1, Julho, 2009

Flickr

This is a test post from flickr, a fancy photo sharing thing.

15, Junho, 2009

Celulares para as massas

Crescimento nas vendas de celulares de baixo © Juniper Research

Crescimento nas vendas de celulares de baixo © Juniper Research

Pesquisa do instituto Juniper Research revela que, entre 2009 e 2014, o faturamento anual em vendas de celulares de baixo custo crescerá 22%, sobre a atual base de 700 milhões de unidades, nos países emergentes. Operadoras e fabricantes estão de olho nesses mercados para dar uma mordida caprichada nessa fatia do bolo, e o aparelho de baixo custo é imprescindível para matar essa insaciável gula.

Os gigantes desse setor, que oferecem aparelhos e serviços a menos de US$ 5,  já estão colhendo os frutos em países como Bangladesh, Paquistão e Índia. A Nokia, por exemplo, começou a desenvolver conteúdo gratuito para estimular quem compra seu primeiro celular a mantê-lo em uso.

O estudo da Juniper aponta as operações  dos fabricantes e operadoras em regiões para “Conectar os Desconectados” e para países com grande número de usuários, mas com orçamento apertado para a compra de um celular. A pesquisa faz uma previsão de seis anos em oito regiões do planeta, projetando o crescimento de telefonia móvel em várias tecnologias (2G, 3G, 3,5G e 3,9G), vendas anuais e taxa de assinaturas até 2014.

5, Junho, 2009

Mais aparelhos 3G no Brasil

Reprodução: Teleco

Reprodução: Teleco

Pode não ser muito, mas os dispositivos 3G representam 2,95% do total de aparelhos celulares no Brasil. Os dados, compilados pelo site Teleco, a partir de levantamento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), indicam que em abril desse ano a base instalada no País alcançou 4,9 milhões de dispositivos.

3, Junho, 2009

Banda larga para todos

Quênia: educação à distância para 850 alunos © www.safaricom.co.ke

Quênia: educação à distância para 850 alunos © www.safaricom.co.ke

Por Luiz Fernando Santos

3G é a nova fronteira de democratização da informação no mundo

Tão importante quanto a saúde ou a educação, o acesso à banda larga será decisivo para participação e desenvolvimento de cada indivíduo nas sociedades do século 21. Mais ainda. Em países como o Brasil, a banda larga móvel deverá ser o principal meio pelo qual a população terá acesso à rede mundial de computadores. Essa estimativa é de Ricardo Tavares, executivo da GSM Association, entidade global que representa mais de 750 operadoras móveis GSM em 218 países e territórios.

Vice-presidente para políticas públicas e regulação de mercados emergentes, Tavares possui uma visão privilegiada do fenômeno de acesso à web via celular, tanto para voz quanto para dados, em todos os países em desenvolvimento. Afinal, apenas os membros da associação representam mais de 3 bilhões de conexões GSM e 3GSM – algo da ordem de 86% das ligações de telefonia móvel em todo o mundo.

No caso brasileiro, Tavares considera que o 3G já é um sucesso. De novembro de 2007 a novembro de 2008, a base instalada atingiu 500 mil usuários de 3G/HSPA, que ao todo concentrava até o final do ano passado mais de 2 milhões de usuários.
“O HSPA que é hoje a principal tecnologia 3G no mundo e vai continuar evoluindo para permitir velocidades de até 50 Mbps (Megabits por segundo).” Ao mesmo tempo, Tavares alerta que existe um grande desafio para as operadoras. Ele observa que a demanda está acima do que inicialmente as empresas previam, por conta do fenômeno da demanda reprimida por banda larga.
“Essa demanda reprimida é muito parecida quando a telefonia celular chegou ao país e criou um mercado de massa de acesso a voz. Agora existe uma demanda reprimida por banda larga que é muito alta.”

Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase
Phone Use Shared Essay © Jan Chipchase

www.janchipchase.com/blog/archives/uganda/kampala/

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares, é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.

Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.

“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”

BOA INICIATIVA  – Tavares elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”

Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

INVESTIMENTOS E REGULAÇÃO DO MERCADO – Para o executivo, portanto, a grande questão que se coloca é: como expandir o serviço? Na opinião de Tavares é essencial discutir a criação de incentivos regulatórios para a expansão da banda larga móvel, uma vez que são os custos de regulação que, muitas vezes, “interfere na habilidade das operadoras em oferecer o serviço que o governo gostaria que a sociedade recebesse”.
Esses incentivos dizem não só respeito às leis específicas, mas a modelos de negócios que passam a ser criados e incentivados. O ponto de tensão, esclarece Tavares, é a regulação de conteúdos. Ele considera que atualmente uma proposta importante encontra-se em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 29. Na percepção de Tavares, a PL-29, como ficou conhecida a proposta, tenta estimular a produção de conteúdo audiovisual no Brasil e colocar novos participantes nesse mercado, além de contemplar algumas das necessidades regulatórias do setor de telecomunicações.
“Ao mesmo tempo o projeto dá importantes garantias aos radiodifusores de que o modelo de negócios atual vai continuar se manter no futuro. Esse projeto tenta criar um acordo que contemple as diferentes partes e que pode ajudar o setor por mais cinco anos. Mas dentro desse espaço de tempo, certamente, terá de se rediscutido.”
BOA INICIATIVA
Ele elogia a iniciativa do governo brasileiro por ocasião do leilão de 3G, em dezembro de 2007. Um dos requerimentos, aponta Tavares, foi o comprometimento das operadoras em expandir o sinal GSM para as áreas rurais. “Mas o modelo de negócios não funciona assim. É preciso, primeiro, criar escala para depois poder atuar nas áreas ruais.”
Mas de qualquer forma, Tavares reconhece que um fato que deverá ter grande impacto para o desenvolvimento para a banda larga móvel foi o acordo do governo brasileiro com as companhias de telefonia fixa. Dentro da proposta, foi negociado em vez da criação de postos de atendimento em todas as cidades, um custo elevado para as operadoras e de pouco resultado para o consumidor, a  extensão da infra-estrutura de telefonia fixa e móvel, o que envolve fibras ópticas e conexões sem fio ponto-a -ponto, para escolas e hospitais. “O impacto desse acordo vai ser muito positivo para o desenvolvimento da banda larga móvel no País.”

