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2010 com mobilidade by James Théophane Jnr

A agência de publicidade online LBI encomendou, e James Théophane Jr, ou simplesmente Theo, tocou o projeto com sua equipe A história, com direito a making ofs está aqui. Imagino que o povo da HTC e do Windows Phone, leia-se Microsoft, tenham colaborado bastante com o projeto.

mobile mobile é uma árvore de natal singular, e você pode dedilhar a partir do seu teclado a melodia que lhe der na telha. Se não dá pra ir ao vivo, por que não pular a fila diante da sua tela? xmas.lbi.co.uk. A dica veio do professor André Lemos via Twitter ou Facebook, já não me lembro exatamente em que emaranhado dessa quântica rede li.

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O papel do Twitter no jornalismo

Foto @alexgregianin

Começo da tarde de ontem, um aviso pelo Twitter. @alexgregianin, do seu iPhone, assustado posta que esfaquearam um cliente na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Ele tentou fotografar, mas foi barrado no baile por dois seguranças. Em poucos minutos, sua tuitada se espalhara na tuitosfera. Até aí, nada de novo. Meia hora depois, às 15h15, o jornal eletrônico eBand parecia ter checado mais informações. Não era faca, mas um taco de golfe, corrigido mais tarde para outro instrumento. Enquanto isso, os tuiteiros já colocavam links com uma das primeiras versões: “@tiagooliveira: RT @jampa: Não foi faca. Pior: taco de golfe em briga entre clientes. Pode? http://ow.ly/OiYu (via @zilveti) Quem briga com taco de golfe?”

twittersearch

Ao longo do dia, mais versões atualizadas foram colocadas no ar em outros portais de notícias e chegou-se à conclusão que se tratava de um taco de beisebol. O agressor: Alessandre Fernando Aleixo. A vítima: o designer Henrique de Carvalho Pereira.

Nada como checar a informação, não é mesmo? – Como ainda faço parte da geração que assina jornal no papel, vício do qual ainda não consegui me livrar, recebi o Estadão hoje cedo e lá fui ler mais (com essa assinatura, volto ao computador e leio a versão digital, menos sujeira nas mãos). Havia foto do agressor e seu histórico familiar. Sua mãe, Judith Machado Aleixo, chegara no final do dia à delegacia. Nos jornais online do Estadão, R7, G1 e quetais, as informações estavam todas corrigidas. Aliás, hoje pela manhã, já se sabia nos portais que a vítima passava pela segunda cirurgia e que seu estado de saúde seguia grave.

À noite, a TV, com imagens do agressor, juntava-se ao noticiário online.

O que importa aqui é que o Twitter serviu de impulso. Um cliente, no caso @alexgregianin, estava na Cultura e viu o cliente ensanguentado. Em minutos, os jornais online foram atrás da informação. Corrigiram, checaram e todo mundo ficou sabendo que o agressor tem problemas mentais.

E quem, feito eu, ainda insiste em ler no papel, aí vai o PDF com a notícia, nomes do agressor, a vítima, a mãe do agressor, depoimento da polícia e tudo mais.

O papel do Twitter no jornalismo

Com direito à foto do agressor e anúncio de quase página inteira.

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Everybody loves Rio – Olimpíadas 2016

Porque o Rio de Janeiro merece. Porque o Brasil merece.

O vídeo acima veio por conta do twitter de Magazine Brazil e de Nogueira Jr. Tomo a liberdade de repostar abaixo o artigo do jornalista Leandro Fortes, do Brasília, eu vi.

Leandro Fortes, Brasília, eu vi

“Lula poderia ter agido, como muitos de seus pares na política agiriam, com rancor e desprezo pelo Rio de Janeiro, seus políticos, sua mídia, todos alegremente colocados como caixa de ressonância dos piores e mais mesquinhos interesses oriundos de um claro ódio de classe, embora mal disfarçados de oposição política. Lula poderia ter destilado fel e ter feito corpo mole contra o Rio de Janeiro, em reação, demasiada humana, à vaia que recebeu – estranha vaia, puxada por uma tropa de canalhas, reverberada em efeito manada – na abertura dos jogos panamericanos, em 2007, talvez o maior e mais bem definido ato de incivilidade de uma cidade perdida em décadas de decadência. Vaiou-se Lula, aplaudiu-se César Maia, o que basta como termo de entendimento sobre os rumos da política que se faz e se admira na antiga capital da República. Fosse um homem público qualquer, Lula faria o que mais desejavam seus adversários: deixaria o Rio à própria sorte, esmagado por uma classe política claudicante e tristemente medíocre, presa a um passado de cidade maravilhosa que só existe, nos dias de hoje, nas novelas da TV Globo ambientadas nas oníricas ruas do Leblon.

Lula poderia ter agido burocraticamente a favor do Rio, cumprido um papel formal de chefe de Estado, falado a favor da candidatura do Rio apenas porque não lhe caberia falar mal. Deixado a cidade ao gosto de seus notórios representantes da Zona Sul, esses seres apavorados que avançam sinais vermelhos para fugir da rotina de assaltos e sobressaltos sociais para, na segurança das grades de prédios e condomínios, maldizer a existência do Bolsa Família e do MST, antros simbólicos de pretos e pobres culpados, em primeira e última análise, do estado de coisas que tanto os aflige. Lula poderia ter feito do rancor um ato político, e não seria novidade, para dar uma lição a uma cidade que o expôs e ao país a um vexame internacional pensado e executado com extrema crueldade por seus piores e mais despreparados opositores.

Mas Lula não fez nada disso.

No discurso anterior à escolha do Comitê Olímpico Internacional, já visivelmente emocionado, Lula fez o que se esperava de um estadista: fez do Rio o Brasil todo, o porto belo e seguro de todos os brasileiros, a alma da nacionalidade. Foi um ato de generosidade política inesquecível e uma lição de patriotismo real com o qual, finalmente, podemos nos perfilar sem a mácula do adesismo partidário ou do fervor imbecil das patriotadas. Lula, esse mesmo Lula que setores da imprensa brasileira insistem em classificar de títere do poder chavista em Honduras, outra vez passou por cima da guerrilha editorial e da inveja pura e simples de seus adversários. Falou, como em seus melhores momentos, direto aos corações, sem concessões de linguagem e estilo, franco e direto, como líder não só da nação, mas do continente, que hoje o saúda e, certamente, o aplaude de pé.

Em 2016, o cidadão Luiz Inácio da Silva terá 71 anos. Que os cariocas desse futuro tão próximo consigam ser generosos o bastante para também aplaudi-lo na abertura das Olimpíadas do Rio, da qual, só posso imaginar, ele será convidado especial.”

