu público o que está fazendo em 140 caracteres. Também conhecido por microblogging.

E a associação da indústria da música, a RIIA! Será que ela já deu seu pitaco? Teoricamente, o Blip.FM teria tudo para ser ilegal, afinal, para ouvir o acervo, é preciso oferecê-lo. E o internauta tem de subir, se quiser, as músicas guardadas em seu computador. Ao fazer uma pesquisa, acham-se canções de todos os gêneros, o que indica que o usuário divide mesmo.

E quem é o responsável pelo conteúdo? Bom, o pessoal da Blip.FM isenta-se, e quem sobe a música é que arcaria com a responsabilidade. Porém os moralistas de plantão que ainda acreditam que é possível conter mais uma forma de compartilhar música teriam de sair correndo, literalmente, para processar os internautas que estão ouvindo música e dividindo seus gostos musicais por aí.

E o Blip tem um papel importante, pois é, literalmente, uma estação de rádio em que o gosto do freguês é totalmente personalizado. E com direito a trocar recadinhos rápidos. Ah, detalhe importantíssimo: se você quiser comprar a música, basta clicar. Ao que parece, vamos todos usar a banda larga dos nossos respectivos provedores e ouvir música.

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Amazon caiu, eae? O Twitter, “baleiando”, entrou em ação

A livraria que mais vende no planeta ficou fora do ar por aproximadamente duas horas. Algo inconcebível no mundo do capital. O estrago foi feio, o suficiente para deixar de vender livros e outros produtos e “manchar” o seu faturamento.

Deu no G1 que a ciberlivraria Amazon teria deixado de faturar US$ 2,79 milhões. Números são críveis? São todos baseados em outros números. A eles: a lógica matemática ensina a seguinte conta. A Keynote Systems, responsável pelo monitoramento de acesso de sites, informou que a empresa ficou fora do ar por 90 minutos.

Então baseado no faturamento da Amazon, que divulgou ter obtido US$ 4,13 bilhões em vendas no último trimestre, cada minuto fora do ar é igual a US$ 31 mil. Noventa minutos fora da rede = US$ 2,79 milhões a menos nos cofres da companhia. Mais: em abril, a loja registrou mais de 58 milhões de visitações, segundo a ComScore, apenas nos Estados Unidos.

Seguramente essa perda vai custar a cabeça de algum executivo ou de vários deles da área de TI, também conhecidos no mercado de tecnologia como CTO (Chief Technology Officer), traduzindo o chefão responsável pela tecnologia em uma empresa.

Livraria virtual fora da rede - web móvel

Site fora do ar não faltou nessa sexta-feira. Enquanto a Amazon deixava os funcionários de cabelo em pé, uma rede social conhecida no mundo dos internautas também caía. O Twitter, a rede social em voga, vive bambeando e deixando seus usuários frustrados. Vira e mexe alguns vão para redes paralelas ou usam outros recursos que acessam o Twitter.

Nessa onda de cai não cai, não é que o danado acabou, mesmo capenga, pipocando em todos os cantos do planeta a saída da Amazon da rede? Foi ele que avisou sobre a megalivraria virtual quem trabalha em redações online e cobre negócios e tecnologia. Em questão de minutos, deu-se início a oficialização dessa informação que já corria solta pelas redes sociais.

Não deu outra: todos saíram escrevendo sobre o assunto. E o melhor título de um artigo, que pincei, ficou para um texto do Buzzwatch, pendurado no site do The Wall Street Journal: “Social Media: Yes, Twitter Users, We Know. Amazon Was Down“. Em tradução literal: “Rede social: sim, twitteiros, nós sabemos. A Amazon caiu”.

O artigo começa narrando aquele velho diálogo comum em escritórios, quando um funcionário pergunta em voz alta ao colega se está conseguindo acessar a rede, e todos começam a dizer que caiu o sistema. Até aí nada de novo.

A graça, ou desgraça, aconteceu em cadeia quando os usuários do Twitter começaram avisar seus interlocutores que a rede do Amazon estava fora do ar. E não foi só nessa rede social. O FriendFeed, um agregador de redes sociais, começou a pular na minha tela, por meio do Thwirl, com um microtexto de algum internauta americano alertando a saída da Amazon da web.

Eu saía nesse momento de casa, quando lia a notícia no meu celular. No trajeto para uma pauta, postei neste blog o que vira: US$ 500 por segundo em perdas de vendas. Mal consegui escrever, a conexão no celular caiu. Mas deu tempo de “fotografar” o site fora do ar.

Tarde da noite, já em casa, conferi os noticiários. Antes, porém, me conectei ao Twitter e lá estava uma resposta, com a correção, vinda por Cristina de Luca, autora do Circuito. Ela lera no G1 que a perda fora de US$ 31 mil por minuto.

E a Amazon? Disse oficialmente o tempo exato que ficou fora do ar? Craig Berman , porta-voz da empresa, fez um rápido pronunciamento, relatando que o sistema da empresa é muito complexo. O discurso oficial informou que estavam trabalhando para retornar ao normal.