26, Maio, 2009

Na estrada, conexão sem fio gratuita

Na estrada, com notebook ou celular, conexão gratuita © Luiz Fernando Santos

Na estrada, com notebook ou celular, conexão gratuita © Luiz Fernando Santos

Antes cerceada a locais como lobbies de aeroportos, hotéis, shoppings e outros enclaves mais elitizados, a tecnologia da comunicação sem fio se dissemina rapidamente, alarga alguns horizontes sociais, desconcerta fronteiras físicas e amplia o quadro de contradições de uma sociedade em rede.

Por Luiz Fernando Santos

P.S. A foto acima foi capturada com um Nokia 6110 no posto Arco Íris Roseira, km 75 da via Dutra, na altura de Nossa Senhora da Aparecida,  em 23 de agosto de 2008.

28, Abril, 2009

iPhone ou Nokia 5800: qual você quer?

Nokia 5899 XpressMusic com 3,6 milhões de canções

Nokia 5800 XpressMusic com 3,6 milhões de canções

iPhone 3G para ouvir música via computador

iPhone 3G para ouvir música transferida pelo computador

Pergunta rápida: é melhor comprar um iPhone 3G por R$ 900 + plano de dados a R$ 30 + plano de 120 minutos, sem direito a música, ou um Nokia 5800 por R$ 400 + plano de dados a R$ 49,90 por um ano + plano de 120 minutos e com direito a baixar 3,6 milhões de músicas sem pagar mais nada por um ano? A comparação, a princípio, parece esquisita, afinal são dois aparelhos com perfis diferentes de público, o da Apple, voltado para a faixa etária entre 25 e 35 anos, e o da Nokia, a partir de 18 anos

Em comum, tela sensível ao toque, acesso à web sem fio, mapas com GPS e grande espaço para guardar milhares de música.

O iPhone já conquistou hordas de usuários. A Nokia divulgou, em meados de abril, a marca de 1 milhão de 5800 XpressMusic vendidos mundialmente.

O celular da Apple não permite que o consumidor brasileiro compre músicas pela Apple Store. O da Nokia foi lançado no dia 28 pela TIM para que o usuário baixe canções por um ano pelo computador ou pelo celular.

Outra pergunta: quem usa celular para ouvir música tem alguma noção do que é legal ou ilegal? A Apple praticamente acabou com a indústria fonográfica ao oferecer canções a US$ 0,99, mas essa modalidade de negócio somente funciona no hemisfério norte.  A Nokia lançou um desafio ao mercado nacional. A campanha de marketing da empresa está baseada em quatro pilares, um deles é a educação do consumidor, que, ao abrir seu celular e inserir o código PIN, terá um mundo de 3,6 milhões de músicas espalhadas em 18 gêneros.

A julgar pela molecada que, ao começar a andar, pega o celular para tirar uma foto, e, aos sete anos, fala em download com tanta intimidade, resta esperar. E acreditar em duendes. Ou bruxas ou papai-noel. A escolher.

23, Abril, 2009

links for 2009-04-23

15, Abril, 2009

Quando o Twitter vira complemento do blog

Twitter, a bola da vez

Twitter, a bola da vez

O Twitter está matando os blogs? Que tal pensar essa ferramenta de frases de no máximo 140 caracteres como um complemento aos blogs. Aliás, não é novidade alguma. Há mais de dois anos, blogueiros e agências de publicidade já conseguiram criar códigos para inserir o Twitter e o Flickr em blogs.

Na São Paulo Fashion Week de janeiro passado, a agência Click já tinha inovado com o Twitter e o Flickr para fazer uma cobertura do evento ao longo da semana com o Fiat Fashion Innovation Atitude. Ideia simples: contratar especialistas no mundo da moda, de preferência blogueiros ou blogueiras. De quebra, dois publicitários da agência mandavam seus comentários via Twitter pelos seus celulares. As fotos subiam com rapidez, os blogueiros cobriam os desfiles e os publicitários faziam seus comentários em 140 caracteres.

Resultado da ação? Um sucesso, e dez a zero em relação à cobertura oficial do evento e de outros blogs e sites de notícias sobre o São Paulo Fashion Week. Nada contra os profissionais que cobriram esse acontecimento que movimenta a economia, a mídia, turismo etc.,  afinal todos sabem fazer o seu trabalho, mas o blog que aliava Twitter e Flickr, um dos patrocinadores do evento, que, por sinal, era a Fiat com um modelo de carro, ganhou em agilidade.

Em menos de um mês, em 2008, fui convidada para cobrir a primeira edição da Campus Party para um portal de notícias. Assim que sugeri que se fizesse esse “mashup”, jargão utilizado na blogosfera, torceram o nariz. Em uma estrutura de um portal de notícias e conteúdo, criar um blog que reunisse mais duas ferramentas parecia algo estratosférico. Não era. Qualquer um poderia fazer.

Eu que manjo pouco e não tenho paciência para html, já tratei de incluir o Twitter e o Flickr neste modesto blog na mesma época. O Campus Party aconteceu, a mídia tradicional não deu bola no primeiro dia, e o evento explodiu ao longo da semana, com emissoras de TV correndo atrás do prejuízo, e blogueiros escrevendo diuturnamente .

Hoje, esse trio ou quarteto ou quinteto de ferramentas em um blog virou lugar comum. Os WordPress e Blogspot da vida aceitam e oferecem dezenas ou cententas ou milhares de acessórios, também conhecidos por widgets, para incluir em um blog, com direito a música (Blip.FM e outros) e vídeo (leia-se YouTube) em tempo real.

E por que recontar essa história? Ora porque o Twitter, tardiamente ou não, é a bola da vez em “11 entre 10″ publicações de papel, online e outras mídias. Aliás, este post foi inspirado em um link que li da jornalista e doutoranda  Luciana Moherdaui no Facebook, outra ferramenta, que também serve de complemento para blogs.

Luciana Moherdaui linkou o post Twitter is the new headline: how blogging and Twitter are complementary. Além disso, ela foi cobrir, usando o Twitter, a palestra “Estamos preparados para o público 2.0?“, organizada pelo grupo de Pesquisa Net Art: Perspectivas Criativas e Críticas (CNPq/PUC-SP) e a Agência Click, no Tuca, em Perdizes, e descobriu que havia um limite de tuitagens por dia, 119. Não é à toa que os jornais online/papel têm várias contas de suas respectivas editorias para poder dar conta da tuitagem de suas manchetes.

Noves fora, o planeta rendeu-se ao Twitter. Em janeiro deste ano, a revista eletrônica de fotografia PicturaPixel, editada por Claudio Versiani, em Barcelona, e Gilberto Tadday, em Nova York, ganhou cara nova, uma equipe oficial de colaboradores e uma conta no Twitter para divulgar suas seções, notas, matérias, vídeos, artigos, resenhas e tudo mais.