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Redes sociais: o que estudantes querem

A pesquisa revela dados interessantes: 70% dos estudantes entrevistados são contra o uso de redes sociais (Twitter ou Facebook) por empregadores. O levantamento foi realizado para TMP Worldwide e Targetjobs, que concluíram que estudantes em busca de trabalho não querem que essas agências lhes “vendam” empregos. Acreditam ainda que “empregadores não deveriam explorar redes sociais para seu benefício próprio”.

O estudo mostra, no entanto, que 79% dos entrevistados consideram as redes sociais elementos-chave para que os empregadores entrem em contato com os interessados.

Segundo a pesquisa, estudantes usam bastante redes sociais para pesquisar empresas e checar se as mensagens dos empregadores são realidade. O estudo detectou que quase metade dos estudantes utilizam redes sociais para bater papo com seus pares no processo de recrutamento.

Mais: cerca de 30% dos entrevistados conversam com os empregados de empresas para checar se suas expectativas no trabalho foram atendidas.

Vale a pena ler o restante em inglês em The Economic Times, a partir de onde o texto acima foi traduzido.

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Redes sociais x jornalismo ou redes + jornalismo?

A convite dos professores Squirra e Fabio Josgrilberg, ontem fiz a palestra “Twitter: jornalismo em xeque? Redes sociais alteram rumos de apuração e publicação da notícia“. Na sala, decidi subverter a ordem e comecei por questionar os cerca de 20 alunos sobre o papel das redes sociais, lembrando que as redes na web nada mais são do que uma extensão das nossas redes cotidianas.

A palestra foi gravada e estará disponível no site do programa de pós-graduação em comunicação da Universidade Metodista. Assim que o link for enviado, publico um adenddus.

Por ora, feel yourself comfortable para baixar o arquivo em ppt, visitar o blog do pesquisador Josgrilberg e segui-lo no Twitter. O professor e pesquisador Sebastião Squirra também está no Twitter. Aliás, está inscrito em todas as redes sociais.

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Twestival: Sampa, NYC, Rio, Buenos Aires em todo o planeta

Em Sampa

Twestival Local São Paulo

Twestival Local São Paulo

Twestival

  • Quando: sexta-feira, 11 de setembro
  • Horário: 19h30
  • Onde: Espaço PIX/Gafanhoto
    Av. Rebouças, 3181 – Pinheiros

Em Buenos Aires

Em Nova York

NYC Twestival 2009 » NYC Twestival’s Celebrity Bowling Tournament: Want to play?

Pelo planeta

http://twestival.com/

Twestival no mundo

Twestival no mundo



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Email na nuvem, perdida – Gmail fail ou Dã pra quem confia em apenas um provedor

Gmail fail - falha no Gmail

Gmail fail - falha no Gmail

Dãrzona diriam minhas duas filhas. Quem mandou confiar só no Gmail? Pior: todas minhas contas de email estão direcionadas para esse provedor.

Dá pra tomar um café na esquina? Dá. Mas se você usa o Gmail como um disco rígido ou nuvem para guardar todo o material de trabalho, o que fazer depois de voltar da rua? Senta e chora?

Gmail Fail até no iGoogle

Gmail Fail até no iGoogle

O iGoogle é uma solução? Foi o que disseram no Twitter. Por ora, em lugar algum. O que dá pra fazer é visualizar sua caixa de entrada, ver quem cobra mensagens ou respostas.

Sinto-me sem teto, sem chão. Quem sabe Blue Man Group na veia mais tarde para me animar.

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Furo! Última hora! Jornal dá pinta e publica copy & paste da internet

Quando jornalismo copia e cola da web

Quando jornalismo copia e cola da web

A notícia veio do meio mais rápido que, por ora, vingou na rede. O Twitter. Quem começou foi a estudante de jornalismo Luisa Benozzati e coautora do Modifique-se. Dona da conta @lulubass, ela postou ao jornalista Mauricio Stycer, @mauriciostycer, avisando-o.
Stycer, por sua vez, replicou “@mauriciostycerNovidade: quando o jornal faz copy & paste na Internet. (dica da@lulubasshttp://tiny.cc/9DtVR

Não resisti e fiz um link com outro encurtador de URLs, o Hootsuite.com. Creditei as duas fontes de onde saiu a informação e larguei na minha conta do Twitter: “@zilveti Furo! Urgente! Jornal dá na pinta e publica copy & paste da internet. via @mauriciostycer @lulubasshttp://ow.ly/n03d #jornalismo #web“.

O assunto rende, é claro. Afinal, não é o papel impresso que se encarrega de dizer que a internet copia e cola? Nada como um escorregão. Em minutos, havia leitores retuitando o que Stycer e Benozzati haviam escrito. Na minha conta repetiu-se a retuitagem [que, em outras palavras, quer dizer replicar].

Pouco tempo depois, antes de largar a tela do computador e ir pra rua com acesso à web móvel, achei que era necessário repetir mais uma vez: “@zilveti: rtépreciso Furo! Últimas Jornal dá pinta e publica copy & paste da internet. via @mauriciostycer @lulubass http://ow.ly/n5wD #jornalismo“.

As estatísticas do jornalismo copy & paste

As estatísticas do jornalismo copy & paste

Desta vez, não sei se por ser no final da tarde, o link registrou um número de acessos bem maior. Desde que optei pelo Hootsuite, tenho condições de aferir os números de cliques a links, os dez mais, por região etc. etc. Até aí, nenhuma novidade, pois há vários serviços de encurtadores de URLs (os endereços de uma página ou domínio) que oferecem esses recursos.

Noves fora, a URL http://ow.ly/n5wD registrou em menos de 24 horas 985 cliques, segundo o Hootsuite. Foi a vingança da blogosfera, dos internautas, do mundo de zeros e uns? Não sei ao certo o que motivou tanta gente a replicar o twitter.

De uma coisa todos podem ter certeza. O papel jornal aceita tudo. Até quando um redator comete um equívoco e, literalmente, copia e cola a informação da não tão assim efêmera web, deixando provas.

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Quando o Twitter vira complemento do blog

Twitter, a bola da vez

Twitter, a bola da vez

O Twitter está matando os blogs? Que tal pensar essa ferramenta de frases de no máximo 140 caracteres como um complemento aos blogs. Aliás, não é novidade alguma. Há mais de dois anos, blogueiros e agências de publicidade já conseguiram criar códigos para inserir o Twitter e o Flickr em blogs.

