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iPad, a propaganda oficial

E a frase: “I don’t have to change myself to fit the product. It fits me”.

Em tradução livre: “Não tenho que mudar para me adaptar ao produto. Ele sou eu”.

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Quem se habilita? Qual será o 1º portal de notícias a permitir envio de vídeos?

Aqui em terra brasilis, temos o hábito de digerir para depois nos apropriarmos de uma ideia. O que não quer dizer que não tenhamos tutano para ser criativos. Ok, faz parte. Claro que todos já devem ter pensado no assunto, mas algum portal de mídia já colocou a ideia em prática? Em suma, o Huffington Post –com mais de 8 milhões de visitas mensais, segundo o instituto Nielsen—  criou o projeto New York subway Performers Project: Help Capture and Map the City’s Street Talent, pedindo a seus leitores que enviem vídeos de street art para mapear talentos.

Na era de videofones e câmeras fotográficas que filmam, leitores aproveitam o espaço e ganham milhares ou milhões de cliques. A conferir.

ENQUANTO ISSOUOL, Terra, Folha Online, Estadão, R7, G1 etc. etc. ou andam comendo mosca ou em breve criam os seus chamados “jornalismo cidadão” ou videorrepórter ou o nome marqueteiro que for mais conveniente.

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Google: 11 anos em 133 segundos

Dica do Google Discovery. Produzido pela filial britânica do Google, o clipe narra a história da empresa de forma simpática, pontuando a origem em googol (1 googol = 1,0 × 10100), ou Googol

passando pelo lançamento da página em 1998, à aquisição certeira do YouTube, até chegar a lançamentos ousados, que incluem Google Street View, Android, Chrome e Google Wave.

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Me dá meu chip, Pedro

Na pródiga rede, parece que essa história rolou na sexta-feira, 18 de setembro. Ok, reconheço. Ao longo desse dia, fiquei presa a um texto e, vez por outra, ia ao Twitter. Para não perder a concentração, fechei os navegadores e me restringi ao editor de textos.

No sábado, à noitinha, fuçando o Twitter, aleatoriamente, caí n’O Esquema. O que a curiosidade não faz. A minha e a de quem foi obrigado a ouvir o escândalo em uma porta vizinha. O melhor, ou pior, de tudo: a gritaria foi filmada.
E daí? Para o YouTube, outro pulo.

Mais: e por que não transformar o urro em funk! A criatividade da galera deu cria. Não a um, mas a alguns funks. Conferir é preciso.

Perguntas que não calam: o que é privado? E público? A internet transformou-se no canal ideal para a espetacularização?

Leitura obrigatória: A Sociedade do Espetáculo – Guy Debord. Uma versão traduzida para o português de Portugal, generosamente disponível em PDF aqui.

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Cyberculture Little Lulu no LuluzinhaCamp

Uma homenagem de uma Lulu leitora da Luluzinha para o LuluzinhaCamp

Quem diria que Marge, a criadora da hilária personagem Little Lulu, daria nome a um evento cybercultura de Lulus.
Será que é preciso explicar? Eu confesso que li centenas de revistinhas da Luluzinha. Adorava esperar o sábado para que meu pai fosse até a banca de jornal para me comprar a última edição da minha personagem predileta. Bom isso já foi há algumas décadas.
O tempo passou e o termo Luluzinha pegou. Virou coisa de mulher. E agora virou encontro de mulheres blogueiras. O Luluzinha Camp acontece no sábado, 23 de agosto, no Gafanhoto.

É a prova perfeita e acabada de que existem mulheres na blogosfera. Aos montes. Eu me dei ao trabalho de contar as inscritas. Passaram das 160 blogueiras. E palmas para a idealizadora do evento, Lucia Freitas, cuja idéia saiu de uma reunião na qual ela era a única da espécie feminina. Pouco importa. O que interessa é que um bando vai se encontrar no Espaço Gafanhoto, (av. Rebouças, 3181, São Paulo) entre 10h e 17h, para falar de mulher interneteira, maquiagem, tricô, fofocas do mundo cibernético, de tecnologia.

Corra que ainda dá tempo.

E se não der, acompanhe pelo Twitter, TwitterSearch (digite luluzinhacamp) pelo Flickr, pelo YouTube, pela lista de blogs, clique no Blogroll ou quem sabe pelo Yahoo Live.