Some-se a isso os sites que encurtam endereço, pois no Twitter é preciso ser econômico. O mais famoso até pouco tempo atrás era o TinyURL. Um mais curtinho ainda é o Is.Gd. Nossos brazucas já correram atrás da ideia, que parece simples. O Migre.me arrebanhou internautas brasileiros dos quatro cantos do país. Em pouco tempo já há outro o Vai.la, que conheci no dia 14 de abril. O Migre.me conquista o twitteiro por um motivo simples. Dá pra ver quantas vezes a sua historinha no Twitter foi clicada, reclicada e retwittada. Não é a invenção da roda, mas está lá para você ver, buscar seus bookmarks, ter uma ideia do que acontece com os cliques e, se quiser, compararar os twitteiros/blogueiros que fazem de tudo isso um marketing sem fim, aumentando seus seguidores de forma artificial para conseguir mais público.

3, Abril, 2009

Skype pra iPhone: 1 milhão de downloads em 2 dias

Skype no iPhone, por ora, só em conexão Wi-Fi; ora me poupe

Skype no iPhone, por ora, só em conexão Wi-Fi; ora me poupe

As aspas são de Peter Parkes, do Skype Blogs. “Em menos de dois dias, o Skype para iPhone foi baixado mais 1 milhão de vezes, ou seja, seis downloads a cada segundo”. Parkes acrescenta que se trata de um fenômeno e acredita que é o aplicativo mais baixado para o iPhone.
Vamos lá, Apple. Agora só falta a empresa permitir que o seu belo, prático e famoso celular use o Skype nas redes 3G. As operadoras fora do universo EUA aprovam. Será que a AT&T responde ainda pelo maior faturamento da Apple?

ADDENDUS - Saiu no 9to5mac. Eles conseguiram usar o Skype na rede 3G. O iPhone testado está com o software atualizado. A versão 3.0.
A conferir.

31, Março, 2009

Skype pra falar no iPhone; será?

Skype no iPhone, só funciona se conexão for Wi-Fi

Skype no iPhone, só funciona se conexão for Wi-Fi

Finalmente o Skype pode ser usado no iPhone. Ou quase. O programa mais conhecido para telefonar pela internet de graça ou por poucos centavos de euro ou dólar por minuto ganhou versão para o celular mais famoso do planeta. Detalhe importantíssimo: ele somente funciona se o acesso à internet for por conexão sem fio, a famosa rede Wi-Fi.

Imagine o dono de um iPhone 3G sair à rua e depender de acesso Wi-Fi para poder usar o Skype. Perde a graça. Perde a função.

Na era da internet móvel, você deveria ter o direito de usar o Skype como lhe der na telha. Explico: não há fonte oficial alguma que justifique a razão para que esse programa não funcione no iPhone usando a rede de dados 3G. Ora, o Skype é de graça, mas nem tanto. Em primeiro lugar, é preciso assinar um pacote de acesso à web com sua operadora de telefonia móvel. No Brasil, esse valor pode girar entre R$40 e R$ 100 por mês. Quem disse que é gratuito?

Segundo rumores nada críveis, a Apple teria feito um acordo com a AT&T lá atrás, quando lançaram a primeira versão do iPhone, para que programas desse gênero, conhecidos no jargão por VoIP, não funcionassem com o telefone da Apple.

Bom o tempo passou e quem compra esse celular paga caro por ele, além de ter de assinar um bom plano de dados para a web para a conta não ir às alturas. Afinal, o conceito do iPhone é acessar a internet em tempo integral.

Skype: instalação é rapidíssima

Skype: instalação é rapidíssima

SKYPE PARA ITOUCH - Donos de iTouch somente podem acessar a web por Wi-Fi. Ok, nesse caso, o Skype pode ser bastante útil, pois ele se transforma em um celular.

ALTERNATIVA MATREIRA - O Fring não tem o mesmo apelo visual que o Skype. Chega a ser feinho e confuso, porém imprescindível. Motivo: ele faz a ponte com o Skype e você pode usá-lo em alguns celulares, caso dos aparelhos Nokia NSeries ou ESeries, que utilizam o sistema Symbian. Basta instalá-lo, fazer os ajustes devidos, plugar o fone de ouvido e começar a falar com seus interlocutores do Skype ou ligar para algum contato, caso você tenha crédito para ligar para números de telefonia fixa ou celular pagando menos. O Fring também tem versão para iPhone, mas, obviamente, só funciona para teclar, pois a Apple não permite que você acesse a rede 3G para fazer ligações pela internet. Apenas por Wi-Fi. Muiiiitoooo bacana.

Conexão Barça-Sampa: tá tudo dominado em 5,28 minutos cravados

Conexão Barça-Sampa: tá tudo dominado em 5,28 minutos cravados

ALÔ, ALÔ, DE BARÇA, TESTANDO - Eu havia lido o teste do Skype para iTouch na Wired. O autor fez a avaliação no seu iTouch. Era final de tarde do último dia de março, terça-feira, dái pensei. Qual é a grande vantagem nessa história, afinal. Peguei o iPhone, entrei na Apple Store, digitei Skype e instalei o programa em rápidos minutos. Estava na agência onde edito a GSMmania, revista bimestral de computação móvel. Em suma, a conexão à web usada foi a Wi-Fi mesmo.

No computador, eu acabara de enviar um email a Claudio Versiani, que co-edita, de Barcelona, a revista eletrônica de fotografia PicturaPixel, da qual sou colaboradora. Acertávamos os ponteiros de uma pauta e eu lhe perguntei se ele queria ligar o Skype. Enquanto aguardava sua resposta, a instalação no iPhone já tinha sido concluída. Nem me passou pela cabeça que ele fosse querer ligar seu Skype, pois em Barça já era tarde da noite. A resposta de seu email foi taxativa: cinco minutos no máximo. Ok, eu ainda perguntei se ele preferia teclar, pois o microfone do computador não estava à mão.

Bastou eu informar login e senha do Skype no iPhone e, em segundos, tocou o Skype. Era ligação do navegador Versiani. Pluguei o fone de ouvido e lá fui eu tirar minhas dúvidas de uma entrevista para qual ele me havia pautado.

O som era claríssimo. O delay não era muito grande, consegui aumentar o volume sem dar pau algum. Em precisos cinco minutos e vinte e oito segundos, terminamos a ligação. Ok, eu ultrapassei vinte e oito segundos do tempo regulamentar.