Na São Paulo Fashion Week de janeiro passado, a agência Click já tinha inovado com o Twitter e o Flickr para fazer uma cobertura do evento ao longo da semana com o Fiat Fashion Innovation Atitude. Ideia simples: contratar especialistas no mundo da moda, de preferência blogueiros ou blogueiras. De quebra, dois publicitários da agência mandavam seus comentários via Twitter pelos seus celulares. As fotos subiam com rapidez, os blogueiros cobriam os desfiles e os publicitários faziam seus comentários em 140 caracteres.

Resultado da ação? Um sucesso, e dez a zero em relação à cobertura oficial do evento e de outros blogs e sites de notícias sobre o São Paulo Fashion Week. Nada contra os profissionais que cobriram esse acontecimento que movimenta a economia, a mídia, turismo etc.,  afinal todos sabem fazer o seu trabalho, mas o blog que aliava Twitter e Flickr, um dos patrocinadores do evento, que, por sinal, era a Fiat com um modelo de carro, ganhou em agilidade.

Em menos de um mês, em 2008, fui convidada para cobrir a primeira edição da Campus Party para um portal de notícias. Assim que sugeri que se fizesse esse “mashup”, jargão utilizado na blogosfera, torceram o nariz. Em uma estrutura de um portal de notícias e conteúdo, criar um blog que reunisse mais duas ferramentas parecia algo estratosférico. Não era. Qualquer um poderia fazer.

Eu que manjo pouco e não tenho paciência para html, já tratei de incluir o Twitter e o Flickr neste modesto blog na mesma época. O Campus Party aconteceu, a mídia tradicional não deu bola no primeiro dia, e o evento explodiu ao longo da semana, com emissoras de TV correndo atrás do prejuízo, e blogueiros escrevendo diuturnamente .

Hoje, esse trio ou quarteto ou quinteto de ferramentas em um blog virou lugar comum. Os WordPress e Blogspot da vida aceitam e oferecem dezenas ou cententas ou milhares de acessórios, também conhecidos por widgets, para incluir em um blog, com direito a música (Blip.FM e outros) e vídeo (leia-se YouTube) em tempo real.

E por que recontar essa história? Ora porque o Twitter, tardiamente ou não, é a bola da vez em “11 entre 10” publicações de papel, online e outras mídias. Aliás, este post foi inspirado em um link que li da jornalista e doutoranda  Luciana Moherdaui no Facebook, outra ferramenta, que também serve de complemento para blogs.

Luciana Moherdaui linkou o post Twitter is the new headline: how blogging and Twitter are complementary. Além disso, ela foi cobrir, usando o Twitter, a palestra “Estamos preparados para o público 2.0?“, organizada pelo grupo de Pesquisa Net Art: Perspectivas Criativas e Críticas (CNPq/PUC-SP) e a Agência Click, no Tuca, em Perdizes, e descobriu que havia um limite de tuitagens por dia, 119. Não é à toa que os jornais online/papel têm várias contas de suas respectivas editorias para poder dar conta da tuitagem de suas manchetes.

Noves fora, o planeta rendeu-se ao Twitter. Em janeiro deste ano, a revista eletrônica de fotografia PicturaPixel, editada por Claudio Versiani, em Barcelona, e Gilberto Tadday, em Nova York, ganhou cara nova, uma equipe oficial de colaboradores e uma conta no Twitter para divulgar suas seções, notas, matérias, vídeos, artigos, resenhas e tudo mais.

Some-se a isso os sites que encurtam endereço, pois no Twitter é preciso ser econômico. O mais famoso até pouco tempo atrás era o TinyURL. Um mais curtinho ainda é o Is.Gd. Nossos brazucas já correram atrás da ideia, que parece simples. O Migre.me arrebanhou internautas brasileiros dos quatro cantos do país. Em pouco tempo já há outro o Vai.la, que conheci no dia 14 de abril. O Migre.me conquista o twitteiro por um motivo simples. Dá pra ver quantas vezes a sua historinha no Twitter foi clicada, reclicada e retwittada. Não é a invenção da roda, mas está lá para você ver, buscar seus bookmarks, ter uma ideia do que acontece com os cliques e, se quiser, compararar os twitteiros/blogueiros que fazem de tudo isso um marketing sem fim, aumentando seus seguidores de forma artificial para conseguir mais público.

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The Twitter Song

Porque o mundo é dos sem cachola. E dos Tweetaholic. By Chris Pirillo.

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Humor de terça: quero ser seu amigo, me aceita?

 

© Hubspot Posso ser seu amigo? - Depende da rede social

© Hubspot Posso ser seu amigo? - Depende da rede social

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Flash mob: vale dançar no metrô para vender celulares

Os flash mobs surgiram no início do século 21, lá por 2003. Eram manifestações despolitizadas, combinadas por SMS e email. Lembro-me de uma das primeiras, em São Paulo, na avenida Paulista, em que todos combinaram de tirar um calçado do pé e atravessar o sinal, ali em frente ao Conjunto Nacional. A mídia foi cobrir, é claro, e depois os organizadores “reclamavam” que não era para espalhar a brincadeira no meio jornalístico. Como assim? Uma das que propôs a tal da manifestação instantânea, por acaso, tinha – e tem um blog – e é jornalista do meio televisivo.

O mercado publicitário apropriou-se sabiamente da ideia e usa para anunciar celulares. No dia 15 de janeiro, às 11h em Londres, a operadora T-Mobile contratou 350 profissionais de várias idades, que começaram a dançar na estação de metrô Liverpool. Não chegou a durar três minutos a suposta espontânea brincadeira . Segundo a mídia que cobriu o evento, já havia avisos na televisão, marcando a data, o local e o horário.

O objetivo: compartilhar. No final do filmete, todos saem como se nada tivesse sido combinado e começam a falar nos seus celulares.

A agência que assina “Life is for Sharing” é a Saatchi Saatchi London. A campanha utilizou câmeras de TV ocultas na estação britânica para captar as reações dos passageiros ao assistir a performance dos dançarinos.

O comercial, ou reclame, como se dizia em priscas eras, foi para a televisão, faz parte de uma campanha que abrange outdoors digitais e impressos, rádio e salas de  cinema, e deve ficar no ar até 16 de fevereiro.

E POR FALAR EM POLITIZAÇÃO – Em 15 de novembro de 2008, Sérgio Amadeu, cientista social e professor na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, promoveu um flash mob, via Twitter,  na avenida Paulista em “defesa da liberdade da internet, pela liberdade de expressão, privacidade e livre criação e pesquisa na rede mundial de computadores”.

Dica do Leonardo Xavier do Mobilizado Blog.

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Blip.FM, o que você está ouvindo?

Blipar, novo verbo nas ondas da rádio do século 21

Blipar, novo verbo nas ondas da rádio do século 21

Blipar, um novo verbo para quem gosta de música
Blipar, um novo verbo para quem gosta de música

Você vira DJ sem precisar sair da frente do seu computador. O Blip.Fm é mais uma rede social que deu a cara para bater no finalzinho de agosto e já conta com uma legião de internautas dos quatro rincões do planeta conectado na nave louca.

