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Quando o Twitter vira complemento do blog

Twitter, a bola da vez

Twitter, a bola da vez

O Twitter está matando os blogs? Que tal pensar essa ferramenta de frases de no máximo 140 caracteres como um complemento aos blogs. Aliás, não é novidade alguma. Há mais de dois anos, blogueiros e agências de publicidade já conseguiram criar códigos para inserir o Twitter e o Flickr em blogs.

Na São Paulo Fashion Week de janeiro passado, a agência Click já tinha inovado com o Twitter e o Flickr para fazer uma cobertura do evento ao longo da semana com o Fiat Fashion Innovation Atitude. Ideia simples: contratar especialistas no mundo da moda, de preferência blogueiros ou blogueiras. De quebra, dois publicitários da agência mandavam seus comentários via Twitter pelos seus celulares. As fotos subiam com rapidez, os blogueiros cobriam os desfiles e os publicitários faziam seus comentários em 140 caracteres.

Resultado da ação? Um sucesso, e dez a zero em relação à cobertura oficial do evento e de outros blogs e sites de notícias sobre o São Paulo Fashion Week. Nada contra os profissionais que cobriram esse acontecimento que movimenta a economia, a mídia, turismo etc.,  afinal todos sabem fazer o seu trabalho, mas o blog que aliava Twitter e Flickr, um dos patrocinadores do evento, que, por sinal, era a Fiat com um modelo de carro, ganhou em agilidade.

Em menos de um mês, em 2008, fui convidada para cobrir a primeira edição da Campus Party para um portal de notícias. Assim que sugeri que se fizesse esse “mashup”, jargão utilizado na blogosfera, torceram o nariz. Em uma estrutura de um portal de notícias e conteúdo, criar um blog que reunisse mais duas ferramentas parecia algo estratosférico. Não era. Qualquer um poderia fazer.

Eu que manjo pouco e não tenho paciência para html, já tratei de incluir o Twitter e o Flickr neste modesto blog na mesma época. O Campus Party aconteceu, a mídia tradicional não deu bola no primeiro dia, e o evento explodiu ao longo da semana, com emissoras de TV correndo atrás do prejuízo, e blogueiros escrevendo diuturnamente .

Hoje, esse trio ou quarteto ou quinteto de ferramentas em um blog virou lugar comum. Os WordPress e Blogspot da vida aceitam e oferecem dezenas ou cententas ou milhares de acessórios, também conhecidos por widgets, para incluir em um blog, com direito a música (Blip.FM e outros) e vídeo (leia-se YouTube) em tempo real.

E por que recontar essa história? Ora porque o Twitter, tardiamente ou não, é a bola da vez em “11 entre 10” publicações de papel, online e outras mídias. Aliás, este post foi inspirado em um link que li da jornalista e doutoranda  Luciana Moherdaui no Facebook, outra ferramenta, que também serve de complemento para blogs.

Luciana Moherdaui linkou o post Twitter is the new headline: how blogging and Twitter are complementary. Além disso, ela foi cobrir, usando o Twitter, a palestra “Estamos preparados para o público 2.0?“, organizada pelo grupo de Pesquisa Net Art: Perspectivas Criativas e Críticas (CNPq/PUC-SP) e a Agência Click, no Tuca, em Perdizes, e descobriu que havia um limite de tuitagens por dia, 119. Não é à toa que os jornais online/papel têm várias contas de suas respectivas editorias para poder dar conta da tuitagem de suas manchetes.

Noves fora, o planeta rendeu-se ao Twitter. Em janeiro deste ano, a revista eletrônica de fotografia PicturaPixel, editada por Claudio Versiani, em Barcelona, e Gilberto Tadday, em Nova York, ganhou cara nova, uma equipe oficial de colaboradores e uma conta no Twitter para divulgar suas seções, notas, matérias, vídeos, artigos, resenhas e tudo mais.

Some-se a isso os sites que encurtam endereço, pois no Twitter é preciso ser econômico. O mais famoso até pouco tempo atrás era o TinyURL. Um mais curtinho ainda é o Is.Gd. Nossos brazucas já correram atrás da ideia, que parece simples. O Migre.me arrebanhou internautas brasileiros dos quatro cantos do país. Em pouco tempo já há outro o Vai.la, que conheci no dia 14 de abril. O Migre.me conquista o twitteiro por um motivo simples. Dá pra ver quantas vezes a sua historinha no Twitter foi clicada, reclicada e retwittada. Não é a invenção da roda, mas está lá para você ver, buscar seus bookmarks, ter uma ideia do que acontece com os cliques e, se quiser, compararar os twitteiros/blogueiros que fazem de tudo isso um marketing sem fim, aumentando seus seguidores de forma artificial para conseguir mais público.