Skype pra iPhone - Visu bacana, igual ao do computador

Skype pra iPhone - Visu bacana, igual ao do computadorSkype no iPhone - contatos à vista

Ele ainda me mandou um email, avisando a marca. Depois, enviei algumas mensagens de chat, uma delas para uma amiga em Campinas, e outra, para Sampa mesmo. Desliguei porque os diretores de arte exigiam minha presença para fazer ajustes nos textos da revista.

Skype no iPhone - vale a pena?

Skype no iPhone - vale a pena pra teclar?

VALE A PENA? - Se você está em um local com acesso Wi-Fi e vai fazer ligações, pode ser. De qualquer forma, na rua, em trânsito, nesta vida nômade, em que o espaço físico foi transformado em zeros e uns, eu ainda prefiro usar o Skype em qualquer canto, com a conexão que me der na telha. Por ora, só posso fazê-lo via Fring.

26, Março, 2009

links for 2009-03-26

25, Fevereiro, 2009

iPhone Art – Wired convoca artistas a criar no celular

© David Lasnier/Flickr  - Arte em iTouch

© David Lasnier - Arte em iTouch

Alguém por aí achou que o celular restringe-se a ligações telefônicas, acesso à web e ao email, localização de pontos turísticos, música e imagem?

Ledo engano – o programa Brushes, para iTouch e iPhone, é uma ferramenta que faz mais do que servir de pincel digital. O artista francês David Lasnier usou o aplicativo para fazer seus trabalhos e começou a postá-los na sua conta do Flickr. Em entrevista à Wired, Lasnier diz que o tamanho da tela e os recursos do programa limitam as possibilidades, mas serve para incentivar sua criatividade.

O Brushes já ganhou comunidade no Flickr. E a Wired decidiu apostar com a frase “Show Us Your Best iPhone Art”, incentivando artistas que criam seus trabalhos com o programa no iPhone.

21, Fevereiro, 2009

The Twitter Song

Porque o mundo é dos sem cachola. E dos Tweetaholic. By Chris Pirillo.

18, Fevereiro, 2009

Garçom, ketchup pro meu celular, por favor

© Gustau Nacarino - i-Mate 810-F à prova de clumsy people ou desastrados

© Gustau Nacarino - i-Mate 810-F à prova de clumsy people ou desastrados

Na falta de grandes lançamentos, visitantes da World Mobile Congress, em Barcelona, assistem no terceiro dias a expositores jogando ketchup em celular à prova de desastrados. O 810-F é fabricado pela i-Mate.

Dispenso esse condimento. Prefiro mostarda Dijon.

16, Fevereiro, 2009

Humor de terça: quero ser seu amigo, me aceita?

 

© Hubspot Posso ser seu amigo? - Depende da rede social

© Hubspot Posso ser seu amigo? - Depende da rede social

16, Fevereiro, 2009

A foto do dia – Mobile World Congress 2009

© Albert Gea - As retinas de Gea capturaram o frenesi no Mobile World Congress 2009 - Barcelona

As retinas de © Albert Gea capturaram o frenesi no Mobile World Congress - Barcelona

Idou é o nome. Anunciado pela Sony Ericsson no primeiro dia do Mobile World Congress, em Barcelona, o celular se destaca da concorrência por uma característica: a câmera tem resolução de 12 Megapixels.
Além disso, ele vem com flash Xenon e permite assistir a videoclipes no formato 16:9 widescreen.

Pergunto: de que adianta tanta resolução se a maioria dos mortais que fotografam com seu telefone postam suas fotos na web?
Mais: a pedra no sapato não é a resolução, mas algo que a indústria de telefonia móvel ainda não conseguiu (e nem sei se vai) resolver. A falta de zoom óptico.

29, Janeiro, 2009

Flash mob: vale dançar no metrô para vender celulares

Os flash mobs surgiram no início do século 21, lá por 2003. Eram manifestações despolitizadas, combinadas por SMS e email. Lembro-me de uma das primeiras, em São Paulo, na avenida Paulista, em que todos combinaram de tirar um calçado do pé e atravessar o sinal, ali em frente ao Conjunto Nacional. A mídia foi cobrir, é claro, e depois os organizadores “reclamavam” que não era para espalhar a brincadeira no meio jornalístico. Como assim? Uma das que propôs a tal da manifestação instantânea, por acaso, tinha – e tem um blog – e é jornalista do meio televisivo.

O mercado publicitário apropriou-se sabiamente da ideia e usa para anunciar celulares. No dia 15 de janeiro, às 11h em Londres, a operadora T-Mobile contratou 350 profissionais de várias idades, que começaram a dançar na estação de metrô Liverpool. Não chegou a durar três minutos a suposta espontânea brincadeira . Segundo a mídia que cobriu o evento, já havia avisos na televisão, marcando a data, o local e o horário.

O objetivo: compartilhar. No final do filmete, todos saem como se nada tivesse sido combinado e começam a falar nos seus celulares.

A agência que assina “Life is for Sharing” é a Saatchi Saatchi London. A campanha utilizou câmeras de TV ocultas na estação britânica para captar as reações dos passageiros ao assistir a performance dos dançarinos.

O comercial, ou reclame, como se dizia em priscas eras, foi para a televisão, faz parte de uma campanha que abrange outdoors digitais e impressos, rádio e salas de  cinema, e deve ficar no ar até 16 de fevereiro.

E POR FALAR EM POLITIZAÇÃO – Em 15 de novembro de 2008, Sérgio Amadeu, cientista social e professor na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, promoveu um flash mob, via Twitter,  na avenida Paulista em “defesa da liberdade da internet, pela liberdade de expressão, privacidade e livre criação e pesquisa na rede mundial de computadores”.

Dica do Leonardo Xavier do Mobilizado Blog.

26, Janeiro, 2009

A foto da semana

Charles Ommanney - Barack Obama, porque conectar-se é preciso

© Charles Ommanney - Barack Obama, porque conectar-se é preciso

Logo após a posse, o conectado Barack Obama, na Casa Branca.
Conectar-se é preciso. Deu na Newsweek e na Wired.

25, Janeiro, 2009

1984 nunca será igual a “1984″

Dia 24 de janeiro passou batido para os escribas de Nomadismo Celular. Eis que Claudio Versiani, co-autor da revista eletrônica PicturaPixel, escreveu e postou, lembrando a todos o dia do lançamento do primeiro Macintosh: a grande invenção da Apple, capitaneada pelo visionário Steve Jobs, que fundou a empresa em 1976 (Jobs, por motivos de saúde, afastou-se da empresa em janeiro e publicou uma carta sucinta).