A princípio, o serviço é simples. Você ganha uma conta e busca na rede a música que gostaria de ouvir, e,  em 150 caracteres, deixa o seu recado. Claro está que é preciso conectar-se a outros internautas. Em minutos, há uma dezena de ouvintes que começam a se linkar uns aos outros, e, repentinamente, você já criou sua lista de músicas e de seguidores, mais conhecidos por listeners.

O Blip.FM é a versão áudio do Twitter, uma rede social em que o internauta avisa a seu público o que está fazendo em 140 caracteres. Também conhecido por microblogging.

E a associação da indústria da música, a RIIA! Será que ela já deu seu pitaco? Teoricamente, o Blip.FM teria tudo para ser ilegal, afinal, para ouvir o acervo, é preciso oferecê-lo. E o internauta tem de subir, se quiser, as músicas guardadas em seu computador. Ao fazer uma pesquisa, acham-se canções de todos os gêneros, o que indica que o usuário divide mesmo.

E quem é o responsável pelo conteúdo? Bom, o pessoal da Blip.FM isenta-se, e quem sobe a música é que arcaria com a responsabilidade. Porém os moralistas de plantão que ainda acreditam que é possível conter mais uma forma de compartilhar música teriam de sair correndo, literalmente, para processar os internautas que estão ouvindo música e dividindo seus gostos musicais por aí.

E o Blip tem um papel importante, pois é, literalmente, uma estação de rádio em que o gosto do freguês é totalmente personalizado. E com direito a trocar recadinhos rápidos. Ah, detalhe importantíssimo: se você quiser comprar a música, basta clicar. Ao que parece, vamos todos usar a banda larga dos nossos respectivos provedores e ouvir música.

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Cyberculture Little Lulu no LuluzinhaCamp

Uma homenagem de uma Lulu leitora da Luluzinha para o LuluzinhaCamp

Quem diria que Marge, a criadora da hilária personagem Little Lulu, daria nome a um evento cybercultura de Lulus.
Será que é preciso explicar? Eu confesso que li centenas de revistinhas da Luluzinha. Adorava esperar o sábado para que meu pai fosse até a banca de jornal para me comprar a última edição da minha personagem predileta. Bom isso já foi há algumas décadas.
O tempo passou e o termo Luluzinha pegou. Virou coisa de mulher. E agora virou encontro de mulheres blogueiras. O Luluzinha Camp acontece no sábado, 23 de agosto, no Gafanhoto.

É a prova perfeita e acabada de que existem mulheres na blogosfera. Aos montes. Eu me dei ao trabalho de contar as inscritas. Passaram das 160 blogueiras. E palmas para a idealizadora do evento, Lucia Freitas, cuja idéia saiu de uma reunião na qual ela era a única da espécie feminina. Pouco importa. O que interessa é que um bando vai se encontrar no Espaço Gafanhoto, (av. Rebouças, 3181, São Paulo) entre 10h e 17h, para falar de mulher interneteira, maquiagem, tricô, fofocas do mundo cibernético, de tecnologia.

Corra que ainda dá tempo.

E se não der, acompanhe pelo Twitter, TwitterSearch (digite luluzinhacamp) pelo Flickr, pelo YouTube, pela lista de blogs, clique no Blogroll ou quem sabe pelo Yahoo Live.

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Sete dias postando do celular

A proposta é usar apenas os recursos mobile do WordPress abrindo mão da versão Html e teclando diretamente de um smartphone.
Mais leve, no modo mobile, não posso carregar fotos. O teclado do Nokia E71 ajuda bastante e o modo T9 ou predictivo, com um dicionário pré carregado agiliza bem a digitação do texto.
Ainda não fiz o teste, mas gostaria de postar via Flickr no celular. Isso quer dizer o seguinte: tiro a foto, subo pro Flickr e de lá, posto para o blog.
Pelo celular, o Twitter, funciona bem. Afinal, digitar 140 caracteres para dar o seu recado é a grande sacada dos serviços de microblogging.

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Post de um celular smartphone 3G

Com um celular Nokia E71, que chegará em breve ao mercado brasileiro para o mercado corporativo, escrevo este post usando a conexão 3G, que contratei da TIM.

O plano de dados é de 1 Gigabyte por R$ 69,90. A questão não chega, exatamente, a ser o preço. O problema consiste em calcular o tráfego de dados. Afinal, quando você fica conectado na web, perde a noção de quantas horas navega por sites, escrevendo em blogs como o Twitter, checando e-mail, subindo fotos para o Flickr ou conectando-se em redes sociais. E você perderia a cabeça se quisesse calcular o tráfego de dados. É inviável.

Então contratar um serviço com tráfego determinado por um preço “x” não vale a pena. Principalmente se a idéia é conectar-se à web pelo seu celular sempre que quiser.

Tente fazer uma equivalência: você contrata o serviço de TV paga por alguns canais e aceita o preço. Se assistir apenas um canal algumas horas por dia ou deixar sempre o televisor ligado, vai pagar o mesmo preço.

O mesmo vale para a internet fixa. Paga-se por banda larga e não importa se ela é utilizada ou não, se você trafega milhares dados, equivalentes a gigabytes.

A internet móvel com tráfego de dados ilimitado por ora é cara para o consumidor comum. Ela é acessível quando a empresa paga a sua conta, e isso somente acontece quando a corporação quer seus executivos conectados 24 horas por dia.

Ou então o reles mortal vai ter de encontrar uma rede pública com conexão gratuita aonde for. No Brasil, os comerciantes não querem nem saber disso. Se eles têm rede Wi-Fi, cobram pela conexão, na verdade terceirizada pela Vex ou outro concorrente. Parques e praças com conexão gratuita, por ora, só para quem estiver em Paris ou Nova York.

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Nomadismo em trânsito

Em poucas horas de vôo, rumo a Buenos Aires, observo que Regina, chefe de cabine, não se deu conta  de que dois passageiros de feições orientais são surdo-mudos.

Seriam estrangeiros? Para ela, talvez. Para o mundo, trata-se de uma outra linguagem.

A tentativa de diálogo entre a comissária de bordo e os dois é inexistente. Talvez pelo embrutecimento de seu trabalho, ela não perceba que outra abordagem é necessária para que se estabeleça um diálogo.

Ora ela tenta falar em inglês, ora em português. Ambos idiomas falham. A linguagem é outra. É visível, bastam alguns segundos de observação para entender que a comunicação com essa dupla se dá por sinais.