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Um pen drive pra carregar seu mundo se acabar a luz

Pen drive, o chaveiro do século 21

Pen drive, o chaveiro do século 21, é o minúsculo objeto azul-claro e branco sobre o celular

Sem energia elétrica por CINCO horas, não há bateria de notebook que aguente a jornada. E um celular inteligente, o famoso smartphone, suportaria a lida com um teclado sem fio, ou wireless. Como preferirem.
Mas vamos ao que interessa. Antes de a Eletropaulo estacionar seu caminhão na porta de casa e cortar a energia da rua para trocar um transformador, o desespero foi tamanho.
Luiz saiu correndo para copiar suas pastas de trabalho no pen drive. Manuela, a filha mais velha, esbaforida também ficou desesperada para disputar o servidor com o pai e  gravar fotos e textos em seu MP3 para levar à escola. Como não o achava, claro – qual adolescente sabe onde estão suas coisas-, emprestei um pen drive que estava preso em uma das minhas mochilas. Todos na pressa para levar seu mundo no pen drive.
Motivo principal: como não fôramos avisados do reparo da companhia elétrica, os três mais velhos da casa queriam gravar tudo às pressas em seus pen drives. A caçula de 6 anos, que está praticamente lendo e se interessa pelos recuros extras de camerafones,  transitava tranqüila. Mal sabe o que a espera em breve.
Pen drive, para quem nunca ouviu falar, é um chaveirinho minúsculo, capaz de armazenar milhares de textos, fotos, vídeos e toda sua vida digital. Em outros tempos, era o disquete que fazia esse papel. Claro, em outros tempos não havia foto digital, muito menos música ou vídeo transitando em zeros e uns. Então tudo se restringia a um disquete, que começou com um tamanho gigantesco de 5 1/4 polegadas e, em seguida, diminuiu para 3 1/2 polegadas.
Hoje há pen drives vários gigabytes. Os que costumam ser distribuídos em convenções são de 1 Gigabyte,  2 Gigabytes, 8 Gigabytes etc. Tudo depende do poder de lobby de quem faz as vezes da casa.
Naquela tarde descobri que não são apenas textos, músicas ou filmes que devem ser carregados no seu chaveiro do século 21.
O ex-publicitário, autor de livros de tecnologia e blogueiro Carlos Cardoso, que escreve para uma legião de leitores no MeioBit e mantém o Contraditorium, me aconselhou a levar meus aplicativos todos no chaveiro digital.

Isso mesmo, você instala no seu pen drive os programas básicos e imprescindíveis na vida de um nômade: o navegador, o editor de textos e o que mais achar importante.

E por quê? Resposta simples: é um horror entrar em qualquer máquina de um cybercafe e não poder abrir o seu navegador favorito, leia-se Mozilla Firefox. O que o pen drive faz é reproduzir tudo o que você faz no seu computador. Equivale ao seu computador portátil.

Ok, toda minha vida está na web, grande parte das minhas fotos, meus textos, gravações de podcasts, entrevistas em áudio, a pauta das revistas que edito, os telefones de todas as assessorias de imprensa, os telefones dos amigos  Escrevo no blog pelo WordPress. Os endereços favoritos no Del.icio.us, e até os endereços para controlar o que sai da sua conta bancária. E, por último, todo o conteúdo da revista Windows Vista, cuja equipe toda trabalha online pelo sistema Blafoo.
Ah, a dica do Cardoso é mil. Entre no Portable Apps e escolha o seu.

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Post do celular

Treze dias se passaram e só hoje volto a postar. Do celular. Não são sete dias corridos. O blog parecia abandonado, mas estava em estado de suspensão, pois seus autores haviam assumido outros compromissos virtuais e analógicos.

Por partes. Postar de um celular, definitivamente, vale a pena para quem abriu mão de levar notebooks em suas mochilas. O peso de 3 kg de um notebook não é mais vantajoso. O que fazer? Apostar em um ultraportátil, os computadores que pesam entre 1 km e 1,2 kg.

Agora se é imprescindível postar, o celular é bom para notas rápidas. Digo isso porque o celular depende de conexão com a web. E esse acesso pode ser feito de algumas formas. A elas: ou o seu  modelo tem acesso Wi-Fi, para conectar-se de cafés, restaurantes, hotéis e aeroportos, ou você usa a conexão banda larga do celular EDGE ou 3G, mais rápida. Nesse último caso, não é todo celular que está habilitado para a por enquanto suposta alta velocidade prometida pelas operadoras para 3G. A conferir.

O melhor é escrever de um teclado virtual, conectado por Bluetooth. Se não tiver um, acostume-se a teclar do seu telefone e escreva o que puder, sempre gravando. E se, repentinamente, a conexão do celular cair, não conte com a gravação automática, mais conhecida como Auto Save, pois essa facilidade não existe no m.wordpress.com.

Os que postam de celulares e vão de conexão Wi-Fi se dão melhor, pois a navegação pela web está garantida e menos suscetível. Por hoje é só.

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Sete dias postando do celular

A proposta é usar apenas os recursos mobile do WordPress abrindo mão da versão Html e teclando diretamente de um smartphone.
Mais leve, no modo mobile, não posso carregar fotos. O teclado do Nokia E71 ajuda bastante e o modo T9 ou predictivo, com um dicionário pré carregado agiliza bem a digitação do texto.
Ainda não fiz o teste, mas gostaria de postar via Flickr no celular. Isso quer dizer o seguinte: tiro a foto, subo pro Flickr e de lá, posto para o blog.
Pelo celular, o Twitter, funciona bem. Afinal, digitar 140 caracteres para dar o seu recado é a grande sacada dos serviços de microblogging.

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Flickr

Meu flickr flickr no WordPress. Teste rápido. Agora tenho de entender por que raios não consigo postar direto da galeria de imagens do meu celular N73. Em testes com um antigo N80, deu tudo certo. Com o N95, ocorre o mesmo erro. Se mandar por e-mail, funciona. Se abrir a web, idem.
O legal mesmo é poder mandar a partir da galeria de fotos.

Comentários desativados em Flickr

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