O filme publicitário assinado por Ridley Scott, que, em 1982, ousou e impressionou o mundo com “Blade Runner“, foi premiadíssimo e merece ser visto, revisto e comentado. A emblemática frase “1984 nunca será igual a ‘1984′” é autoexplicativa. Se não for, vale a pena ler “1984“, de George Orwell. Tudo sobre o big brother está lá.

Passado um quarto de século, o Macintosh fez muito mais do que história. Sites não faltam relatando todos os modelos lançados ao longo de 25 anos. The Apple Museum não é oficial. De qualquer forma, merece leitura. Do lado esquerdo, há versão traduzida para o espanhol em El Museo de Apple.

21, Janeiro, 2009

Obama: “O BlackBerry vem comigo”. Será?

© Doug Mills Barak Obama leva seu BlackBerry para a Casa Branca. O celular entra ou sai?

© Doug Mills - Barak Obama leva BlackBerry à Casa Branca. O celular entra ou sai?

Ok, Barak Obama já assumiu o cargo. Todos viram, leram e ouviram sobre sua posse em Washington. No primeiro dia, sua agenda já está lotada. Mas a pergunta que não quer calar: o BlackBerry vai ou não vai frequentar o Salão Oval?
Em tudo quanto é canto, discute-se se o seu BlackBerry será totalmente encriptado, terá segurança total (alguém aí acredita em duendes ou gnomos?).  Mas a questão é a seguinte: o presidente Obama está determinado a levar o seu smartphone para a Casa Branca. Gostem ou não.

Para um sujeito que passou sua candidatura plugado na rede, com notebook a tiracolo e celulares nas mãos, fazendo campanha por redes sociais, como Facebook e Twitter, em busca de eleitores, como impedi-lo (o homem mal assumiu e entrou no ar um site novo da Casa Branca.E com direito a blog)? Afinal, a segurança do presidente vai ou não vai conseguir driblar as supostas e eventuais invasões ao seu celular?

Enquanto isso, espalha-se por aí que seu novo BlackBerry será mais poderoso ainda, com recursos de GPS e tudo mais. As frases “onde há fumaça há fogo” e “o povo aumenta, mas não inventa” cabem bem nesse arsenal de diz-que-não-diz.

Na Wired, saiu que Obama teria afirmado em entrevista a CNN: “Eu quero mais do que a informação das pessoas que trabalham diretamente comigo, quero mandar e receber mensagens sobre o que acontece na América”.

Também rolou na web que assim que Obama começasse a dar expediente, o Serviço Secreto forçaria o presidente a abrir mão de seu BlackBerry. Isso porque, teoricamente, qualquer hacker poderia invadir seu aparelho e obter informações confidenciais, entre elas sua localização.

A frase “Deixa o homem ficar com seu BlackBerry”, uma tradução livre para
“Let the man have his BlackBerry.”, foi cravada por John D. Podesta, um dos assessores de Obama, que vem trabalhando com o homem antes das eleições. Quer mais argumentos do que a importância de estar conectado? Só lendo o texto de Podesta.

No Globe and Mail, saiu que o celular de Obama seria um 8830. A conferir.

Enquanto isso…, o serviço secreto proíbe que um presidente carregue qualquer tipo de celular. Sem falar na lei que dita o seguinte: emails de todos os presidentes devem ser gravados e podem vir a ser públicos, se necessário.

Mesmo assim o home é duro na queda. Apesar das questões de segurança, é provável que ele leve o seu BlackBerry para o Salão Oval.

Afinal, Obama deve ficar com o seu BlackBerry? Vote a favor, contra ou muito pelo contrário.

Essa história volta depois de um post lá do PicturaPixel, capitaneado pelo navegador Claudio Versiani.
Addendus
E não é que Obama já violou uma das regras básicas impostas por George W. Bush para adentrar o Salão Oval? Tirou o paletó. Nada como começar quebrando regras. Deu no G1.

17, Janeiro, 2009

Lisa Simpsom and Steve Mobs

Uma homenagem a mister Jobs, com o humor dos Simpsons. Assisti à versão completa lá no PicturaPixel.

8, Janeiro, 2009

Garçom, uma garrafa de celular, por favor

Um celular para ecochatos, oops, ecológicos de plantão

Um celular para ecochatos, oops, ecológicos de plantão

Ecochatos de plantão, oops, sorry, ecológicos de carteirinha, eis uma notícia para agradar os militantes da causa. A Motorola aderiu à onda da sustentatibilidade, termo usado por ”11 entre 10″ pessoas que acreditam em reciclagem.

Durante a Computer Electronic Show, a feira de eletrônicos mais importante dos EUA, que acontece anualmente em janeiro na terra da  jogatina, a empresa anunciou o W233, com revestimento em material reciclado a partir de garrafas plásticas.

Seguindo a linha do politicamente correto, o tamanho da embalagem foi reduzido em 22%, e o papel impresso é 100% reciclado.

Parabéns pela iniciativa. Bacana, mas vamos aos fatos: essa máscara de sustentatibilidade nada mais é do que economia na ponta do lápis. Aos cálculos. Quanto custa reduzir o tamanho da embalagem em 22%? A resposta pode vir diretamente da gráfica.

Em um planeta, em que o consumo permeia o indivíduo, vamos a uma pergunta: o que você faz com o seu aparelho velho?

a) Joga no lixo do vizinho;

b) Encosta na gaveta com os outros mais antigos ainda;

c) Encontra em qualquer loja um recipiente de algum fabricante que se preocupa em fazer coleta para reaproveitar os aparelhos.

Ok, a brincadeira não tem status para nenhuma estatística. Então vamos à foto abaixo.

Celular velho = ouro verde © Richard Barnes

Celular velho = ouro verde © Richard Barnes

Há cerca de um ano, deu no The New York Times a seguinte manchete: “The Afterlife of Cellphones“, em tradução livre, a vida após os celulares. No primeiro parágrafo, o autor constata que, em 2006, os cidadãos dos EUA despejaram 3 milhões de toneladas de eletrônicos no lixo comum. O artigo merece leitura, e o autor se deu ao trabalho de visitar uma indústria que reaproveita os metais de eletrônicos.

Não se trata de questão ecológica. Business. Negócio puro. É grana mesmo. Motivo simples: a empresa trabalha com tratamento de materiais, extraindo metais de televisores, computadores e celulares.

Em suma, parte do metal do telefone móvel vai para a fundição e, em temperaturas altíssimas, vira ouro. É o chamado ouro verde.