Regina insiste e lhes pergunta se eles preferem “pasta ou carne”. Eles respondem com as mãos. Ela persiste: “carne ou pasta”? Sem resposta. Mais uma vez, agora em inglês. Não dá certo.

Resultado: os passageiros vêem os pratos e acabam escolhendo. Terminado o embate lingüístico.

Ao longo da viagem, os dois conversam sobre sudoku, um deles traz na mão um livrinho. O outro tem uma câmera digital em mãos e fotografa o tempo todo. Parece mostrar ao amigo as vantagens, os recursos, mudando os efeitos.

Fico imaginando o seguinte cenário: um vôo repleto de surdo-mudos. Seria no mínimo um aprendizado para os comissários e para quem assiste de soslaio.

Na chegada ao aeroporto, ao sair da aeronave, Regina fala com funcionários e diz que os dois não falam língua nenhuma. Como assim, Regina? Um dos funcionários pede, falando, que os passageiros os acompanhem.

Buenos Aires, por quê?

Vim a Buenos Aires a convite da Nokia, que fará lançamentos ao longo do dia de hoje em mobilidade corporativa. Renderá material para a revista que edito, a GSMmania, e para o jornal Economia Interativa, no qual sou colaboradora fixa. E talvez para a revista Windows Vista, dirigida por Heinar Maracy.

Ao vivo

Para acompanhar ao vivo o que acontece neste evento, vou de Twitter. É um convite, leitores. Vamos lá.

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Amazon caiu, eae? O Twitter, “baleiando”, entrou em ação

A livraria que mais vende no planeta ficou fora do ar por aproximadamente duas horas. Algo inconcebível no mundo do capital. O estrago foi feio, o suficiente para deixar de vender livros e outros produtos e “manchar” o seu faturamento.

Deu no G1 que a ciberlivraria Amazon teria deixado de faturar US$ 2,79 milhões. Números são críveis? São todos baseados em outros números. A eles: a lógica matemática ensina a seguinte conta. A Keynote Systems, responsável pelo monitoramento de acesso de sites, informou que a empresa ficou fora do ar por 90 minutos.

Então baseado no faturamento da Amazon, que divulgou ter obtido US$ 4,13 bilhões em vendas no último trimestre, cada minuto fora do ar é igual a US$ 31 mil. Noventa minutos fora da rede = US$ 2,79 milhões a menos nos cofres da companhia. Mais: em abril, a loja registrou mais de 58 milhões de visitações, segundo a ComScore, apenas nos Estados Unidos.

Seguramente essa perda vai custar a cabeça de algum executivo ou de vários deles da área de TI, também conhecidos no mercado de tecnologia como CTO (Chief Technology Officer), traduzindo o chefão responsável pela tecnologia em uma empresa.

Livraria virtual fora da rede - web móvel

Site fora do ar não faltou nessa sexta-feira. Enquanto a Amazon deixava os funcionários de cabelo em pé, uma rede social conhecida no mundo dos internautas também caía. O Twitter, a rede social em voga, vive bambeando e deixando seus usuários frustrados. Vira e mexe alguns vão para redes paralelas ou usam outros recursos que acessam o Twitter.

Nessa onda de cai não cai, não é que o danado acabou, mesmo capenga, pipocando em todos os cantos do planeta a saída da Amazon da rede? Foi ele que avisou sobre a megalivraria virtual quem trabalha em redações online e cobre negócios e tecnologia. Em questão de minutos, deu-se início a oficialização dessa informação que já corria solta pelas redes sociais.

Não deu outra: todos saíram escrevendo sobre o assunto. E o melhor título de um artigo, que pincei, ficou para um texto do Buzzwatch, pendurado no site do The Wall Street Journal: “Social Media: Yes, Twitter Users, We Know. Amazon Was Down“. Em tradução literal: “Rede social: sim, twitteiros, nós sabemos. A Amazon caiu”.

O artigo começa narrando aquele velho diálogo comum em escritórios, quando um funcionário pergunta em voz alta ao colega se está conseguindo acessar a rede, e todos começam a dizer que caiu o sistema. Até aí nada de novo.

A graça, ou desgraça, aconteceu em cadeia quando os usuários do Twitter começaram avisar seus interlocutores que a rede do Amazon estava fora do ar. E não foi só nessa rede social. O FriendFeed, um agregador de redes sociais, começou a pular na minha tela, por meio do Thwirl, com um microtexto de algum internauta americano alertando a saída da Amazon da web.

Eu saía nesse momento de casa, quando lia a notícia no meu celular. No trajeto para uma pauta, postei neste blog o que vira: US$ 500 por segundo em perdas de vendas. Mal consegui escrever, a conexão no celular caiu. Mas deu tempo de “fotografar” o site fora do ar.

Tarde da noite, já em casa, conferi os noticiários. Antes, porém, me conectei ao Twitter e lá estava uma resposta, com a correção, vinda por Cristina de Luca, autora do Circuito. Ela lera no G1 que a perda fora de US$ 31 mil por minuto.

E a Amazon? Disse oficialmente o tempo exato que ficou fora do ar? Craig Berman , porta-voz da empresa, fez um rápido pronunciamento, relatando que o sistema da empresa é muito complexo. O discurso oficial informou que estavam trabalhando para retornar ao normal.

Mais interessante do que o discurso oficial é passear os olhos pelo que a comunidade internauta disse sobre a queda momentânea do maior ícone do comércio online.

Tweet Scan - o rastreador de micronarrativas no Twitter

Summize - rastreando micronarrativas de internautas pelo Twitter

O

Tweet Scan e o Summize rastreiam tudo o que foi escrito noTwitter. Basta digitar a palavra Amazon para ler em inglês, português e outros idiomas, nos quais os “twitteiros” narraram suas microhistórias.

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PARECE QUE O TWITTER TOMOU LSD

O Twitter é apenas um dos sites de social networking (redes sociais) em ascensão. E a discussão sobre o papel dessas redes continua. Façam suas apostas.

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O papel do celular nas redes sociais – chamada para discussão

Este post, por ora, é uma chamada à discussão. O artigo “The future of social networking: moble phones“, publicado no Times Online, é o mote.

Ontem entrevistei a jornalista, escritora e pesquisadora Ana Carmen, que postou o texto “Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter“, na semana passada, e me relatou sua experiência nos últimos anos, acompanhando essa grande mudança que vivemos e experimentamos com essas tecnologias mudando o nosso cotidiano.

Ainda falta conversar com outros participantes da primeira e segunda edição do programa, entre eles Pedro Doria, Lu Freitas e Inagaki, e conseguir agendar entrevista com a direção e/ou produção do Roda Viva, da TV Cultura.