Mais interessante do que o discurso oficial é passear os olhos pelo que a comunidade internauta disse sobre a queda momentânea do maior ícone do comércio online.

Tweet Scan - o rastreador de micronarrativas no Twitter

Summize - rastreando micronarrativas de internautas pelo Twitter

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Tweet Scan e o Summize rastreiam tudo o que foi escrito noTwitter. Basta digitar a palavra Amazon para ler em inglês, português e outros idiomas, nos quais os “twitteiros” narraram suas microhistórias.

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Provocação: redes sociais devem ser regulamentadas?

Os britânicos dizem que sim. A União Européia está considerando. E os Estados Unidos? Um estudo realizado na Grã-Bretanha revelou que a maioria tem um forte desejo pela regulamentalção de redes sociais, como MySpace e Facebook. Nove entre dez entrevistados disseram que deveria haver uma regulamentação mais rígida. Quer conferir? Em inglês, deu no The Guardian.

Mais: 89% disseram que deveia haver um conjunto de regras para ajudar a evitar o uso indevido de informações pessoais.

A pesquisa foi realizada pelo PCC (qualquer semelhança é mera coincidência). O Press Complaints Comission é um órgão britânico regulador da mídia, com representantes das principais publicações.

Com a ampliação do seu papel, o PCC monitora agora internet e conteúdo de vídeo produzido por jornais.

Eis a questão – Uma das preocupações é: meter ou não o bedelho com regulamentações nas redes sociais.

As inscrições estão abertas. Como se diz por aí: bora discutir.

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Terremoto ao vivo e/ou a sociedade do espetáculo

A notícia do terremoto na China, amplamente divulgada em todos os meios, levanta algumas questões. Uma delas é a transmissão do tremor ao vivo. A segunda está atrelada à obra “A Sociedade do Espetáculo“, do filósofo francês marxista, situacionista, estruturalista e pós-estruturalista Guy Debord, morto em 1994.

Enquanto o chão tremia, um estudante do Instituto Jingshan da Universidade de Sichuan, a 100 km do epicentro, protegeu-se embaixo de um móvel do seu quarto no alojamento do campus. Simultaneamente começou a filmar o que acontecia à sua volta, conversando com outro colega, que tentava calçar seus tênis.

Os protagonistas, no entanto, eram trêmulos objetos que caíam pelo chão. Mais: o dono da câmera gritava ao colega para que entrasse online e avisasse outras pessoas. Minutos depois, essa imagem foi vista por milhares de internautas.

Horas mais tarde, os rumores tomaram a região. E donos de celulares na capital de Sichuan espalharam notícias por meio de serviços online, entre eles o Twitter e o Fanfou, redes que permitem postar microtextos de até 140 caracteres.

Que o celular é mais rápido na transmissão de informações, ninguém duvida. É literalmente o telefone sem fio, alusão a uma brincadeira de uma geração que mal imaginava que conviveria com a era da comunicação móvel.

E por que esperar pela oficialização da informação, que precisa de produção e elaboração para a transmissão na mídia televisiva e radiofônica, o que dirá a impressa?

Em situações de emergência, qualquer um se vale do que tem em mãos para pedir socorro. Histórias não faltam. Em artigo publicado no The Wall Street Journal (verssão em PDF) e traduzido para o português pelo Valor Econômico (versão em PDF para quem não é assinante), o leitor lê um depoimento que diz ser pouco provável que as informações divulgadas nesses serviços, como o Twitter, estejam erradas, uma vez que elas servem para avisar familiares e amigos, diferentemente dos blogs que exigem mais tempo para escrever.

Voltando à sociedade do espetáculo da qual fazemos parte e produzimos, a psicanalista Maria Rita Kehl defende no artigo “O espetáculo como meio de subjetivação” muito bem a questão da passagem conceitual da indústria cultural (Adorno) para a sociedade do espetáculo (Debord).

A leitura do texto de Maria Rita Kehl é, mais do que obrigatória, necessária para refletir “os efeitos dessa obra ‘total’ da televisão, transmitida por um veículo que é doméstico, cotidiano, onipresente…”.

Seu artigo foi publicado em 2003, quando as mensagens instantâneas ainda pairavam em um mundo circunscrito de internautas com seus grupos, também conhecidos por infoansiosos.

Logo após vieram as redes sociais, no Brasil, a mais popular delas é a Orkut. Em pouco tempo o celular miniaturizou-se ainda mais e passou a incorporar mais funções, antes restritas ao computador de mesa ou portátil, que incluem fotografar, filmar e estar 24 horas conectado na internet.

Na última semana de abril, a CNN noticiou como James Buck, fotógrafo e estudante universitário, livrou-se da prisão em Mahalla, no Egito, com a ajuda do Twitter, avisando o mundo que estava sendo preso.

No dia do terremoto chinês, outro estudante filma os abalos e posta na web.

Diante desses espetáculos, pinço uma frase do artigo de Maria Rita Kehl, que serve de provocação: “Existir é fazer-se imagem para o outro…”.

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