O umbigo é mais embaixo ainda. Porque esse segmento da indústria não consegue obter material necessário para produzir o ouro verde. Bom em uma cadeia, é meio óbvio que todos precisam fazer sua parte.

Eu diria, que a indústria de telefonia móvel não faz o suficiente. Isso mesmo. Não faz o seu papel. Porque as campanhas em sites, promovendo reciclagem são puro marketing, para deixar claro ao visitante que estão cumprindo sua obrigação.

Se o consumidor não é estimulado a se livrar de seus aparelhos para que outro segmento da indústria possa reaproveitá-los, ele o encosta na gaveta e pronto. Ou joga no lixo do vizinho. E mesmo com algumas práticas da indústria de reciclagem, o lixo continua aí.

Você tem idéia do que significa TRÊS MILHÕES DE TONELADAS de lixo de eletrônicos? Impossível conceber ou dimensionar.

Então, de que adianta produzir um celular bacana ecologicamente correto, feito de material reciclável se, mais adiante, ele vai parar na lata do lixo?

7, Janeiro, 2009

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2, Janeiro, 2009

Crise? Resposta: recorde de celulares em 2008

Pausa durante compras de Natal no Columbus Circle em Nova York. Crise? © Mike Segar

Pausa durante compras de Natal no Columbus Circle em Nova York. Crise? © Mike Segar

Enquanto a mídia noticia diuturnamente o verbete “crise”, e os governos dos países ricos despejam trilhões de dólares e euros para salvar instituições financeiras e a indústria automobilística nos EUA, eis uma notícia para refestelar os olhos e bolsos dos fabricantes de celulares.

Em 11 meses, o mercado brasileiro habilitou 26 milhões de linhas. Ou seja, no mínimo o valor equivalente a novos aparelhos. A informação é da Agência Nacional de Telecomunicações.

Quer uma comparação plausível? No mesmo período, de janeiro a novembro de 2007, o mercado brazuca habilitou 16.395.206 linhas. Faça suas contas sem muitas sinapses. Noves fora, a diferença é de quase 10 milhões. Na ponta do lápis, oops, da calculadora digital: um acréscimo de 9.677.088 linhas.

E por falar em teledensidade, vulgo jargão internacional para definir o número de telefones em um grupo de 100 habitantes de uma cidade ou de um país, o Brasil registrou em novembro 76,33%. Em 2007 a teledensidade brasileira era 61,20%.

Antes que o mercado continue em polvorosa, vale recapitular o seguinte: do total de linhas habilitadas, 119,5 milhões, ou 81,29%, são do sistema pré-pago, mais conhecidos por celulares pais-de-santo. Em suma, obtidos praticamente para receber ligações. O restante são os 27,5 milhões que fazem parte da fatia dos pós-pagos, ou 18,71% do bolo.

A Anatel divulgou ainda que o número de habilitações registrou alta de 21,55% em 11 meses.

17, Dezembro, 2008

Menos celulares em 2009

Ciúmes? O suposto primeiro comprador do iPhone 3G em Hong Kong  © Bobby Yip

Ciúmes? Um esperto consumidor se diz o primeiro comprador do iPhone 3G em Hong Kong © Bobby Yip

O título é esse mesmo. Nada de errado. A agência Reuters fez uma enquete junto a mais de 30 analistas, que não hesitaram em afirmar: em 2009, o mercado consumirá menos aparelhos. As vendas devem sofrer uma redução de 6,6% ao longo do próximo ano e cair 5,7% no último trimestre, época em que o mercado se aquece por conta das festas natalinas.

Pessimismo?
Bom a líder mundial em vendas já tinha dado alguns sinais de que 2009 não será tão frutífero. No dia 4, a Nokia divulgou que, na melhor das hipóteses, as vendas devem representar uma queda de 5% em 2009.

Enquanto isso…
Com crise ou sem crise, os dois maiores fabricantes, leia-se Nokia e Samsung, devem sair de 2009 mais fortes ainda, aumentando sua participação no bolo para 39,6% e 17,3%, respectivamente.

Outra empresa que pretende tomar o terceiro posto, que, por ora, pertence a Sony Ericsson é a LG. Mesmo com queda nas vendas, porta-vozes da companhia juram de pés juntos que alcançarão a marca de 100 milhões de unidades despejadas no mercado.

17, Dezembro, 2008

Estatísticas dos celulares no Brasil

O Brasil tem 148 milhões de celulares. A informação é da Anatel, que divulgou um crescimento de 1,56% em novembro e o acréscimo de 2.256.779 habilitações.

Qur mais? Dos 148 milhões de linhas, 81% correspondem a assinantes pré-pagos, ou 119.541.611, e 18,71% a pós-pagos, ou 27.510.786.

A agência divulgou em seu site que o número de assinantes registrou um salto de 21,55% nos últimos 11 meses.

1, Dezembro, 2008

Barack Obama com ou sem o seu BlackBerry?

Entre outras questões, Barbara Walters pegunta na lata: “Como você vai se acostumar sem o seu BlackBerry?” E o presidente eleito responde que está em negociações com o serviço de informação. Ela acrescenta depois que ele está perdendo nas negociações.

Quer entender mais? O blog bacana do Sérgio Dávila, correspondente da Folha de S.Paulo, em Washington, explica bem o que acontece com qualquer email enviado por um presidente. Em suma, sujeito ao Presidential Records Act. O post do Dávila é “O e-mail como janela da rua”: leitura obrigatória para sacar o que acontece com a correspondência de um presidente nos EUA, que tem de ser arquivada.

Essa discussão veio à tona em meados de novembro, quando faltavam pouco mais de 60 dias para a posse de Obama à presidência. The New York Times abriu com o título: “Lose the BlackBerry? Yes He Can, Maybe” e a foto de Obama, durante a campanha, lendo relatórios no papel se atualizando pelo celular.

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Barack Obama não quer desgrudar do seu celular. Eaê? © Ozier Muhammad

Em tempos de zeros e uns, papel ainda vale para mandar bilhetes. Pela web, rastreia-se tudo. E se for com a terminação “.gov”? Bom, a informação pode ser tornar pública. Mas também há maldita questão de segurança.

28, Novembro, 2008

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28, Novembro, 2008

Nokia larga mercado de celulares no Japão

Produção de celulares da Nokia, na Finlândia

Produção de celulares da Nokia, na Finlândia © Divulgação

Foi o navegador Claudio Versiani, do PicturaPixel, quem mandou o link que deu na Reuters quinta-feira, dia 27. No mesmo dia em que a maior fabricante de celulares em todo o mundo anunciava o início das vendas do 5800, um aparelho com tela sensível ao toque, que o mercado tratou de dizer por aí que nada mais é do que uma resposta ao iPhone da Apple.