Minha idéia, além de levar a discussão para o blog, é produzir matéria para GSMmania (site em reconstrução), na qual sou editora.

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CHÁ VERDE EM TARDE NÔMADE x TWITTER

O Twitter está lerdo hoje e falha no carregamento o tempo todo. Enquanto isso, na leitura fragmentada do século 21, que tal os artigos “Breaking news, Twitter style“, no site da Reuters, e “Why Twitter Matters“, publicado na Business Week, que trata da explosão desse serviço, questionando se ele é páreo para o Social media at FacebookFacebook?

Leitura recomendável para os que discutem e pensam em redes sociais, em tempos de web 3.0.

Vale lembrar e repetir que a TV Cultura iniciou sua cruzada para angariar telespectadores que pertencem a uma categoria bastante desejada e, aparentemente, fora do alcance da televisão: os internautas.

A iniciativa do programa Roda Viva -aliás a página está vetusta e merece urgente uma atualização, mas dá para acessar o blog da TV Cultura– é inédita.

Há duas edições, o programa tem chamado blogueiros/twitteiros para participar da platéia.
Pelo que entendi, eles não podem perguntar nada ao entrevistado. Aliás, quem assistiu pela TV relatou que a câmera mal registra a presença dos blogueiros. Pelo Twitter, eles comentam o que acontece durante a roda viva de perguntas e respostas e informam os internautas. Um resumo que se atualiza com frases de 140 caracteres, o máximo que o serviço permite. O Tweetscan e outros servem para rastrear o que foi dito na web sobre um assunto, bastando, por exemplo, digitar #rodaviva.

É uma forma de chamar os internautas para ligar a TV? Ainda é cedo para responder a essa questão. Afinal, quem não quiser desgrudar do seu monitor pode assistir a transmissão do programa pela web ao vivo.

Trata-se da segunda experiência e essa forma pode e deve mudar. Por que não incluir os blogueiros na turma dos entrevistadores?

Na última segunda-feira, a blogueira, jornalista e escritora Ana Carmen foi uma das convidadas a participar da platéia composta de três blogueiros/twitteiros, durante a entrevista com o bailarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo. A jornalista e blogueira HelenaN, do Prateleira.net, e o jornalista Alexandre Inagaki, do Pensar Enlouquece, completaram o grupo.

Nada é por acaso. Paulo Markun, presidente da Fundação Anchieta – Centro Paulista de Rádio e TV Educativa, está muito bem assessorado. Aliás, parabéns ao responsável por nova mídias. E Markun revela seu lado interneteiro em entrevista ao Link, do Estadão. Sem deixar de arrematar que tem um filho da geração Y, Pedro Markun.

Seria injusto esquecer que a Fundação Padre Anchieta já tem outras iniciativas na web. O Radar Cultura é uma rede social que começou a engatinhar e deve ter engatado, espera-se, mesclando a Rádio Cultura AM com web. Merece visita, cadastro e experimentação.

P.S. Já agendei entrevista ao vivo com Ana Carmen e estou tentando falar com HelenaN e Inagaki. Também vou atrás do responsável por novas mídias da TV Cultura. A idéia é escrever um texto com depoimentos para a revista GSMmania (site em reestruturação), na qual sou editora.

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A força objetiva do terremoto e o esforço objetivo dos estudantes chineses

O post Terremoto ao vivo e/ou a sociedade do espetáculo gerou uma análise bastante interessante.
Vem do pesquisador e professor universitário Vicente Gosciola, autor do livro “Roteiro para as novas mídias: do cinema às mídias interativas.” ( Senac, 2008 )
Reproduzo na íntegra e tomei a liberdade de lhe pedir que autorizasse a divulgação de seu-mail, que segue no pé biográfico.

Acho que o texto de Maria Rita Kehl, assim como o
comentário do Eugênio Bucci, em que pese o louvável esforço
em atender às questões da individualidade dos estudos da
comunicação, carece de atualização se quiser se dirigir ao
campo dos meios comunicação que estão surgindo agora. Sua
argumentação ainda está muito presa à idéia de que a única
estruturação de sentido possível depende da interpretação do

inconsciente ou dos elementos significantes de um evento ou
manifestação. Acho que a web 3 tem, certamente, o fluxo
continuo do inconsciente, como tudo na vida, mas ela tem
outra fonte de sentido e que é preponderante na sua
estruturação: a materialidade da comunicação, sua
objetividade (que, também como tudo na vida, não exclui a
sua subjetividade). Veja a força objetiva do fato terremoto
e o esforço objetivo de comunicação dos estudantes chineses.

Por que só haveria neste episódio a subjetividade e a

indústria cultural? A falida indústria cultural é também um

conceito falido, que Kehl chama predecessora da Sociedade do
Espetáculo e lhe reputa toda a responsabilidade por tudo que

se impôs até agora ao dia-a-dia das pessoas em termos de

comunicação, informação e entretenimento. Estou plenamente
de acordo, mas desde a web 2 muita água nova está passando

ao largo do lago de água estagnada dos meios de comunicação

fomentadores da sociedade de controle. É por esse mesmo
sentido que Debord proclamava, mais profeticamente do que
pretendia como ativista situacionista, que havia um modo de
dar voz a qualquer cidadão. Aqui sim, do Situacionismo à web

3, acho que temos um caminho a ser considerado e estudado
como novidade. Concordo plenamente com você Mari-Jô: o
Presente está gritando muito alto as palavras de emancipação
e autonomia para o cidadão comum em termos de comunicação,

exatamente daquilo que as grandes corporações de comunicação
morrem de medo. Sendo assim, acho que temos que buscar novos

instrumentos de análise para compreender tamanho movimento

de emancipação cultural e comunicacional. Como de hábito,
vai aparecer ainda muita gente psicanalisando o movimento
twitter, ou coisa que o valha, como se bastasse, para dar
conta de toda a realidade em questão, colocar o sujeito em

um laboratório higienizado ou em um divã distante anos luz
de discussões sobre a sociabilidade. Nada contra a

investigação sobre a individualidade, mas isso não é
suficiente e nem predominante para compreender o que
acontece nesse início de século XXI, os efeitos do encontro
de movimentos sociais e da cultura da convergência.
Portanto, para ampliarmos o alcance de nossa visão sobre o
contemporâneo e o urgente, eu gostaria de convidar os

colegas da prática e da teoria da Comunicação a trabalharmos
com instrumentos próprios e novos da nossa área.