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Gilberto Gil no fechadíssimo Zeitgeist Europe 2008 Google

Ok. Sem desmerecer a importância do Zeitgeist Europe 2008, que reuniu a fina flor do mundo web, mas o melhor desse evento, organizado pela empresa Google, propositalmente sem cobertura da mídia, ainda é o compositor e ministro da Cultura, Gilberto Gil.
O artista/ministro deu uma canja ao cantar “Banda Larga Cordel” do novo álbum, que chega em junho, com direito a música baixada a granel.
Copyleft?
Acima, a palavra cantada do mestre Gil.
Abaixo, 38 minutos de discussão com Gil, Erick Hachenburg e Eric Baptiste. Se quiser ir direto para a fala do artista/ministro, corra para o 24º minuto.
A escolher.

Dica do MAMK.NET, do Mark Kramer, via Twitter.

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Terremoto ao vivo e/ou a sociedade do espetáculo

A notícia do terremoto na China, amplamente divulgada em todos os meios, levanta algumas questões. Uma delas é a transmissão do tremor ao vivo. A segunda está atrelada à obra “A Sociedade do Espetáculo“, do filósofo francês marxista, situacionista, estruturalista e pós-estruturalista Guy Debord, morto em 1994.

Enquanto o chão tremia, um estudante do Instituto Jingshan da Universidade de Sichuan, a 100 km do epicentro, protegeu-se embaixo de um móvel do seu quarto no alojamento do campus. Simultaneamente começou a filmar o que acontecia à sua volta, conversando com outro colega, que tentava calçar seus tênis.

Os protagonistas, no entanto, eram trêmulos objetos que caíam pelo chão. Mais: o dono da câmera gritava ao colega para que entrasse online e avisasse outras pessoas. Minutos depois, essa imagem foi vista por milhares de internautas.

Horas mais tarde, os rumores tomaram a região. E donos de celulares na capital de Sichuan espalharam notícias por meio de serviços online, entre eles o Twitter e o Fanfou, redes que permitem postar microtextos de até 140 caracteres.

Que o celular é mais rápido na transmissão de informações, ninguém duvida. É literalmente o telefone sem fio, alusão a uma brincadeira de uma geração que mal imaginava que conviveria com a era da comunicação móvel.

E por que esperar pela oficialização da informação, que precisa de produção e elaboração para a transmissão na mídia televisiva e radiofônica, o que dirá a impressa?

Em situações de emergência, qualquer um se vale do que tem em mãos para pedir socorro. Histórias não faltam. Em artigo publicado no The Wall Street Journal (verssão em PDF) e traduzido para o português pelo Valor Econômico (versão em PDF para quem não é assinante), o leitor lê um depoimento que diz ser pouco provável que as informações divulgadas nesses serviços, como o Twitter, estejam erradas, uma vez que elas servem para avisar familiares e amigos, diferentemente dos blogs que exigem mais tempo para escrever.

Voltando à sociedade do espetáculo da qual fazemos parte e produzimos, a psicanalista Maria Rita Kehl defende no artigo “O espetáculo como meio de subjetivação” muito bem a questão da passagem conceitual da indústria cultural (Adorno) para a sociedade do espetáculo (Debord).

A leitura do texto de Maria Rita Kehl é, mais do que obrigatória, necessária para refletir “os efeitos dessa obra ‘total’ da televisão, transmitida por um veículo que é doméstico, cotidiano, onipresente…”.

Seu artigo foi publicado em 2003, quando as mensagens instantâneas ainda pairavam em um mundo circunscrito de internautas com seus grupos, também conhecidos por infoansiosos.

Logo após vieram as redes sociais, no Brasil, a mais popular delas é a Orkut. Em pouco tempo o celular miniaturizou-se ainda mais e passou a incorporar mais funções, antes restritas ao computador de mesa ou portátil, que incluem fotografar, filmar e estar 24 horas conectado na internet.

Na última semana de abril, a CNN noticiou como James Buck, fotógrafo e estudante universitário, livrou-se da prisão em Mahalla, no Egito, com a ajuda do Twitter, avisando o mundo que estava sendo preso.

No dia do terremoto chinês, outro estudante filma os abalos e posta na web.

Diante desses espetáculos, pinço uma frase do artigo de Maria Rita Kehl, que serve de provocação: “Existir é fazer-se imagem para o outro…”.

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