É sempre bom recapitular que o conceito do 5800 XpressMusic não se restringe a um aparelho com tela sensível ao toque. Ele é, na verdade, um portal para baixar música gratuita por um ano ou 18 meses.
De graça? Ops, nem tanto. As músicas a que o consumidor terá direito não são tão gratuitas assim. Afinal, o preço está embutido na assinatura que ele terá de fazer ao comprar o aparelho.

Mas voltando à notícia do fim das vendas de aparelhos Nokia no mercado japonês, ao que tudo indica, os resultados da empresa não justificam mais investimentos no local. E olhe que o Japão representa o quarto maior mercado de telefonia móvel no planeta. Perde apenas para EUA, China e Índia.

Em comunicado oficial, o vice-presidente executivo da Nokia informou que os negócios da empresa ficarão concentrados a pesquisa e desenvolvimento nesse país.

16, Novembro, 2008

“I Just Called to Say I Love You” – celular no cenário do espaço público

"I just called to say I love you" © Motulz

Ilustração de Motulz para uma análise do celular na esfera do espaço público © Motulz

O escritor e romancista Jonathan Franzen faz um corte semiótico analisando o espaço público e seu declínio. Em seu ensaio I just called to say I love you”, (”Sem Pudor”“Sem pudor”, PDF do artigo traduzido por Clara Allain para o caderno Mais! da Folha de S.Paulo), o autor faz um paralelo interessante sobre o papel que o cigarro ocupava havia dez anos e que foi substituído pelo celular.

Vale a pena uma comparação entre as estratégias usadas pela indústria de tabaco e pela tecnologia móvel para chegar ao público.

E por que não pensar na cultura do automóvel? Aí vai um convite para refletir no paralelo entre o celular e o carro. Fica a sugestão da leitura do conto “La autopista del sur”, do escritor argentino Julio Cortázar, que narra pedestres motoristas e passageiros presos durante dias em um engarrafamento ao voltar para Paris após um final de semana no campo. Esse conto faz parte do livro “Todos os fogos o fogo”, publicado no Brasil pela Civilização Brasileira.

Blindness - Ensaio sobre a cegueira © Ken Woroner

Blindness - Ensaio sobre a cegueira © Ken Woroner

E para continuar nos links, “A auto-estrada do sul” talvez seja uma metáfora muito próxima de “Ensaio sobre a cegueira“, de José Saramago, que levanta igualmente a questão da civilização. Saramago escreveu e Fernando Meirelles o filmou. “Blindness” é polêmico, agradou e desagradou a críticos. Os autores deste blog gostaram. A escriba desta nota aqui o achou excelente. O livro de Saramago merece e deve ser lido. Idem para o filme de Meirelles.

14, Novembro, 2008

Obama e os nanos só podem dar Nanobama

Obama e as nanolitografias © John Hart, Sameh Tawfick, Michael De Volder, and Will Walker/University of Michigan/Handout

Obama e as nanolitografias © John Hart, Sameh Tawfick, Michael De Volder, and Will Walker/University of Michigan/Handout

14, Novembro, 2008

Google e Apple: a parceria do ano

Peter DaSilva/The New York Times

Programa de reconhecimento de voz do Google no iPhone © Peter DaSilva/NYT

21, Outubro, 2008

As estatísticas do mundo móvel

Americanos enviam e recebem mensagens de celulares nas situações mais perigosas. É o que constata  pesquisa divulgada no dia 21 de outubro, revelando que 77% dos entrevistados já usaram seus celulares para digitar textos enquanto dirigiam. E 41% disseram que já mandaram emails de celulares do tipo BlackBerry enquanto andavam de bicicleta ou a cavalo. Surreal, não?

Mais: 11% revelaram ter usado seus celulares para passar mensagens de email durante um encontro romântico, enquanto 79% afirmaram ter enviado mensagens do banheiro.

O levantamento tem o dedo da Neverfail, uma empresa de software para proteção de informações. E para quem se sente entediado em casamentos, saiba que 18% usaram seus celulares para escrever emails durante essas cerimônias, e 16%, durante um enterro. Em formaturas de faculdade, 37%.

Segundo a pesquisa, a proporção de usuários com dispositivos de mensagens de email vai crescer 40% até 2010. Em tempos de crise econômica, por conta da pressão, os donos de celulares devem postar mais. Quem afirma é Michael Osterman, presidente da Osterman Research of Black Diamond, que conduziu o estudo para a Neverfail. “Os trabalhadores terão de se dedicar mais”, disse. Ele acrescenta que com o aumento de demissões, os que ficam têm de dar conta, pois a responsabilidade da empresa é a mesma. Sei. Tá legal. Conheço esse papo furado de muito longe.

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 26 de agosto com 147 pessoas que responderam online. Ah, é bom recapitular que um maquinista ignorou um sinal vermelho, causando um acidente com 25 mortes. Robert Sanchez teria enviado mensagens de texto. Isso foi no início do mês.

Enquanto isso – O American College of Emergency Medicine alertou para que as pessoas não enviem textos enquanto caminham, pedalam ou andam de skate. Segundo o órgão, registrou-se um aumento de ferimentos e mortes relacionados a usuários que enviam textos inadequadamente.

Um outro levantamento da AAA (American Automobile Association) constata que metade dos adolescentes nos EUA enviaram mensagens enquanto dirigiam.

Distração por uso indevido de traquitanas?

Distração por uso indevido de traquitanas?

Indecente – Um senador estadual de Nova York propôs lei para impedir que pedestres atravessem ruas com seus iPods e similares, com multas de US$ 100! Pode? O nome do sujeito é Carl Kruger, e na proposta dele incluem-se outras traquitanas, leia-se BlackBerries e celulares, mas o senador citou a marca iPod. Fazer o quê! Isso foi em fevereiro do ano passado e o logo acima saiu pela  Methodshop.

O legislador se dá ao luxo de mencionar, sem base estatística alguma, que o uso de gadgets está adquirindo proporções endêmicas. O senador relatou o caso de um rapaz de 23 anos que foi atropelado porque ignorou o sinal, enquanto escutava música. “Uma evidência da praga de nossas ruas.” Esse tipo de distração já ganhou o apelido de “iPod Oblivion”. Gente de cabeça oca existe aos montes. E, nesse mundo de ode ao consumo, culpar os MP3-players por isso chega a ser patético. E duvideodó que o lobby da indústria de celulares e traquitanas deixaria.
O inventor do Walkman, Akio Morita, há mais de 30 anos, não imaginaria isso.