Vicente Gosciola
Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em
Comunicação Da Universidade Anhembi Morumbi. Doutor em
Comunicação pela PUC-SP. Autor do livro “Roteiro para as
novas mídias: do cinema às mídias interativas
” ( 2a. ed.,
Senac, 2008 ). Publica, pesquisa e presta consultoria nas
seguintes áreas: novas mídias, novas tecnologias, cinema,
vídeo, televisão, comunicação, narrativa não-linear,
narrativa interativa, roteiro, interatividade, TV
interativa, hipermídia, tecnologia e estilo
cinematográficos, cinema brasileiro, edição não-linear
digital, novas tecnologias e sociabilidades, cultura
colaborativa, cultura da convergência, web TV, game, A.R.G.
E-mail: vgosciol@uol.com.br

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Terremoto ao vivo e/ou a sociedade do espetáculo

A notícia do terremoto na China, amplamente divulgada em todos os meios, levanta algumas questões. Uma delas é a transmissão do tremor ao vivo. A segunda está atrelada à obra “A Sociedade do Espetáculo“, do filósofo francês marxista, situacionista, estruturalista e pós-estruturalista Guy Debord, morto em 1994.

Enquanto o chão tremia, um estudante do Instituto Jingshan da Universidade de Sichuan, a 100 km do epicentro, protegeu-se embaixo de um móvel do seu quarto no alojamento do campus. Simultaneamente começou a filmar o que acontecia à sua volta, conversando com outro colega, que tentava calçar seus tênis.

Os protagonistas, no entanto, eram trêmulos objetos que caíam pelo chão. Mais: o dono da câmera gritava ao colega para que entrasse online e avisasse outras pessoas. Minutos depois, essa imagem foi vista por milhares de internautas.

Horas mais tarde, os rumores tomaram a região. E donos de celulares na capital de Sichuan espalharam notícias por meio de serviços online, entre eles o Twitter e o Fanfou, redes que permitem postar microtextos de até 140 caracteres.

Que o celular é mais rápido na transmissão de informações, ninguém duvida. É literalmente o telefone sem fio, alusão a uma brincadeira de uma geração que mal imaginava que conviveria com a era da comunicação móvel.

E por que esperar pela oficialização da informação, que precisa de produção e elaboração para a transmissão na mídia televisiva e radiofônica, o que dirá a impressa?

Em situações de emergência, qualquer um se vale do que tem em mãos para pedir socorro. Histórias não faltam. Em artigo publicado no The Wall Street Journal (verssão em PDF) e traduzido para o português pelo Valor Econômico (versão em PDF para quem não é assinante), o leitor lê um depoimento que diz ser pouco provável que as informações divulgadas nesses serviços, como o Twitter, estejam erradas, uma vez que elas servem para avisar familiares e amigos, diferentemente dos blogs que exigem mais tempo para escrever.

Voltando à sociedade do espetáculo da qual fazemos parte e produzimos, a psicanalista Maria Rita Kehl defende no artigo “O espetáculo como meio de subjetivação” muito bem a questão da passagem conceitual da indústria cultural (Adorno) para a sociedade do espetáculo (Debord).

A leitura do texto de Maria Rita Kehl é, mais do que obrigatória, necessária para refletir “os efeitos dessa obra ‘total’ da televisão, transmitida por um veículo que é doméstico, cotidiano, onipresente…”.

Seu artigo foi publicado em 2003, quando as mensagens instantâneas ainda pairavam em um mundo circunscrito de internautas com seus grupos, também conhecidos por infoansiosos.

Logo após vieram as redes sociais, no Brasil, a mais popular delas é a Orkut. Em pouco tempo o celular miniaturizou-se ainda mais e passou a incorporar mais funções, antes restritas ao computador de mesa ou portátil, que incluem fotografar, filmar e estar 24 horas conectado na internet.

Na última semana de abril, a CNN noticiou como James Buck, fotógrafo e estudante universitário, livrou-se da prisão em Mahalla, no Egito, com a ajuda do Twitter, avisando o mundo que estava sendo preso.

No dia do terremoto chinês, outro estudante filma os abalos e posta na web.

Diante desses espetáculos, pinço uma frase do artigo de Maria Rita Kehl, que serve de provocação: “Existir é fazer-se imagem para o outro…”.

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Salva pela web

Os autores deste blog costumam fazer posts nada personalizados. Abramos uma exceção. Todo mundo já ouviu uma história de que foi salvo pela internet. Em outros tempos, era o vizinho. Depois veio o telefone. A bola da vez é o Twitter, que serviu de alarme para quem mora nos EUA em regiões com tornados. Basta ler How Twitter saves lives no blog de uma cristã twitteira.
Sexta-feira, dia 4 de abril, eu me preparava para fazer uma oficina pela web. Assunto: mobile learning, tema que venho acompanhando, lendo artigos, estudos de caso, entrevistando antropólogos e professores universitários que fazem pesquisas sobre o uso de celulares.
Eram quase 21h, eu testava meu microfone e já havia na platéia virtual 17 pessoas. Quem quisesse me ouvir podia entrar pela rádio online. Os usuários de Second Life poderiam fazer perguntas ao vivo no Centro Cultural Bradesco. Também dá para participar do Moodle, um ambiente AVA (ambiente virtual de aprendizado) do CCB, gerenciado por Alessandra Zago.
Em casa todos já sabiam que o silêncio era uma ordem, nas redondezas do meu escritório. De repente começa uma gritaria e descubro que minha caçula havia engolido uma moeda. Minha mais velha gritava, a filha que virou cofrinho estava desesperada. Minha cara-metade, idem.
Antes de mais nada, pedi calma. De nada adiantou. Enquanto isso, avisei pelo teclado aos presentes virtuais que eu precisava sair correndo para um hospital por conta de um acidente doméstico.
Não tinha me dado conta que o microfone estava aberto. Daí que todos escutaram a gritaria em casa. Foi a minha sorte. Uma amiga que estava na platéia ouviu e rapidamente ligou para seu pai, que é médico. Em seguida, telefonou em casa e disse que não era tão grave, mas que precisávamos ir a um hospital.

Ela passou em casa, pegou o quarteto e rumamos para dois hospitais. No segundo, fomos atendidos, minha garota-cofrinho foi submetida a um raio-X e vimos que a moeda (de 25 centavos ou 1 real) estava alojada no estômago. No HU havia um garoto de 7 anos que engolira uma moeda “importada”. Pôs o dinheiro na língua porque ficou com medo que a professora o confiscasse. Teve mais azar, porque o vil metal estava preso no esôfago.
Eu já entrevistei há muitos anos uma mulher que foi salva de um assalto por sua web cam. Uma história maluca, mas aconteceu. Vou dizer o óbvio. É válido também para ateus: santa web . Santos também os amigos que nos ajudaram nessa hora.

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2008: ano do mundo móvel na web?

Quem gosta e acredita em estatísticas prevê que milhões de celulares estarão conectados na web nos próximos anos.
E no Brasil? Se depender dos preços cobrados pelas operadoras, o tempo de adoção promete ser maior. A não ser que haja uma revolução na cobrança desses serviços. Explico: você já experimentou navegar pela internet do seu celular?
Minha conta já dobrou de valor. Fui incauta. Motivo principal: falta de pacote vantajoso para navegar pela web.
A TIM criou recentemente uma promoção de 40 Megabytes de tráfego, ao longo de 30 dias, por R$ 10,  nas conexões TIM Connect Fast e TIM Wap. Há também no portal da TIM outras ofertas, que começam em 40 Megabytes e chegam a 1 Gigabyte.
No site da Vivo , o cliente tem direito a trafegar 500 Kbytes de dados do plano Vivo Escolha 5o ao Vivo Escolha 180. Nos seguintes, sobe para 2 Megabytes e essa taxa se estende até o Vivo Completo. Há ainda um serviço de acesso à web na Vivo  para quem usa o smartphone BlackBerry, por R$ 69,90. Só não consegui checar ainda se ele é válido para quem usa outras marcas de celulares em conexões WAP e/ou GPRS. Há ainda um serviço para tráfego de dados no portal da empresa, com promoções de 40 Megabytes a 1 Gigabyte.
No portal da Claro, parece haver mais ofertas para quem precisa ou quer navegar pela internet.
Se a onda é twittar, enviar mensagens pelo MSN Windows Live Messenger , GoogleTalk, falar pelo Skype, puxar e-mail, acessar blogs, sugiro aderir aos pacotes com a maior oferta de tráfego possível.  Que o digam os twitteiros que não se desgrudam de seus celulares e mandam todos os seus passos em frases de 140 caracteres. Não importam onde estejam: aeroportos, no trânsito das metrópoles e até em festas na casa da sogra. Já li exemplos no Twitter reveladores.
Dilema
As operadoras no Brasil continuam em um entrave: a porcentagem de linhas que utilizam o sistema pós-pago não crava nos 20 pontos.
Querem aumentar a fatia de usuários migrando para o pós-pago? Deve ser o sonho diuturno de cada um dos diretores de marketing e quetais e suas respectivas equipes.
Os preços proibitivos impedem. E não há estatística que me convença que o acesso à web será predominante nos próximos anos neste país.
Mesmo que os portais noticiem números e mais números, fabricados por institutos de pesquisa, afirmando que o iPhone lidera o acesso à internet no Brasil. Bom, só se for entre os publicitários e profissionais liberais que importaram seus aparelhos, ok. Daí fica mais crível.

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Barça e Sampa em dois eventos hi-tech

3GSM World e Campus Party Brasil 2008 acontecem simultaneamente em Barcelona e São Paulo a partir de hoje.
Eu adoraria rever a Calalunia, não importa a estação, mas praticamente acamparei durantes sete dias na Bienal para escrever, subir, postar, blogar, twittar, clicar etc.

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O Twitter, o famoso rápido no gatilho, está ….

Twitter

Hoje o serviço, conhecido pela agilidade para notícias curtas, deu sinal de esgotamento. Isso começou há semanas, no primeiro dia da apresentação de Steve Jobs na MacWorld. Desde lá, o Twitter nunca mais foi o mesmo. A imagem acima chega a ser infantil para avisar seus usuários de que algo vai mal “tecnologicamente”. O negócio é esperar. Isso porque os concorrentes ainda nem saíram da toca. Pelo menos no planeta brazuca.

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Trio duca na cobertura do SPFW

Blog!Originally uploaded by FIAT no São Paulo Fashion Week
De tudo que vi ao longo da semana do SPFW, pela internet, nota mil para o trio blog/twitter/flickr, iniciativa da Fiat, patrocinadora da semana de moda em Sampa, pelas mãos da competentíssima equipe da Agência Click.
Comandada por Jeff Paiva e Lalai, dois clickers da agência, o blog Fiat no SPFW contou com o editor Paulo Terron, autor do With Lasers, e mais dois especialistas em moda, Biti Averbach, do Moda sem Frescura, e Vitor Angelo, do dus*****infernus.
A grande sacada dos clickers foi integrar informação, literalmente, em tempo real.
Enquanto aconteciam os desfiles e outros eventos, a equipe enviava informações via Twitter, que permite subir, no máximo, 140 caracteres por vez. As fotos clicadas in the meantime subiam pelo Flickr e o blog concentrava essas duas mídias e recebia textos dos blogueiros que manjam pracas do mundinho fashion.
O resultado desse trio é excelente, porque o leitor não precisa esperar acabar um desfile para ter acesso ao que rolou, rolava e rola. Informação instantânea, como se você tivesse na tela do seu computador com sua lista do MSN (ou congêneres) com vários informantes narrando os acontecimentos.
Detalhe importantíssimo: a interface desse trio criou uma estética interessante, uma vez que no blog, do lado direito, ficam as análises, e no lado esquerdo, as fotos em um formato Flash cool com as notícias em tempo real, atualizadas segundo a segundo.
Melhor impossível.

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Rastreando informações da CES e da Macworld

Depois de sete dias escrevendo sem parar para o mundo impresso, volto ao espaço dos zeros-e-uns.
Las Vegas e San Francisco disputaram logo após a primeira semana do mês a atenção de milhares de pessoas que compareceram às feiras realizadas nessas cidades com centenas de anúncios para o planeta tech/móvel.
Não faltaram análises e notícias sobre toda e qualquer traquitana. O que mais me impressionou não foram os computadores mais finos, leia-se a nova máquina da Apple, que assim que o presidente da empresa, Steve Jobs, o sacou de um envelope, estrategicamente, ganhou na hora o apelido de iPaper, nem tampouco os celulares de design sofisticado com capacidade para acessar redes 3G, wi-fi etcetera e tal.
O que me chamou a atenção neste ano foi a corrida para segur a informação. Eu diria melhor, rastrear.
A Mac World foi assistida e acompanhada pela web de todos os meios. Quem não conseguiu ver vídeo ao vivo partiu para os  blogs “soprando” o que acontecia minuto a minuto, parecia até partida de futebol narrada em site do UOL ou do Terra.
O IDG Now deu a cobertura em português. Melhor para quem queria ficar antenado aqui no Brasil. Centenas de blogs techies ofereciam essa cobertura. Houve até quem o fizesse com direito à tradução em espanhol, caso do Engadget, que também postava fotos o tempo inteiro. 
Enquanto isso, os twitteiros de plantão estouravam a capacidade do site de comportar gente teclando do mundo todo para trocar informações do que rolava no palco com Jobs. No blog da empresa, o anúncio da queda do serviço tinha virado oficial.

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