Campanha de gosto duvidoso da policia australiana

Campanha de gosto duvidoso da polícia australiana

Quer mais? – Em janeiro deste ano, a polícia australiana (New South Wales) encomendou à agência de publicidade DDB uma campanha para sensibilizar a sociedade pelo uso de traquitanas no ouvido. Ok, mas cadê as estatísticas de atropelamento por distração? E quem disse que todos que andam com seus celulares no ouvido ou tocadores de música são distraídos. E os caras não brincam em serviço. No site, há os preços das penalidades para pedestres que saírem da linha. Literalmente.

3, Outubro, 2008

Nokia: música de graça, ou quase

A loja iTunes da Apple domina praticamente metade das vendas de música online  em todo o mundo. E onde entra a Nokia nisso tudo? Ela anunciou no dia 2 de outubro, durante evento em Londres, que vai oferecer um serviço de música. Trata-se do “Comes with music”, em tradução literal, “Já vem com música”.
Até aí, nenhuma novidade retumbante, uma vez que a Sony Ericsson lançou recentemente o PlayNow Uncut, que antes tinha o apelido de M-Buzz, uma extensão do serviço PlayNow, e a LG planeja algo similar.
Nada retumbante? Ledo engano: o produto da empresa finlandesa se diferencia dos demais porque os usuários podem ficar com todo o conteúdo baixado no período da assinatura, que deve variar de 12 a 18 meses. Traduzindo: não há ônus algum para baixar as músicas, pois o custo está embutido no preço do telefone.
E o que os especialistas têm a dizer sobre isso? O serviço da Nokia vai trazer música gratuita a milhões de consumidores, mudando o cenário da indústria fonográfica. O lançamento de celulares com acesso ilimitado a download de canções pode trazer uma mudança radical no consumo de música digital.
E não é só isso. A Nokia conhece muito bem o impacto das vendas do iPhone no mercado. Não é à toa que, desde o ano passado, a empresa promoveu uma reviravolta em seu modelo de negócios, tendo como alvo principal serviços na web para combater o lento crescimento em vendas de celulares.
E, de quebra, também saiu do forno no mesmo dia o 5800 XpressMusic, um celular com tela sensível ao toque, que deverá ser vendido em meados deste mês na Grã-Bretanha, o terceiro maior mercado música online.
Esse modelo era esperadíssimo. Era a única pegunta que importava em qualquer entrevista onde estivesse um porta-voz da Nokia. Motivo óbvio: a empresa nunca havia oferecido ao consumidor um aparelho com tela sensível ao toque nesses moldes.
O que interessa aqui não é necessariamente se o aparelho é uma cópia ou se faz jus ao iPhone. A Nokia está de olho é em aparelhos que façam o consumidor ir atrás de conteúdo oferecido por ela.  Não é à toa que já comprou outras empresas com serviços para acessar a web pelo telefone, entre eles o OVI e o Mosh.

24, Setembro, 2008

Blip.FM, o que você está ouvindo?

Blipar, novo verbo nas ondas da rádio do século 21

Blipar, novo verbo nas ondas da rádio do século 21

Blipar, um novo verbo para quem gosta de música
Blipar, um novo verbo para quem gosta de música

Você vira DJ sem precisar sair da frente do seu computador. O Blip.Fm é mais uma rede social que deu a cara para bater no finalzinho de agosto e já conta com uma legião de internautas dos quatro rincões do planeta conectado na nave louca.

A princípio, o serviço é simples. Você ganha uma conta e busca na rede a música que gostaria de ouvir, e,  em 150 caracteres, deixa o seu recado. Claro está que é preciso conectar-se a outros internautas. Em minutos, há uma dezena de ouvintes que começam a se linkar uns aos outros, e, repentinamente, você já criou sua lista de músicas e de seguidores, mais conhecidos por listeners.

O Blip.FM é a versão áudio do Twitter, uma rede social em que o internauta avisa a seu público o que está fazendo em 140 caracteres. Também conhecido por microblogging.

E a associação da indústria da música, a RIIA! Será que ela já deu seu pitaco? Teoricamente, o Blip.FM teria tudo para ser ilegal, afinal, para ouvir o acervo, é preciso oferecê-lo. E o internauta tem de subir, se quiser, as músicas guardadas em seu computador. Ao fazer uma pesquisa, acham-se canções de todos os gêneros, o que indica que o usuário divide mesmo.

E quem é o responsável pelo conteúdo? Bom, o pessoal da Blip.FM isenta-se, e quem sobe a música é que arcaria com a responsabilidade. Porém os moralistas de plantão que ainda acreditam que é possível conter mais uma forma de compartilhar música teriam de sair correndo, literalmente, para processar os internautas que estão ouvindo música e dividindo seus gostos musicais por aí.

E o Blip tem um papel importante, pois é, literalmente, uma estação de rádio em que o gosto do freguês é totalmente personalizado. E com direito a trocar recadinhos rápidos. Ah, detalhe importantíssimo: se você quiser comprar a música, basta clicar. Ao que parece, vamos todos usar a banda larga dos nossos respectivos provedores e ouvir música.

18, Setembro, 2008

iPhone 3G a 1.500 reais – vai um aí?

Esse é o preço do produto mais falado dos últimos tempos. Quem se atreve a desembolsar por essa bagatela? O celular da Apple faz parte do sonho de nove entre dez blogueiros, executivos, publicitários, fotógrafos e mais meia dúzia de profissões liberais. E dia 26 de setembro é a data marcada para que, supostamente, os ávidos pelo telefone mais alardeado por Steve Jobs e a mídia corram e façam fila nas lojas das operadoras Claro e Vivo. Será que vamos repetir a façanha dos consumidores americanos, europeus e asiáticos?
Bom, em breve, revistas em bancas com especiais, dando dicas de aplicativos de um aparelho, que ostenta a fama de já ter sido despejado nas mãos do consumidor do planeta em dezenas de milhões.

Resta saber se ele está à altura de outros celulares de fabricantes que não souberam fazer o mesmo marketing com tanto alarde.
Corre também por aí que o plano de minutos para adquirir o iPhone 3G será no mínimo de R$ 200 mensais. Isso sem falar no plano de dados para acesso à internet, que pode custar no máximo mais R$ 60.

 

16, Setembro, 2008

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30, Agosto, 2008

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27, Agosto, 2008

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23, Agosto, 2008

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